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Original para a Internet

O perfeito governo de Deus

Da edição de janeiro de 2018 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 13 de novembro de 2017.


Quando enfrentamos algum tipo de dificuldade, podemos nos voltar a Deus e buscar Sua ajuda para nos libertar e encontrar uma solução. Mas será que, quando nos voltamos a Deus, nós verdadeiramente esperamos que o problema seja resolvido? Ou será que ficamos nos perguntando se podemos realmente confiar em que a oração trará resultados? Será que achamos que talvez nossas orações sejam ignoradas, porque estão incorretas ou porque não somos dignos? Existem interrupções no bem de Deus?

Não há dúvida dos efeitos benéficos da oração, quando temos uma genuína compreensão a respeito de Deus. A Ciência Cristã, que está fundamentada nos ensinamentos de Cristo Jesus, explica a natureza de Deus e nossa relação com Ele por sermos Sua imagem e semelhança espiritual. Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, escreveu que chegou “a conclusões absolutas graças à revelação divina, ao raciocínio e à demonstração” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 109).

“Conclusões absolutas.” Isso significa certeza. Sabemos que, como Deus é onipresente, é todo o bem, é todo-poderoso e totalmente inteligente, não existe a menor possibilidade de que algo consiga interromper ou desvirtuar Seu governo contínuo. E, como o homem é criado à imagem de Deus, espiritual e completo, ele não tem a capacidade de causar nem de sofrer nenhum mal.

Essa linha de pensamento sempre vem à minha mente. Durante as atividades do dia, ideias sobre o homem perfeitamente governado por Deus vão surgindo, geralmente enquanto dirijo. Eu coloquei uma caneta e um caderninho no carro, para poder tomar nota de uma palavra ou frase, enquanto estou parada nos semáforos. Assim, a lista foi crescendo ao longo de várias semanas.

Eu percebi que, se conseguisse de fato aceitar o reino perfeito de Deus, o Espírito, como a verdade da criação, eu poderia prontamente compreender a irrealidade da crença de que a existência esteja fundamentada na matéria. Nunca é preciso questionar. Posso confiar em Deus e em Sua perfeita criação, para sempre intacta, atuando de acordo com a lei divina. Isso nos dá liberdade ilimitada e a capacidade de superar todo tipo de erro.

À medida que segui essa linha de pensamento, constatei que o perfeito governo divino significa que nada oposto a Deus pode, de alguma maneira, afetar o homem. Não há acidentes, não há ocorrências fortuitas, nem oportunidades perdidas, prejuízo ou desamparo. Simplesmente nada está sujeito ao acaso no universo completo das ideias espirituais de Deus.

Eu percebi que precisava tomar uma posição firme no meu próprio pensamento. Ou estou convicta de que Deus é Tudo e é o único poder e a única vida do homem, ou não tenho essa convicção. Deus falou e a criação estava completa! E tudo era muito bom (ver Salmos 33:9 e Gênesis 1:31). Não há o que discutir. A criação de Deus é completa e já está presente. Não temos de esperar pela perfeição em um futuro reino dos céus — o reino dos céus é onde já vivemos. 

Essa percepção teve grande impacto sobre mim. Comecei a vigiar mais atentamente qualquer pensamento e fiquei surpresa em ver a frequência com que eu costumava acatar as dúvidas e o medo causado pelo senso material.

Sabemos que como Deus é onipresente, é todo o bem, é todo-poderoso e totalmente inteligente, não existe a menor possibilidade de que algo consiga interromper ou desvirtuar Seu governo contínuo.

Tomei a firme decisão de confiar em Deus em toda oportunidade. Os eventos aparentemente corriqueiros adquiriram um tom diferente. Essa prática se revelou de valor inestimável no planejamento de eventos, na tomada de decisões e na harmonização de todos os aspectos da minha vida. Percebi que, quando confio no governo perfeito de Deus, não há espaço para dúvidas.

Como isso se desenrolou na prática? Recentemente, uma das minhas filhas, já adulta, ligou para mim bastante aflita. Ela tivera um acidente que havia resultado em graves ferimentos na mão. Embora tivesse orado a respeito, a situação tinha piorado a ponto de deixá-la com medo. Então, ela me pediu ajuda pela oração. 

Compartilhei com ela esta ideia de Ciência e Saúde: “Os acidentes são desconhecidos para Deus, a Mente imortal, e temos de deixar a base mortal da crença e unir-nos à Mente única, a fim de substituir a noção de acaso pelo senso apropriado da infalível direção de Deus, e assim trazer à luz a harmonia. Sob a Providência divina não pode haver acidentes, pois na perfeição não há lugar para a imperfeição” (p. 424).

Esse pensamento trouxe conforto também para mim. Embora não tenha mencionado a ela na época, eu precisei primeiro vencer meu próprio medo. Os sintomas que ela descreveu eram os mesmos que um amigo tivera fazia algum tempo. Quando os médicos o viram, declararam que era tarde para salvar-lhe o braço e que precisariam amputá-lo. Fiquei com medo de acontecer o mesmo com a minha filha.

Eu sabia que a primeira coisa a ser feita era afirmar para mim mesma a natureza espiritual e completa do homem como imagem perfeita de Deus. A Bíblia declara que Deus é o Espírito e que tudo o que o Espírito criou é da mesma forma espiritual. Era essencial negar aquela falsa realidade contrária à criação espiritual de Deus. Estabeleci essa verdade no meu pensamento com grande convicção, apoiada nas muitas curas que já testemunhara.

Afirmei, então, a impossibilidade de o homem estar separado de seu Criador. Um reflexo ou imagem não pode agir por si próprio, mas sempre representa o original. Da mesma forma, todo o nosso existir vem de Deus. 

Afirmar que Deus é o Espírito e o homem é a imagem exata do Espírito, proporcionou-me a base para ver com clareza a irrealidade da situação apresentada pelo testemunho do senso material. Mantive-me firme na verdadeira visão do homem como perfeito e espiritual, sempre governado e protegido por Deus. 

Em um ou dois dias, os sintomas alarmantes desapareceram. Os machucados e a correspondente imobilidade dos dedos diminuíram até que ela pôde retomar suas atividades. Nós duas nos regozijamos na prova da presença e do poder de Deus, e do fato de que o homem é inseparável de seu Criador.

Sou muito grata por toda provação e oportunidade de aprender e demonstrar todo o bem de Deus e de Seu perfeito governo. Essas lições me ajudaram a perceber que ninguém está sujeito a eventos casuais ou prejudiciais. Essa ideia me ajuda nas orações pelo mundo. Sinto-me menos tentada a especular e a me preocupar com o futuro. Manter o pensamento centrado nos fatos absolutos da lei divina de Deus, sem nenhum elemento de incerteza, proporciona uma calma segurança que traz a cura. O perfeito governo de Deus sobre o homem é sempre eficaz, atuante e está sempre disponível.

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 13 de novembro de 2017.

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A Missão dO Arauto

Em 1903, Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto da Ciência Cristã. Seu propósito: "...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade". A definição de “arauto”, conforme consta de um dicionário: “precursor, um mensageiro enviado com antecedência para anunciar a proximidade daquilo que está por vir”, proporciona um significado especial ao nome Arauto, além de destacar a obrigação de cada um de nós, a de nos certificarmos de que nossos Arautos cumpram sua incumbência, uma incumbência que é inseparável do Cristo e que foi anunciada primeiramente por Jesus (Marcos 16:15), “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, 7 de julho de 1956

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