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Original para a Internet

Para jovens

Como posso falar a respeito de Deus com “pessoas intelectuais”?

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 16 de julho de 2019


P: “Como posso falar com meus amigos a respeito de Deus e da Ciência Cristã, quando eles dizem que as pessoas inteligentes são intelectuais demais para ter fé ou crer em um poder maior?

R: Após algumas curas significativas durante a faculdade, inclusive cura de depressão, eu estava com muita vontade de falar sobre a Ciência Cristã. Desejava compartilhar aquilo que tão profundamente transformara minha vida, com aqueles que, eu sabia, estavam em busca de paz, conforto espiritual e saúde. O problema era que eu estava me formando em uma conceituada universidade e muitos dos meus colegas não estavam muito interessados em Deus e em religião.

Eu era membro da Organização da Ciência Cristã em minha universidade e um dia fui convidada para um almoço com líderes religiosos do campus. Para ser honesta, confesso que fiquei um pouco apreensiva. Pouco antes desse evento, havíamos realizado uma conferência da Ciência Cristã no campus, mas ninguém havia comparecido. Além disso, eu tinha sido abertamente ridicularizada ao distribuir folhetos sobre a palestra. Embora eu soubesse que, nesse grupo do almoço, todos estariam abertos à espiritualidade, também sabia que provavelmente alguns deles teriam opiniões sobre a Ciência Cristã que ... não eram muito boas.

Percebi que precisava me preparar para esse evento de forma diferente da que eu adotara nas experiências anteriores, ao compartilhar a Ciência Cristã. Portanto, antes do almoço eu me perguntei: “O que é que eu estou compartilhando?” Ao falar da minha compreensão de Deus, obtida com o estudo da Ciência Cristã, e de como isso trouxera cura e transformação à minha vida, eu estaria sendo sincera, e sabia que os outros corresponderiam a essa sinceridade.

Além disso, eu sabia que precisava confiar no fato de que minha experiência, apesar de parecer modesta, era apropriada para ser compartilhada. Embora no passado meus motivos para falar sobre a Ciência Cristã sempre tivessem sido sinceros, às vezes eu tivera a tendência de impingir às pessoas os conceitos sobre Deus e a Ciência Cristã. Naqueles casos, em vez de falar de algum fruto da experiência, proveniente do coração, eu falara sobre a Ciência Cristã simplesmente como qualquer outra teoria acadêmica, fazendo com que ela muitas vezes fosse ridicularizada e discutida como uma teoria qualquer. Em outras palavras, quando eu falava sobre a Ciência Cristã de forma intelectual, os outros reagiam de maneira semelhante, o que não levava a uma conversa produtiva. Desta vez, ao contrário, eu decidi compartilhar as curas que tivera, e admitir que não tinha a resposta para algumas questões ou que eu mesma ainda estava buscando respostas. 

Outra diferença? A oração. Antes de participar daquele almoço, realmente orei para compreender que meu papel não era persuadir ou discutir com os outros. Eu simplesmente tinha de reconhecer a forma como Deus estava atuando na vida de cada um deles, e compartilhar as bênçãos que recebera ao permitir que Deus fosse uma presença em minha vida. Também, tive o cuidado de mentalmente negar e corrigir para mim mesma toda e qualquer barreira que pareceria haver entre a Ciência Cristã e os outros. Entendi que todos nós, quer estejamos ou não conscientes disso, somos verdadeiramente o reflexo de Deus. Visto que cada um de nós tem essa relação com Deus, seria muito natural surgir oportunidades para uma conversa a respeito de Deus e da espiritualidade.

Também compreendi que todas as boas qualidades, inclusive a inteligência, a receptividade e a fé, vêm de Deus. Como poderiam, portanto, essas qualidades estar em desacordo umas com as outras, se todas elas têm a mesma origem? Impossível! Igualmente, cada um de nós, como reflexo de Deus, tinha de incluir todas essas qualidades em perfeito equilíbrio.

Nesse almoço, sentei perto de dois homens e, quando eles descobriram que eu era Cientista Cristã, foi possível perceber que eles tinham algumas noções preconcebidas. Mas eu continuei a orar, enquanto falávamos sobre outros assuntos, confiando em que o mesmo Deus tinha chamado a todos nós para essa ocasião e estava falando ao coração de cada um. Quando a conversa acabou chegando ao tema da Ciência Cristã e da Organização Universitária, o comportamento deles já havia mudado completamente. Ficaram sinceramente interessados e era óbvio que respeitavam minha inteligência; no final, expressaram sincero apreço por aquilo que eu dissera sobre a Ciência Cristã. O que parecera ser uma conversa potencialmente tensa tornara-se uma troca de ideias com mútuo respeito.

Honestamente, depois disso nem todas as conversas que tive a respeito da Ciência Cristã foram tão animadoras. Mas continuo a orar todos os dias para saber quando devo abrir a boca para falar, confiando em Deus para me dar as palavras certas, ou quando simplesmente preciso viver minha vida praticando a Ciência Cristã, na certeza de que o Amor divino está falando aos Seus filhos da forma como cada um pode sempre compreender.

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Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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