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Cura de paralisia

Da edição de maio de 2009 dO Arauto da Ciência Cristã


Em meados de 1915, minha mãe e meu pai leram uma conferência da Ciência Cristã publicada em um jornal local. Logo após a leitura, minha mãe, que havia marcado uma histerectomia (remoção do útero), não precisou mais se submeter à cirurgia. (Tivesse ela feito essa operação, eu nunca teria nascido!). Algumas semanas mais tarde, meu pai foi curado de reumatismo. Meus pais começaram, então, a estudar a Ciência Cristã e colocar em prática as idéias sanadoras que aprendiam. Depois disso, mudaram-se para o Havaí e a família aumentou. Todos os seis filhos obtiveram muitas curas, inclusive eu.

Durante minha adolescência, tive paralisia na perna direita e não podia andar. Minha mãe escreveu para um Praticista da Ciência Cristã que morava em outra ilha, para que orasse por mim. As comunicações, que eram por carta, dependiam de um navio a vapor que saía a cada quinze dias para levar e trazer notícias. Acamada, e sem ter o que fazer, passava o dia inteiro lendo uma variedade de livros, que minha família e meus amigos me traziam. Eu adorava ler, especialmente biografias. Depois de alguns meses, minha mãe sugeriu que lesse a biografia de Mary Baker Eddy, de Sybil Wilbur. Enquanto lia o livro, lembro-me vividamente de sentir uma profunda gratidão por Mary Baker Eddy, que dedicou sua vida a compartilhar a revelação da Ciência do Cristo com o mundo. Minha cura aconteceu imediatamente. Saí da cama naquele dia e caminhei um pouco pela primeira vez em meses, e continuei a caminhar normalmente desde esse dia. A doença não voltou mais.

Em certo inverno, anos mais tarde, quando meu marido e eu estávamos na Califórnia indo para a igreja por uma estrada estreita e coberta de gelo entre as montanhas, nosso carro deslizou e capotou várias vezes. Embora o veículo tivesse ficado seriamente danificado, meu marido estava bem. Entretanto, eu não conseguia me mover. Fui levada de helicóptero para um sanatório de Enfermagem da Ciência Cristã em São Francisco, a fim de receber os cuidados de Enfermagem da Ciência Cristã.

Paralisada do pescoço para baixo, necessitava de muitos cuidados de enfermagem. Também recebia tratamento de um Praticista da Ciência Cristã. Após dois meses aproximadamente, apesar de ainda não estar curada, e embora apreciasse todo o cuidado maravilhoso e prático que recebera dos enfermeiros da Ciência Cristã, decidiir para casa. Tendo em vista que nossa casa ficava a cinco horas de viagem de carro do sanatório, meu marido só podia me visitar nos fins de semana e os demais familiares moravam longe demais para poderem me visitar. A volta para casa facilitaria esse convívio.

Minha mãe, que naquela ocasião era Praticista da Ciência Cristã, veio morar conosco para ajudar a cuidar de mim. Formamos uma pequena equipe de pessoas que ajudavam minha mãe e meu marido. Embora eu continuasse necessitando de muitos cuidados, a soma da disposição e das habilidades de todos eles atendia às minhas necessidades. Também permaneci com tratamento por oração, de um Praticista da Ciência Cristã.

O progresso no começo foi lento. Na verdade, durante alguns meses, achava que não tinha feito nenhum progresso. Lutei muito com o sentimento de autopiedade, que chamava de “a síndrome de PDM” (“pobrezinha de mim”). Ali estava eu, uma Cientista Cristã de longa data, impossibilitada de fazer qualquer coisa por mim, sem conseguir demonstrar a verdade que eu conhecia tão bem, ou seja, ser a expressão perfeita do Deus perfeito, a Vida divina. Contudo, não desisti. Persisti orando para compreender que nunca deixara de estar sob o cuidado sempre presente de Deus.

Um dia, cerca de quatro meses após voltar para casa, sentada na cadeira enquanto contemplava pela janela a vista magnífica de um lago azul, rodeado de montanhas cobertas de pinheiros, disse a mim mesma: “Sei que é verdade que sou a filha perfeita de Deus, contudo, ainda sinto pena de mim mesma e estou infeliz. Mas também sei que Mary Baker Eddy escreveu em Ciência e Saúde: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor” (p. 57). Portanto, orei profundamente naquele mesmo momento para reconhecer que minha felicidade é completamente espiritual e que a minha alegria e felicidade, não podiam ser dificultadas, controladas, ou dependentes do que o quadro físico mostrava sobre mim. Naquele mesmo dia, após muitos meses sem sentir nenhuma sensação ou mobilidade na coluna, senti uma pontada na espinha. Meu coração saltou de alegria, pois sabia que a cura estava de fato ocorrendo.

Na adolescência, quando minha perna ficou paralisada, levantei-me e caminhei imediatamente após uma sensação de profunda gratidão, mas, dessa vez, precisava progredir em compreensão. Mary Baker deu esta oração para os adultos, na qual também encontrei uma grande fonte de ânimo:

“Pai-Mãe, que és o bem,
A Ti eu busco com amor,
Com paciência e humildade,
Na senda que traçaste,
Vou depressa ou devagar,
Rumo a Ti me elevar”
(Miscellaneous Writings, p. 400).

Com as orações contínuas de queridos praticistas e o desdobramento de uma compreensão espiritual mais profunda, obtida por meio de minhas orações e do meu estudo de Ciência e Saúde e da Bíblia, ao longo dos dois meses subsequentes recuperei gradativamente a mobilidade. Dentro de oito meses, desde que o acidente ocorrera, fiquei totalmente curada sem nenhum outro cuidado que não fosse o tratamento da Ciência Cristã, e capacitada a retornar a uma vida ativa de ensino, de jardinagem, de momentos em que velejo com a família e nado. Agora, em minha nona década de vida, sempre que surge a oportunidade, ainda gosto de nadar e mergulhar no maravilhoso oceano azul-turquesa.

Essa cura ocorreu há 38 anos e continua a ser um marco de esperança para mim, à medida que continuo a recorrer a uma compreensão de Deus para todas as minhas necessidades de saúde.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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