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Original para a Internet

Para jovens

Muito além da cor da pele

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 26 de março de 2018


P: Como posso orar a respeito do preconceito e da discriminação?

R: Quando me mudei da República Democrática do Congo para a Noruega eu tinha treze anos. O mais importante no meu pensamento era fazer amigos. Muitas vezes eu acessava o Facebook para procurar novas amizades e pedia para eles me adicionarem como amigo. O problema era que eu não sabia exatamente como funcionava o Facebook. Por isso, acrescentei um conhecido várias vezes, mas não percebi que ele já me havia dado duas respostas negativas.

Logo que eu me dei conta do que tinha acontecido, senti estes sentimentos negativos: raiva, vergonha, mágoa. Eu me sentia como um estranho. E saber que havia alguém agindo como se não quisesse ser meu amigo só piorava as coisas. Será que havia algo de errado em mim? Ele não queria ser meu amigo devido ao país de onde eu vinha? ou por que minha aparência e minha maneira de falar eram diferentes?

Não é ser da mesma raça e da mesma cultura que nos faz sentir “incluídos”. É Deus, e é viver no reino de Deus.

Depois eu tentei deixar isso para trás, mas essa questão definitivamente ainda me incomodava. Eu não sabia se estava sendo especificamente discriminado, mas o que eu sabia era que eu tinha a tendência de me sentir deslocado e perturbado quando isso me vinha ao pensamento.

Certo dia, quando parei um momento de estudar e fui à cozinha para pegar um lanche, tive este pensamento: “Christian, o que você faria se aquele rapaz estivesse por lhe enviar um pedido para ser seu amigo?”

O primeiro pensamento foi: “Vou negar o pedido dele porque assim ele vai sentir o que significa ter um pedido negado!” Mas, como se eu ouvisse minha própria resposta, imediatamente pensei: “Claro que não”. Desde o primeiro dia em que chegamos à Noruega, meus pais tinham insistido para que nós deixássemos para trás as diferenças, a nossa cor. Como Cientistas Cristãos, eles disseram que cada pessoa que íamos conhecer era uma ideia de Deus. Temos o mesmo Criador. Expressamos a mesma Mente, isto é, a Mente que não sabe nada sobre divisões, barreiras culturais ou preconceitos, porque ela é Uma e Una. A Mente também é o Amor, portanto, só podemos conhecer a nós mesmos e aos outros como puramente amados e amorosos. Essa é a lei do Amor, nosso Pai em comum.

Então, mudei minha resposta. Comecei a pensar a respeito daquele rapaz com amor, desta maneira: “Como filho de Deus, ele nunca poderia me prejudicar, porque só pode refletir o bem”.

Quando voltei para o meu quarto, fui olhar o Facebook e adivinhem quem tinha pedido para me adicionar como amigo? Fiquei pensando: O quê???!!! Ele me aceitou?! Mas como?! Eu não conseguia acreditar, mas nós ficamos amigos e para mim essa experiência tem sido uma valiosa lembrança de como orar sobre a discriminação e o preconceito em nosso relacionamento com os outros.

Uma das maiores lições que eu aprendi, com certeza, foi que realmente todos somos irmãos e irmãs. Não vivemos em nações separadas, todos vivemos no reino de Deus, o reino dos céus, o qual Jesus nos disse que está exatamente aqui e agora. A oração abre nossos olhos para a presença desse reino e quando realmente vemos a nós mesmos e aos nossos irmãos nesse reino, compreendemos que não há ninguém que esteja excluído. Se ninguém está fora desse reino, então ninguém está fora do bem, fora do Amor. Não é ser da mesma raça ou cultura que nos faz sentir que estamos “incluídos”, mas é Deus, e significa saber que nós vivemos no reino de Deus como descendência dEle, porque essa é a verdade de Deus. Esse é um meio muito eficaz de combater o preconceito, porque ele começa com base na unidade, ao invés de na divisão.

Outra lição prática que eu extraí dessa experiência foi a de que a discriminação e o preconceito desaparecem quando permitimos que Deus nos diga tudo o que precisamos saber sobre os outros. Eu pude responder ao meu amigo de modo cordial porque Deus primeiro falou comigo e eu ouvi. Deus me mostrou essa pessoa como meu irmão e não como um inimigo. Que tal se fizéssemos isso com todas as pessoas que venhamos a conhecer? Que tal se deixássemos Deus nos mostrar a verdadeira individualidade de cada uma de Suas ideias, como espirituais, cada um com sua própria cor, cada um sendo uma maravilha? Isso não é difícil quando sabemos que o Amor é o nosso criador, portanto, cada um de nós tem de ser muito amado e digno de amor.

Penso que orar sobre a discrimição é algo que deve ser feito contínua e ativamente. Não é apenas orar aqui e ali quando percebemos o preconceito. Em vez disso, trata-se da maneira como decidimos ver as pessoas no dia a dia e ter a certeza de que estamos deixando Deus formar e modelar nosso modo de ver, até todos nós “...[acordarmos] com a Tua semelhança [a de Deus]” (ver Salmos 17:15).

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Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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