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Original para a Internet

Livre de sintomas de chikungunya

Da edição de dezembro de 2017 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 30 de outubro de 2017.


Há alguns anos, houve no Brasil um surto de uma doença chamada chikungunya, transmitida por um vírus originado em mosquitos, e que atingiu índices epidêmicos em algumas regiões do país. Muitas pessoas em meu bairro, até mesmo em minha rua, contraíram essa doença, bem como todas as pessoas que moram em minha casa.

Fiquei apavorada com tantos exemplos de dor e sofrimento humano. Em meio a tantos relatos a respeito dessa doença, certo dia, no ano passado, eu mesma comecei a me sentir muito mal, com todos os sintomas da doença. Todavia, sou estudante da Cientista Cristã e aprendi a orar em tais circunstâncias. Minhas orações começam com Deus, que é o Princípio e o Amor divino. Deus é o bem, e Ele nunca criou o mal, a doença nem a morte para nenhum de Seus filhos.

A Ciência Cristã ensina, de acordo com o primeiro capítulo do Gênesis na Bíblia, que, visto que Deus é o Espírito, toda a Sua criação é espiritual, e que o homem tem “domínio sobre toda a terra” (ver Gênesis 1:26), sobre todo o mal, ou seja, sobre as crenças errôneas em que a doença, o pecado e a morte sejam reais. Ainda no primeiro capítulo do Gênesis, lemos: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (versículo 31). 

Ao orar naquele dia, permaneci firme na verdade de que Deus é o bem e criou apenas aquilo que é bom. Ele não criou nenhuma doença com o nome de chikungunya, nem com nenhum outro nome, para destruir o homem. Deus também não fez nenhuma criatura capaz de causar sofrimento a alguém. Todas as ideias de Deus, entre elas nós, Seus filhos, somos Sua reflexão, Seu reflexo, espirituais, perfeitos, úteis, puros e inocentes. As ideias de Deus não estão em guerra umas com as outras, pois todos vivemos em Deus, em Seu reino, na harmonia da Mente divina. 

Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreve a respeito da eterna identidade espiritual do homem como reflexo de Deus. Ela diz: “É impossível ao homem perder algo que seja real, pois Deus é tudo e é do homem eternamente” (p. 302). Então, pensei: “O que é real a respeito da identidade do homem”? Essa identidade real inclui a saúde e a alegria, o bem-estar, a felicidade, a paz, a bondade, a honestidade e a justiça, todas as qualidades e atributos de Deus. Por sermos a reflexão, o reflexo, de Deus, nós somos um com Deus, e o que refletimos dEle não se perde nem por um instante.

Continuei a raciocinar sobre essas ideias, mas ainda me sentia mal. Por isso, no dia seguinte liguei para um Praticista da Ciência Cristã. Ele me ajudou prontamente, orando por mim e discorrendo com amor e firmeza a respeito do infinito amor de Deus por mim. Ele também falou a respeito da onipresença de Deus e de como era impossível que eu estivesse separada de Deus ou sofrendo por algo que Deus não havia criado. Quando a evidência da doença parece tão real, talvez nos perguntemos: “Por acaso há dois criadores do universo? Um que cria o bem, e outro que cria o mal”? Não! Só existe um Deus, que cria somente o bem. No livro de Isaías, lemos: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus...” (45:5). 

O praticista me disse que continuaria me apoiando em oração. Dormi melhor naquela noite. 

Pela manhã, fui para meu primeiro turno de trabalho, mas ainda estava sentindo dores em todo o corpo. Levei mais de uma hora para percorrer uma distância que costumo completar em vinte minutos. À tarde, fui para o meu segundo turno de trabalho, sentindo-me reconfortada por saber que o praticista continuava a orar por mim. Na noite anterior, ele havia pedido que eu lesse e pensasse sobre a resposta à pergunta: “O que é o homem?”, resposta essa que consta da página 475 de Ciência e Saúde, e que começa assim: “O homem não é matéria; não é constituído de cérebro, sangue, ossos nem de outros elementos materiais. As Escrituras nos informam que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus”. Eu sabia que precisava persistir em afirmar que isso é a verdade a meu respeito e também a respeito de todas as outras pessoas.  

No trabalho, minhas amigas ficaram preocupadas com a minha aparência e minha gerente pediu que eu fosse imediatamente para a emergência de um hospital. Mas eu combatia silenciosamente cada afirmação errônea dos sentidos materiais, alegações de que a doença é a realidade, com as verdades que a Sra. Eddy nos deixou a respeito do homem. Percebi que não importava qual era a crença mortal a meu respeito ou o que os pensamentos de medo me diziam, Deus era o único que sabia a verdade quanto a mim, porque Ele mesmo havia me criado. O Salmo 139 diz: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem...” (versículo 14). 

Chegando a casa, lembrei-me de que tinha um compromisso na manhã seguinte e reconheci que conseguiria cumpri-lo. Eu me sentia apoiada pelas orações do Praticista da Ciência Cristã. 

Acordei na manhã seguinte completamente livre das dores e de todos os sintomas que havia vivenciado no dia anterior. Essa experiência me fez lembrar do relato bíblico dos três homens que foram lançados na fornalha de fogo ardente, mas “...o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles” (Daniel 3:27). Assim como esses homens fizeram, eu também confiei em que Deus me libertaria, e fui recompensada por manter essa confiança.

Cumpri com meu compromisso maravilhosamente bem. Estava feliz e grata por essa cura rápida. À tarde, ao chegar sorridente no trabalho, todos me olhavam surpresos e se perguntavam como é que eu podia estar com a aparência tão boa. Minha gerente, que conhece a Ciência Cristã, disse-me: “Graça, um Cientista Cristão é como um carvalho que não se quebra. Ontem todos estavam dizendo: ‘o que está acontecendo com a Graça? Ela está mal’. E hoje, eles estão dizendo: ‘Agora ela está perfeita’!” 

Sou muito grata aos praticistas que nos ajudam e, como um farol, estão sempre prontos para iluminar nosso pensamento, para que possamos ver a bondade de Deus se refletindo em toda parte. Sou grata a meu Professor da Ciência Cristã pela oportunidade de eu poder frequentar o Curso Primário, no qual aprendi a praticar a Ciência Cristã. Também sou grata à Sra. Eddy por ter nos deixado a “pérola de grande valor”, em seu livro-texto, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, e a todas as publicações da Ciência Cristã. Obrigada!

Graça de Maria Amorim dos Santos
Rio de Janeiro, Brasil

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A Missão dO Arauto

Em 1903, Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto da Ciência Cristã. Seu propósito: "...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade". A definição de “arauto”, conforme consta de um dicionário: “precursor, um mensageiro enviado com antecedência para anunciar a proximidade daquilo que está por vir”, proporciona um significado especial ao nome Arauto, além de destacar a obrigação de cada um de nós, a de nos certificarmos de que nossos Arautos cumpram sua incumbência, uma incumbência que é inseparável do Cristo e que foi anunciada primeiramente por Jesus (Marcos 16:15), “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, 7 de julho de 1956

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