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Original para a Internet

Boas-novas

Fundamento espiritual de lar

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 19 de março de 2019


Os Salmos estão repletos de ideias inspiradoras sobre a natureza espiritual do lar. Nos diversos Salmos, palavras como: morar, habitação, refúgio, esconderijo, pastos verdejantes e casa do Senhor têm me ajudado a adquirir um senso de lar como sendo aquele estado mental em que o pensamento repousa na presença e no poder de Deus.

Essas referências nos Salmos indicam, não somente que nós somos mantidos em segurança aos cuidados de Deus, mas também que o verdadeiro “lar” em que habitam e repousam nossos pensamentos, é a consciência da natureza e do poder de Deus. Os Salmos nos apontam um senso mais profundo de lar como sendo nosso constante pensamento e ação em Deus.

Essas ideias me proporcionaram a inspiração necessária no final do primeiro verão em que estava cursando minha pós-graduação. Eu encontrara um programa de pós-graduação que parecia ser a resposta à minha oração. Ele me conduziu para uma carreira na qual senti que poderia prestar minha verdadeira contribuição.

A logística, nesse meu primeiro verão, foi bem elaborada e eu pude morar no alojamento dos estudantes e me locomover de bicicleta. Entretanto, no final do verão, eu teria apenas duas semanas para conseguir um carro, um estágio e um lugar para morar. Embora isso parecesse uma tarefa assustadora, eu passara o verão examinando minhas anotações do Curso Primário da Ciência Cristã e me sentia ancorada na verdade espiritual. Os Salmos eram um suporte diário e muitas vezes eu cantava o Hino 148, do Hinário da Ciência Cristã, que afirma: “Quem no Amor habita, / Não sente mais temor;” e “Pressinto verdes prados, / Que inda não pisei” (Anna. L. Waring, trad.  © CSBD).

Sem muita dificuldade, consegui o estágio e um carro. No entanto, um lugar para morar foi um desafio. As cidades entre meu estágio e a faculdade estavam em zonas rurais e não havia muitos imóveis para alugar. Muitos outros alunos comentavam como era difícil encontrar um local para alugar. Cada vez que me sentia tentada a entrar em pânico, eu me voltava aos Salmos com os quais eu vinha orando, reconhecendo que eu habito no esconderijo do Altíssimo e que moro na consciência do Amor divino, que a paz dos verdes prados e as águas de descanso me pertencem naturalmente, pois o Senhor é a minha habitação.

Só me restavam alguns dias, portanto, decidi ir para a comunidade que ficava exatamente a meio caminho entre a faculdade e o trabalho, simplesmente para dar uma olhada. Entrei no pequeno vilarejo e peguei o jornal local em uma lojinha. Não havia nada para alugar, nos anúncios classificados. Ao sair dessa cidadezinha, senti-me inspirada pela bela paisagem e pela vista imponente do Monte Monadnock. Pensei: “Seria ótimo se uma dessas fazendas tivesse um apartamento para alugar”. Então, vi uma placa feita à mão que dizia: “Vende-se milho”. Um impulso mental, uma intuição espiritual, me disse para eu entrar e comprar um pouco de milho, e também perguntar se sabiam de algum local para alugar.

Por ser muito tímida, no entanto, eu descartei essa ideia. Mais adiante, porém, na mesma estrada, parei no sinal de “Pare” e me veio o pensamento de que devia voltar. Por um momento, fiquei argumentando comigo mesma. Aí percebi que, por eu ter orado firmemente, seria natural me vir a ideia e a direção corretas. Eu crescera pensando nelas como pensamentos angelicais vindos de Deus, que ajudam a nos guiar quando sinceramente nos volvemos a Deus, a Mente divina, por orientação. 

Então, dei meia volta e retornei àquela fazenda. O fazendeiro estava no pátio e eu pude comprar um pouco de milho. Levou todo o tempo da transação para eu criar a coragem de perguntar sobre um local para alugar. Ele respondeu que, de fato, tinha um apartamento para alugar no próprio casarão da fazenda, que estaria disponível em duas semanas, exatamente quando eu iria precisar. O aluguel cabia no meu orçamento e concordamos em que eu me mudaria para lá. Até mobiliado o apartamento estava, o que realmente ajudava muito.

Quando voltei para o carro, olhei para os verdes prados, as vacas, a grande extensão do vale e o belo contorno da montanha. As coisas estavam realmente se harmonizando “em lugares amenos” (Salmos 16:6). Acabei morando naquele apartamento por três felizes anos, um ano durante a faculdade e dois anos em um emprego de tempo integral na universidade em que fizera meu estágio. Foi uma época esplêndida! 

Essa experiência estabeleceu um senso fundamental de lar e carreira que continuou a ser uma prova maravilhosa da bondade de Deus, a ser lembrada nos anos seguintes.

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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