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Original para a Internet

O profundo mergulho sanador

Da edição de junho de 2022 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 21 de fevereiro de 2022.


Um pesquisador do Centro de Pesquisas Dolphin no Estado da Flórida, onde se estudam os golfinhos, disse que, quando uma tempestade surge de repente, eles abrem o portão subaquático da baía que dá para o oceano para que os golfinhos possam nadar nas águas profundas, a fim de não serem atirados contra as rochas pela força das ondas na superfície. As águas logo abaixo das enormes ondas revoltas da superfície do mar são realmente bastante calmas. Os golfinhos ficam então em segurança, e regressam à baía após a tempestade.

Semelhantemente, quando uma “tempestade” surge de repente em nossa vida, por assim dizer, amo a ideia de ir fundo no estudo e na prática da Ciência Cristã. Quando o pensamento está em sintonia com Deus, a Mente infinita e a Vida sem limites — ficamos abaixo da superfície da condição agitada e não podemos ser golpeados. 

Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreveu: “Não podemos sondar a natureza e a qualidade da criação de Deus, mergulhando nas águas rasas das crenças mortais. Temos de inverter o rumo do nosso débil esvoaçar — dos nossos esforços para encontrar vida e verdade na matéria — e elevar-nos acima do testemunho dos sentidos materiais, acima do mortal, para a ideia imortal de Deus. Essa perspectiva mais clara, mais elevada, inspira o homem, que é a semelhança de Deus, a alcançar o centro e a circunferência absolutos do seu existir” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 262).

Em vez de nadarmos futilmente para escapar de uma tempestade, mergulhamos mais fundo do que as “águas rasas das crenças mortais”, mais fundo do que “nosso débil esvoaçar” na matéria. E para onde nos leva esse mergulho mais profundo? Para “o centro e a circunferência absolutos do [nosso] existir”, a ideia calma e eterna, que é a imagem perfeita de nosso Criador.

Na oração, acolhemos o pensamento inspirado de Deus, e isso renova nossa vida, quaisquer sejam as circunstâncias. Deus proporciona a cada um de nós o bem infinito, a calma e o conforto, que intrinsecamente nos conduzem à segurança e à confiança. Como imagem de Deus, somos criados à semelhança da perfeição infinita, e quando prestamos atenção aos pensamentos profundos de Deus e nadamos nesse mar do bem, que é Deus, Ele revela o que precisamos saber para vivenciar mais liberdade e cura.

Recentemente, quando eu estava lutando com fortes sintomas de gripe, senti-me extremamente cansada e incapacitada de dar conta das tarefas que eu faço todos os dias. Apoiei-me mentalmente na força de Deus e pedi a Ele que me ajudasse a compreender melhor a natureza infinita e o poder da Vida divina.

Começar com as qualidades de Deus e alinhar meu pensamento com essas qualidades me ajudou a compreender que a Mente divina é a única que eu posso refletir. Raciocinei que o que eu estava vivenciando não tinha voz na Mente divina, por isso eu podia não permitir que falasse por meio de minha voz. Como filha de Deus, expresso o poder do bem, que não tem oposto e ao que não falta nada. Com gratidão abstive-me de absorver pensamentos negativos e orei para ver o que Deus vê, ou seja, alcançar o pensamento mais profundo de Deus, magnificar e manifestar esse bem todo-poderoso.

A natureza de Deus está sempre revelando nova inspiração nas marés do bem ininterrupto.

Fiquei muito grata por esse pensamento renovado a respeito de Deus e do bem — mesmo antes de ver a cura completa. Aliás, à medida que reconheci cada vez mais a força do bem em meu pensamento, também senti cada vez mais energia. Inclusive perguntei a Deus como poderia eu ser uma transparência melhor para a Sua criação perfeita, e a ideia veio bem clara: “Sempre viva o amor”. Para mim, viver o amor significa viver para expressar o bem de Deus sempre presente em todas as circunstâncias e em todos os lugares. Esse pensamento rompeu o mesmerismo, e minha energia normal e minha alegria de viver retornaram de uma forma tão completa, que meu estado mental anterior parecia simplesmente um pesadelo do qual eu havia despertado.

A Mente infinita proporciona os pensamentos calmos, bondosos e fortes de que necessitamos para a cura, e se estivermos pensando em qualquer coisa que não seja isso, estamos em uma baía pouco profunda, sujeita a tempestades, na qual não se pode confiar para navegar. À medida que pensamos a partir daquilo que a Mente divina sabe, compreendemos que somos um com o bem profundamente calmo e onipotente que é Deus, e então o amor e a sabedoria se desdobram de maneira natural. Não é essa a oração mais elevada, ou seja, compreender plenamente que Deus é o bem, e que estamos em união com esse bem infinito?

A oração é uma atividade puramente mental, que abre as comportas do bem e nos permite ver de maneira diferente e a nos mover com novo ímpeto espiritual. Isso me faz lembrar os golfinhos que saltam da água daquele modo que parece ser a pura alegria de viver. E a alegria da Vida divina está aqui para cada um de nós! Praticamos então o bem de Deus que está sempre em ação, e prosperamos no oceano profundo e abundante desse bem que é nossa verdadeira consciência espiritual.

Ciência e Saúde nos dá algumas ideias úteis sobre como isso ocorre: “Ao avançar para uma plataforma mais alta de ação, o pensamento se eleva do senso material para o espiritual, do escolástico para o inspirativo e do mortal para o imortal” (p. 256). E também: “A intercomunicação se faz sempre de Deus para Sua ideia, o homem” (p. 284).

À medida que nos aprofundamos em nosso estudo da Ciência Cristã — afastando-nos do material ou escolástico — encontramos a compreensão inspirada que eleva o pensamento para que se liberte dos velhos padrões e avance rumo à intercomunicação contínua com Deus, e que traz cura.

A natureza de Deus está sempre revelando nova inspiração nas marés do bem ininterrupto. Podemos testemunhar esse bem e vê-lo em sua plena grandeza. À medida que a Mente divina se desdobra em nossa experiência, a matéria recua, o medo e a doença desaparecem, e então constatamos que estamos nadando nas profundezas do amor de Deus — onde em realidade sempre estivemos o tempo todo. Ao testemunhar nossa união inseparável com Deus, e ao alinhar nosso pensamento com a Mente divina e com o bem que já está sempre aqui presente, mergulhamos profundamente nas “correntezas calmas e fortes da verdadeira espiritualidade” (Ciência e Saúde, p. 99) e na segurança da Vida divina, onde não há tempestades.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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