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Web Original

Nunca acaba o suprimento de Deus para nós

From the outubro de 2018 issue of The Herald of Christian Science

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 13 de agosto de 2018.


Uma total escuridão pairava à minha frente, enquanto me aproximava de uma ponte, em uma estrada rural. Era como se eu estivesse me dirigindo para um abismo. Os faróis de meu carro não iluminavam nenhuma silhueta pelo caminho — nada indicava que a estrada continuava do outro lado da ponte. Mas eu simplesmente sabia que continuava.

Não pude deixar de sentir que a passagem sobre essa ponte era uma metáfora para a minha vida, naquele momento. Eu estava indo para um lugar onde sabia que poderia me abrigar por algumas semanas. Circunstâncias adversas tinham me deixado sem dinheiro, sem emprego, sem casa — eu tinha apenas o carro e alguns pertences. Não tinha ideia do que me esperava. Mas assim como sabia que a estrada continuava do outro lado da ponte, eu sabia que Deus tinha um caminho perfeito preparado para a minha vida. Coloquei serenamente minha mão na dEle, com total confiança.

A Bíblia tem inúmeros relatos do suprimento vindo de Deus em situações em que parecia haver uma carência desesperadora. Um deles é a história de Moisés guiando os filhos de Israel para fora do Egito (ver Êxodo 12:37–17:7). Quando chegaram ao Mar Vermelho, parecia não haver caminho a seguir. Mas Deus dividiu o mar para que passassem. Quando não havia comida, o maná caiu do céu. Quando não havia água, Deus fez jorrar água da rocha.

Aprendi que, quando enfrentamos a falta de algo em nossa vida, a abundância divina já está presente para nos ser revelada.

Mesmo diante de toda essa provisão — com todos esses sinais de que Deus estava realmente cuidando do Seu povo — os filhos de Israel pareciam se esquecer dela facilmente, cada vez que se deparavam com algo que consideravam ser um obstáculo insuperável. Mesmo depois de jorrar água da rocha, em Refidim, o povo ainda reclamou amargamente da falta de água no deserto de Zim (ver Números 20:1–11). Mais uma vez, Deus fez jorrar água da rocha e continuou a guiá-los e a cuidar deles.

Mary Baker Eddy usa esse relato bíblico do Êxodo para ilustrar a jornada mental que fazemos do medo e da carência para uma maior compreensão do cuidado incessante de Deus. Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras ela escreve: “Assim como os filhos de Israel foram guiados triunfalmente através do Mar Vermelho, o sombrio fluxo e refluxo das marés do medo humano — assim como foram conduzidos através do ermo terreno, caminhando cansados pelo grande deserto das esperanças humanas, antegozando a alegria prometida — da mesma forma, a ideia espiritual guiará todos os desejos corretos na sua passagem dos sentidos para a Alma, de um senso material de existência para o espiritual, elevando-os à glória preparada para aqueles que amam a Deus” (p. 566). Quando amamos a Deus e desejamos obedecer-Lhe, percebemos que nosso senso espiritual de existência realmente se eleva, de modo a substituir o falso senso material da realidade a que antes nos apegávamos e vemos que essa mudança se manifesta de maneira prática em nossa vida.

Durante vários anos, antes daquela noite na ponte, ao rever as finanças, todos os meses, eu tivera de encarar uma pilha de contas a pagar com um salário que parecia lamentavelmente insuficiente. Apreensiva, eu levantava, caminhava de um lado para outro, orando — geralmente noite adentro. Afirmava que nosso Deus todo-amoroso já está suprindo todas as necessidades de Seus filhos e pedia a Ele que me ajudasse a ver essa verdade de uma forma que eu pudesse compreender. Depois de orar com essas afirmações, eu ficava mais calma e sentava à mesa para decidir qual conta poderia esperar e qual não poderia.

À medida que o mês avançava, eu encontrava meios de pagar as contas que faltavam. Sempre ficava grata. Mas, no mês seguinte, eu passava por tudo isso de novo. Como os filhos de Israel, que ficavam impressionados com a falta aparente e esqueciam-se do cuidado infalível de Deus, eu ficava impressionada com o baixo valor do meu salário e permitia que esse sentimento substituísse minha confiança naquilo que o Amor divino estava suprindo. E assim, todos os meses, eu precisava orar novamente para superar o medo do senso de carência.

Cedo ou tarde, temos de aceitar que é impossível a um Deus infinito ficar desprovido de algo; e que, portanto, é impossível para Sua manifestação infinita, o homem — Seu filho — ficar desprovido de algo necessário. O suprimento é infinito e provém exclusivamente de Deus, nunca vem da matéria nem de qualquer conceito baseado na matéria. Somente quando acreditamos que o suprimento venha da matéria é que vivenciamos a falta. Essa verdade espiritual do suprimento infinito sempre ficava no fundo do meu pensamento, quando eu orava para superar o senso de carência que parecia resultar do baixo salário. Essa verdade, juntamente com os relatos da Bíblia de abundância espiritualmente demonstrada, bem como minhas próprias demonstrações mensais de suprimento, foi o que me preparou para a revelação permanente de provisão abundante na minha vida — uma revelação que veio quando confiei plenamente em Deus, ao atravessar aquela ponte no escuro.

Cedo ou tarde, temos de aceitar que é impossível a um Deus infinito ficar desprovido de algo.

Somente alguns anos mais tarde é que me dei conta de que essa noite em particular (há mais de vinte anos) marcara o fim da minha habitual preocupação sobre suprimento. Naquela ocasião, eu depositara tão humildemente minha total confiança em Deus, que não percebi a magnitude desse fato ou o que ele significava. Sem ter mais salário nem nenhum outro tipo de apoio material, eu não estava mais tentada a achar que meu bem-estar e meu suprimento dependiam de alguém ou de alguma coisa a não ser de Deus. Naquela noite, quando coloquei minha mão na do Pai, o medo da falta terminou para sempre. Minha confiança em Deus para satisfazer toda necessidade tornou-se muito mais consistente. Um senso crescente de abundância começou a preencher meu pensamento e minha vida.

Inicialmente, eu não tinha nada além daquilo que trouxera no carro. Mas sempre que precisei de algo, o necessário apareceu. Nunca duvidei que apareceria. Fui guiada em direções nunca imaginadas rumo a uma crescente demonstração de abundância na minha vida. Houve um retorno aos estudos, seguido de uma nova carreira, uma vida familiar renovada e ampliada, lares queridos, e oportunidades de ser útil aos outros. Sim, eu acabei recebendo outros salários novamente — salários muito bons. Mas eu não mais os considerava como sendo a fonte do meu suprimento. Ao invés disso, eram a evidência da abundância espiritual infinita que, eu sabia, sempre viria de Deus, meu querido Pai que sempre supre a todos.

Aprendi que, quando enfrentamos a falta de algo em nossa vida, a abundância divina já está presente para nos ser revelada, quando estamos prontos para vê-la e reivindicá-la. A oração persistente, a fiel aplicação dos ensinamentos da Ciência Cristã e a total confiança em nosso maravilhoso Pai-Mãe celestial nos guiarão para a revelação do bem e do cuidado presente e infinito de Deus, resultando em um doce senso de abundância que tangivelmente abençoa nossa vida.

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Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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