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Web Original

Consegui emagrecer e tive outras curas

From the fevereiro de 2018 issue of The Herald of Christian Science

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 12 de dezembro de 2017.


Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreve: “Afirma tu os fatos da Ciência Cristã ― que o Espírito é Deus e, por isso, não pode estar doente; que aquilo que se chama matéria não pode estar doente; que toda a causalidade é a Mente, agindo mediante a lei espiritual. Então, mantém tua posição com a compreensão inabalável da Verdade e do Amor, e vencerás” (p. 417).

Há alguns anos, aprendi a “manter minha posição” e vivenciei a vitória que esse pensamento me trouxe. Eu estava, de novo, lutando a batalha contra o problema de toda a minha vida: o excesso de peso. Com um tom um tanto choroso, perguntei a Deus por que Ele não me havia ajudado durante todo esse tempo a vencer o problema de ser gorda. Eu havia feito regime inúmeras vezes e havia repetidamente emagrecido e voltado a engordar. Falando com franqueza, eu estava frustrada e punha a culpa em Deus. Eu nunca havia estado tão gorda. Mas, novamente, pedi a Deus que me mostrasse a verdade que me libertaria. E o que eu ouvi foi isto: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem...” (Salmos 139:14).

Esse trecho prendeu minha atenção! Poderia eu realmente aceitar que Deus nunca havia me visto como uma pessoa gorda e desanimada? Poderia ser que esse versículo realmente fosse um lembrete para que eu desse atenção ao que Deus estava me dizendo, que essa era a maneira como Ele me via? Sim! Compreendi claramente que Deus estava me dizendo que Ele me havia criado para louvá-Lo e que eu fora formada espiritualmente, de modo maravilhoso. 

Fiquei muito feliz e intuitivamente me dei conta de que essa era a verdade que eu estivera procurando. Aceitei-a de todo o coração, como algo verdadeiro a meu próprio respeito, exatamente ali, naquele mesmo momento. Compreendi que essa verdade era a contrafação espiritual daquilo que os sentidos estavam me dizendo a meu respeito. 

A partir daquele momento, agarrei-me a essa mensagem como a uma tábua de salvação vinda do céu. Sempre que vinha a sugestão de que eu pesava muito mais do que o normal, eu protestava: “Não! Graças te dou, Pai celestial, visto que por modo assombrosamente maravilhoso sou formada; as tuas obras são admiráveis, e isso é o que sei ao meu próprio respeito, exatamente agora”. Foi necessário ter persistência, porque fisicamente não havia nenhuma mudança. Dias, semanas, meses se passaram, sem nenhuma mudança. Mas eu sabia que o que eu ouvira era verdadeiro e eu não abandonaria essa verdade.

Todos os dias eu silenciosamente dedicava alguns momentos para tomar consciência da perfeição espiritual que Deus estava me mostrando e que eu já possuía. Eu também orava assim: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmos 119:18). E orava também com este trecho: “Aos teus servos apareçam as tuas obras, ... e todas as tuas obras te renderão graças, Senhor...” (ver Salmos 90:16, 145:10). Muitas vezes eu me sentia tão elevada com essa inspiração, que realmente me sentia mais leve e cantava uma canção de louvor e de gratidão a Deus por me revelar a verdade. Eu já não achava que precisava comer em excesso para me alimentar, porque me sentia tão inspirada, que quando comia ficava logo satisfeita.

Ainda assim, não se via nenhuma mudança externa, mas eu simplesmente me agarrava ao que Deus havia me mostrado. Fiquei firme. Todos os dias, mesmo várias vezes por dia, durante uns 18 meses, eu deixava, com grande alegria e expectativa, que essa verdade me envolvesse. Nunca mais voltei a pensar no problema do meu peso. Eu só pensava na verdade. Então, certo dia, notei que minha roupa estava larga e, ao longo dos meses seguintes, meu peso simplesmente começou a se normalizar, até que a medida da minha roupa chegou a quatro números menos do que eu usava. Não houve nenhuma força de vontade, nada de regime nem exercício, apenas amor e realmente um aferrar-me à verdade a respeito do meu existir como a filha maravilhosa e perfeita de Deus. Foi literalmente como se eu tivesse sido formada de novo. Gostaria de dizer que passei a me sentir vinte anos mais jovem. Na verdade, pela primeira vez em minha vida, senti-me eterna, sem idade! Foi a sensação mais maravilhosa, a de ficar livre das supostas restrições de um corpo gordo.

Ao refletir sobre isso, ponderei a história bíblica de um homem coxo de nascença, levado diariamente à porta do templo para pedir esmolas aos que entravam. Quando Pedro e João o curaram em nome de Jesus Cristo, ele se levantou e entrou com eles no templo, “saltando e louvando a Deus” (Atos 3:8). Comecei a pensar que o saltar e louvar a Deus, por parte desse homem, era sua maneira de render graças a Deus. E agora era a minha vez! Minha cura parecia uma parte preciosa do meu louvor a Deus, e eu comecei a caminhar todos os dias, não para tentar ficar em forma, mas porque eu me sentia em forma. Essa era minha maneira de externar um ato de louvor.

Claro que estou profundamente grata por ter emagrecido, mas estou ainda mais grata por ter aprendido a ver o valor e o fortalecimento provenientes do fato de eu ter me aferrado firmemente a Deus, e pela verdade sanadora que Ele nos proporciona. Antes, quando eu não via resultados imediatos das minhas orações, eu presumia que elas não estavam funcionando e continuava procurando aquilo que eu achava que poderia ser uma verdade diferente, melhor ou mais nova. Hoje tenho uma compreensão melhor e não me sinto logo tentada a abandonar uma mensagem sanadora que Deus me deu. Agora, quando recorro a Deus em busca de ajuda, por mais simples ou conhecida que seja a mensagem sanadora, eu a mantenho no pensamento, eu a pondero e peço a Deus para me revelar ainda mais o significado da mensagem, até eu ver mais luz, ter mais compreensão. Eu sinceramente insisto com todos os que estejam lutando com algum problema obstinado a simplesmente terem a maior confiança e persistência possíveis quanto às mensagens que recebem, e depois verão os resultados desse esforço.

Além disso, dois outros problemas de saúde foram curados por ocasião da cura de excesso de peso. Eu estivera sofrendo de fibrilação atrial, um problema de coração, que havia sido diagnosticado porque um parente havia pedido que eu fosse ver qual era o problema. Durante cerca de quatro anos eu sofri, algumas vezes por semana, com batimentos cardíacos rápidos. Eu orava sempre, assim: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:10). A cura do problema do coração ocorreu um dia em que saí para a minha primeira caminhada depois de haver emagrecido. Eu não tinha ido muito longe, quando o disparo cardíaco começou e tive tonturas. Parei e me volvi a Deus em oração. Então, algumas linhas de um hino vieram-me claramente ao pensamento:

No teu Senhor confia
De todo o coração;
Pois a Verdade guia
E livra da aflição
Só Deus te fortalece,
Aumenta teu vigor;...
(James Montgomery, Hinário da Ciência Cristã, 77, tradução © CSBD)

Coloquei mentalmente todo o meu peso em Deus e me apoiei no “infinito sustentador” (ver Ciência e Saúde, p. vii). O batimento cardíaco acelerado parou e nunca mais sofri desse problema. Caminho vários quilômetros quase todos os dias e estou fazendo essas caminhadas há três anos.

Também, fazia mais ou menos um ano que eu sofria de inflamação e inchaço em um dos pés e no tornozelo, a ponto de eu mal poder me apoiar nessa perna. Não estou bem certa de quando exatamente o pé e o tornozelo foram curados, mas foi quando eu estava me aferrando à verdade de que eu fora criada de modo assombrosamente maravilhoso, apoiando-me no Espírito, não na matéria. 

Sei que cada uma dessas curas é o resultado de reconhecer quão perfeitamente Deus criou a todos nós, inclusive a mim. Essas curas realmente me ensinaram que o ato de acatar o conselho da nossa Líder é o caminho a seguir: “...mantém tua posição com a compreensão inabalável da Verdade e do Amor, e vencerás”. Eu realmente venci e sou muito grata!

Karen Neff
Mystic, Connecticut, EUA 

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O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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