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Original para a Internet

A quietude da Mente curou-me das preocupações quanto à pandemia

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 13 de setembro de 2021


No ano passado, quando se alastraram pelo mundo inteiro as notícias de confinamentos devido à pandemia da Covid-19, inclusive em meu próprio país, o Quênia, notei que cresceu muito o medo, também dentro de minha família. Muitas pessoas perderam seus empregos, e o impacto se fez sentir em todos os lugares.  

Orando para compreender o caminho a seguir, para todos os filhos de Deus, dei-me conta de estar cantando este hino:

ConTigo a sós, enquanto as trevas fogem
E a natureza orna-se de luz;
ConTigo a sós, em muda reverência,
Na calma da manhã que já transluz.
(Harriet Beecher Stowe, Hinário da Ciência Cristã, Nº 317, trad. e adapt. © CSBD).

Percebi que, quando reconheço a quietude da Mente divina — que é outro nome para Deus — consigo encontrar em mim mesma novas energias, e não me sinto de modo algum separada da Vida, Deus, porque sei que Ele está no controle.

Nessa quietude da Mente divina, ocorreram-me ideias vindas de Deus, que me envolveram e me confortaram. Ao orar por maior compreensão espiritual, a fim de elevar meu pensamento a respeito da situação, lembrei-me destas palavras da Bíblia: “…já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Romanos 13:11).

Essa ideia ajudou-me a vencer o medo que eu sentia e me fez sentir apoiada em minha resolução de ajudar as pessoas por meio da oração, quando me pedissem. Compreender o fato espiritual, de que nenhuma “praga” pode nos afetar, e nada pode tirar a alegria de nossa salvação em Deus, nos desperta e nos livra “da peste perniciosa” (Salmos 91:3). Era como se eu estivesse ouvindo o repicar de sinos de gratidão. Percebi que era Deus, o próprio bem, removendo a confusão e o medo.

A quietude sempre presente, o poder e a ordem da Mente divina são evidentes na natureza. Por exemplo, essas qualidades podem ser simbolizadas pelas árvores, montanhas, rios e colinas, todos estabelecidos como expressões de ordem e clareza, em vez de confusão. Na criação de Deus, um elemento não luta nem desloca ou contagia outro. E nós também, “…vivemos, e nos movemos, e existimos…” (Atos 17:28) de acordo com a direção e proteção da Mente. Guiados pela sabedoria e compreensão, refletimos a Mente, sem confusão nem competição. Todos nós estamos na Mente divina, que criou tudo, e na qual tudo é bom.

Continuei orando com o hino mencionado anteriormente, que elevou e inspirou meus pensamentos e ações.

Então recebi uma ligação de alguém que me pediu apoio por meio da oração, pois ia fazer o teste para a Covid-19. Essa pessoa estava com muito medo. 

Ao voltar-me para Deus, buscando saber o que responder, estas palavras me ocorreram, como a luz vencendo a escuridão: “…Levantai-vos, bendizei ao Senhor, vosso Deus, de eternidade em eternidade. Então, se disse: bendito seja o nome da tua glória, que ultrapassa todo bendizer e louvor” (Neemias 9:5).

Senti que Deus estava me ajudando a “levantar-me” — elevar-me — com essa pessoa, e me dei conta de que eu ainda continuava a cantar as palavras inspiradoras do hino. Eu sabia que, fosse qual fosse o resultado do teste, eu podia me firmar na certeza de que todos nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus, espirituais e perfeitos. 

O teste deu positivo, e os sintomas que aquela pessoa apresentava eram preocupantes para os outros membros da família. Continuei focando na liberdade e poder que todos temos para levantar e bendizer “ao Senhor, nosso Deus, de eternidade a eternidade”, e para pisotear essa crença e todo o medo. O homem — cada um de nós — é sempre receptivo à saúde perfeita, e não ao que é apresentado pelos sentidos físicos.

Continuei em oração, reconhecendo, por meio da compreensão, que cada um de nós é o amado filho de Deus, e que Ele está satisfeito conosco, e nós, satisfeitos com Ele. 

Orei para apoiar toda aquela família, voltando-me para as ideias dos últimos versos do hino citado: “E nessa tão querida e bela hora, / conTigo estou, revela meu pensar”.

A cura foi como um nascer de novo. No terceiro dia, um membro daquela família me ligou e me agradeceu. A pessoa que tivera sintomas de Covid-19 estava completamente curada. Foi uma manhã de muita alegria, com o reconhecimento de que a Mente está abençoando a todos com saúde, e demonstrando que o mal não tem poder para nos separar da Vida. 

O que garantiu essa cura foi o reconhecimento de que habitamos para sempre no coração da Mente divina, sejam quais forem as circunstâncias. Estamos em sintonia com a Mente, a qual nos liberta do sofrimento.

Cristo Jesus disse: “…Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34). Essa é uma evidência de que todos nós, como uma família mundial, temos o direito à nossa alegria, poder e domínio dados por Deus. Mesmo em tempos de crise, nossos pensamentos podem se expandir para alcançar os corações famintos e abençoá-los com a cura.

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— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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