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Original para a Internet

Sim, nós somos beneficiados por orar

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 18 de junho de 2019


Quando alguém está enfrentando uma crise, muitas pessoas são rápidas em oferecer sinceras orações. Contudo, nem todos acham que a oração é benéfica ou racional, nem mesmo concordam com o que significa orar.

Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, dedicou ao tema da oração o primeiro capítulo de seu livro-texto sobre a cura cristã. Dirigindo-se ao ceticismo do mundo, ela escreveu: “Somos beneficiados por orar? Sim, o desejo que tem fome de justiça e de retidão é abençoado por nosso Pai e não nos volta vazio” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras,p. 2).

Tenho visto, com o passar dos anos, os benefícios da oração nas inúmeras curas maravilhosas que minha família já vivenciou — por exemplo, a cura de sérias alergias típicas da primavera e a rápida recuperação de meu filho, quando machucou gravemente o tornozelo.

Em minha própria abordagem à oração, como Cientista Cristão, tenho me guiado pelo exemplo de Cristo Jesus, cujas orações reconheciam o poder e a presença de Deus, e Deus como Pai do homem. A contínua comunhão de Jesus com o Pai e seu reconhecimento de que Deus é a própria Vida, capacitou-o a superar todo obstáculo à saúde e à felicidade, curando os pecadores e os enfermos publicamente e quase sempre de maneira instantânea, mostrando-nos, assim, as bênçãos da oração. Ele nos ensinou a orar como ele mesmo fazia, proporcionando-nos a oração que é conhecida como a Oração do Senhor, a qual, de acordo com Mateus 6:13, termina com a afirmação definitiva: “pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre”.

Durante a última refeição em que Jesus confraternizou com os discípulos antes da crucificação, ele se voltou ao Pai para que o sustentasse, pois estava enfrentando seu maior desafio. Ciência e Saúde explica: “Jesus orou; retirou-se dos sentidos materiais para revigorar o coração com panoramas mais luminosos, mais espirituais” (p. 32). Ele revigorou o coração com panoramas mais espirituais. Assim se chega à essência da oração. A comunhão com Deus, o Espírito, pode nos aproximar de uma completa compreensão de nossa própria identidade espiritual e eterna, como reflexo do Espírito. A dúvida e o medo se dissolvem diante dessa compreensão espiritual, e nosso pensamento se torna receptivo às ideias de Deus, que trazem a cura — restaurando a harmonia mesmo nas circunstâncias que talvez pareçam sem esperança.  

Lembrei-me recentemente do impressionante poder da oração. Uma parenta que estava de viagem em Londres ligou-me certa noite; ela estava aflita e soluçava ao telefone. Era uma hora da manhã em Londres, um domingo, e ela estava temporariamente em um hotel, antes de ir para o aeroporto dentro de quatro horas. A história desesperada que eu estava ouvindo era de que ela havia perdido a carteira em algum lugar, embora ainda estivesse em poder do passaporte e da bagagem. Ela disse que não tinha dinheiro, portanto, não tinha como chegar ao aeroporto, e obviamente perderia o voo.

Tentei pensar em algo para dizer para ajudá-la, mas naquele momento ela não queria conversa. Praticamente a única coisa que eu podia fazer era ouvir o que ela estava dizendo. Quando ela desligou, meu pensamento voltou-se imediatamente a Deus e orei com a expectativa de uma resolução harmoniosa. Eu sabia que em nossa família sempre recorríamos a Deus para atender a todas as necessidades, e isso incluía a essa parenta. Nenhuma das coisas de que verdadeiramente precisamos — serenidade, sabedoria e alegria — pode ser perdida, porque refletimos continuamente essas qualidades de Deus.  

Tenho me guiado pelo exemplo de Cristo Jesus, cujas orações reconheciam o poder de Deus.

Orei para reconhecer que Deus é o único poder, portanto, Seus filhos são governados somente pela lei de Deus, o bem; eles não são seres mortais, sujeitos ao acaso, a acidentes, ou aos caprichos das circunstâncias materiais. Como filhos de Deus. somos inseparáveis de nosso Pai-Mãe, e nada pode alterar ou interromper a harmonia dessa relação, ou impedir-nos — ou impedir qualquer coisa que nos pertença — de estar no lugar certo.

Enquanto levava meu cachorro para passear, esforcei-me para manter meu pensamento na direção certa e ficar firme com essas verdades. Voltei para casa dez minutos depois. O telefone tocou de novo, era ela. E com toda a calma disse: “Você não vai acreditar no que aconteceu. Você esteve trabalhando com a Ciência Cristã?” Com “trabalhando” ela queria dizer orando. Ela disse que logo depois de falar comigo, recebeu uma ligação de um número desconhecido. Quando atendeu, dois homens, que pela voz pareciam jovens, com sotaque britânico, perguntaram se ela era fulana, assim, assim, e se trabalhava em tal lugar. Ela lhes respondeu que sim. Eles disseram: “Encontramos sua carteira na rua. Trabalhamos em um prédio ali perto e nós a vimos no chão. Gostaria que a levássemos ao seu hotel?” Eles contaram que fizeram uma busca do nome dela na rede social, naquela hora da manhã. Ela não fazia ideia de como conseguiram o número de seu celular. 

Em questão de minutos os jovens lhe entregaram a carteira . E ela ainda me fez notar que era uma e meia da manhã em Londres. De um domingo. Ela estava maravilhada. 

Eu lhe contei que estivera de fato orando. Ela me agradeceu e disse que não podia pensar em nenhuma outra explicação para a carteira ter sido encontrada e devolvida tão rapidamente. Ela conseguiu pegar o avião.  

Antes dessa experiência, essa parenta havia, durante muito tempo, expressado dúvidas sobre a oração, tinha até mesmo tentado me dissuadir de orar. Eu quisera de muitas maneiras convencê-la de que a oração trazia bons resultados, mas só acabava me sentindo frustrado. Dessa vez me senti em paz e percebi que não era minha função nem responsabilidade tentar persuadi-la, ou a qualquer outra pessoa, de que a oração dá resultado. Temos, na Bíblia, o exemplo de Cristo Jesus, que mandou os seguidores de João Batista contar a João o que Jesus fizera, ou seja, que estava curando os doentes e fazendo os coxos andarem. Jesus sabia que suas obras, e não suas palavras, demonstravam o poder de Deus. Elas dariam provas da eficácia da oração. Percebi que isso também se aplicava a mim. 

Nessa e em outras situações desafiadoras, foi muito importante lembrar-me de que Deus é a Mente, como explicado no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde. Por meio da oração, ficou mais claro para mim que nossos pensamentos estão em paz porque refletimos a Mente divina, e os pensamentos da Mente estão em paz. Não há outra Mente que não seja Deus, a Mente que todos nós refletimos. Portanto, não há muitas mentes com propósitos competitivos ou motivos conflitantes, e temos todas as razões para rejeitar as sugestões de que existam outras mentes. Deus é o único poder e é o amoroso Pai e Mãe de todos nós. A Mente divina é o único comunicador, e essa Mente revela o que precisamos saber. Essa é a oração atendida.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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