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Original para a Internet

Para jovens

Pedi a Deus um estágio, e Ele me deu um emprego.

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 21 de junho de 2021


Vou ser bem sincera: Sempre fui uma pessoa planejadora. Não saber qual é o próximo passo a ser dado é algo que me deixa doida. Há pouco tempo, tive de encarar de frente essa característica.

Terminei a faculdade em dezembro. Eu havia decidido cursar um semestre a mais, e sabia que essa era a opção certa, porque a ideia me ocorrera com bastante clareza, quando orei a respeito do assunto. Foi por esse motivo que me formei em dezembro, e não no meio do ano, como ocorre normalmente aqui nos Estados Unidos. E tenho de admitir que, tentar conseguir um emprego em meio a tantos feriados da época de Festas, e além de tudo a pandemia, é uma tarefa assustadora. 

Durante meu último semestre eu havia me candidatado a mais de cinquenta vagas, sem conseguir nenhuma resposta positiva. Parecia que não havia nem sequer um emprego para mim no mercado de trabalho. Era difícil superar o desapontamento e o desânimo que me sobrevinham a cada resposta negativa.

Após incontáveis e-mails frustrantes, comecei a achar que a única opção seria baixar o nível das minhas expectativas. Passei a me candidatar a vagas de meio expediente, estágios e até mesmo cargos não remunerados, na esperança de, ao menos, adquirir experiência de trabalho. 

Eu sabia que era justo eu conseguir um emprego. Eu queria um trabalho, não apenas para ganhar dinheiro, mas também para preencher um propósito, sentir-me útil e realizar algo relevante. Em minha busca por uma vaga, servir era realmente o que eu mais queria; e esse era um bom motivo, cuja base era Deus. Mas eu tinha mais lições espirituais a aprender. 

A certa altura dessa busca de emprego, uma amiga compartilhou comigo algumas ideias que a haviam ajudado quando ela, ao terminar a faculdade, tinha passado por uma situação idêntica. Uma citação que ela mencionou foi esta, da segunda Epístola de Paulo aos Coríntios: “Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade…” (8:13–14). 

Essa ideia me ajudou a mudar meu ponto de vista com relação à busca de uma vaga no mercado de trabalho. Dei-me conta de que minhas orações não deveriam ser só para que eu percebesse mais claramente que minhas necessidades iriam ser atendidas por qualquer posição que surgisse para mim; eu também devia compreender que minha participação iria contribuir para atender às necessidades da companhia que me contratasse. Essa era a “igualdade” estabelecida por Deus, à qual a epístola se refere, e eu sabia que tal igualdade tinha de se tornar a parte central da minha jornada para encontrar um emprego. Eu até instalei uma tela de fundo para o meu celular, usando aquela citação, de modo que eu a podia ler sempre que acessasse o telefone, o que faço muitas vezes.   

Finalmente cheguei ao ponto em que eu sabia que em algum lugar existia um trabalho para mim, o qual iria suprir as minhas necessidades e seria uma bênção para meus empregadores. Continuei a procurar, mas parecia que nada estava acontecendo, então senti-me frustrada de novo. Deixei-me levar pelo “mim” da situação: o medo de ficar sem remuneração, e a sensação de falta de propósito. Mas ao prosseguir orando, tornei a despertar; então dei-me conta de haver esquecido que “minha abundância” poderia ser um suprimento para a necessidade dos outros. A busca não deveria ser apenas centrada em mim e em minhas necessidades, mas, em vez disso, voltada para algo que fosse uma bênção mútua. Assim, fiquei menos estressada quanto à busca de emprego. 

Quando acabou a temporada das festas de fim de ano, enviei um e-mail para o departamento de recursos humanos de uma companhia em que eu havia estagiado algumas vezes. Perguntei se estavam necessitando de estagiários em algum departamento. Eu estava aceitando qualquer posição, mesmo que não fosse dentro da minha área de formação. Responderam-me em seguida, dizendo que não havia vaga para estágios, mas iam abrir uma vaga para emprego em tempo integral a ser anunciada no dia seguinte, a qual poderia me interessar. Quando li a descrição do trabalho, fiquei muito animada. A posição preenchia muitas das minhas necessidades: eu iria trabalhar remotamente, e além disso teria de aplicar algumas das minhas habilidades em uma nova área, a respeito da qual eu tinha bastante interesse em aprender. Tudo parecia perfeitamente adequado.  

Passadas duas semanas desde a troca inicial de e-mails, o emprego era meu. A melhor parte é que meu trabalho agora é no mesmo departamento em que ficava minha escrivaninha nas vezes anteriores, quando eu era estagiária de outro departamento, onde não tinham espaço onde colocar uma mesa para mim. Assim, o lugar onde eu havia trabalhado em outro departamento era o mesmo em que trabalho agora!

Eu não poderia sequer imaginar um emprego mais adequado para mim; e sou mais grata ainda porque estou contribuindo com uma organização que apoio e na qual acredito. E por mais que eu seja uma planejadora, não havia como eu poderia ter idealizado tudo tão bem. Só Deus mesmo! 

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