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Original para a Internet

Saúde mental ― permanente e segura

Da edição de março de 2020 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 16 de setembro de 2019.


A saúde mental é uma questão frequentemente analisada pela mídia, debatida nas esferas políticas e nas empresas de seguro-saúde, e amplamente discutida nos campus universitários. Entretanto, alguns pontos dessas discussões e desses debates ficam prejudicados porque o tema é visto como “tabu” e, consequentemente, soluções que poderiam ser eficazes permanecem indefinidas. A presença constante da depressão, da ansiedade e do estresse indica que muita gente ainda está lutando para encontrar alívio permanente de tais sintomas.

Desse assunto eu entendo bem, pois aconteceu comigo. Eu era uma daquelas pessoas que lutam para encontrar alívio da constante montanha-russa de altos e baixos e dos pensamentos ansiosos e, às vezes, até suicidas, que me paralisavam de medo. No entanto, aprendi que existe um poder maior do que o aparente poder de tais pensamentos sombrios. Esse poder é Deus, que fez brilhar uma luz tão cintilante a ponto de dissipar de forma permanente a escuridão mental que eu estava vivenciando, e que me levou a uma cura completa e permanente da depressão e da ansiedade.

Essa luz apareceu quando me lembrei do poder de Deus, o Amor divino, que nos criou. Compreendi que refletir a Deus, que é o bem, é algo inerente à minha natureza, porque fui criada à imagem e semelhança de Deus ― saudável, completa e inteiramente boa, como está declarado na Bíblia, no primeiro capítulo do Gênesis.

Em seu livro inspirador, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy define a Deus com sinônimos que podem ser encontrados na Bíblia; um desses sinônimos é Mente. A verdade de que Deus é a Mente divina vai direto ao ponto crucial da saúde mental. A Sra. Eddy declara em Ciência e Saúde: “Começar certo é acabar certo. Todo conceito que parece começar no cérebro, começa errado. A Mente divina é a causa única, o Princípio único, da existência” (p. 262). Levando em conta que refletimos a Deus, que é a Mente perfeita, Sua perfeição se reflete em nós como saúde mental perfeita. Não há nada desajustado ou deprimido com relação a Deus — o Amor, a Vida e a Mente divinos — portanto, não pode haver nada em Seus filhos que esteja desajustado ou deprimido.

Embora eu agora saiba que isso é verdadeiro, essa compreensão não veio sem que eu tivesse de travar uma grande luta. Muitas vezes eu tinha dificuldades para dormir, incapaz de desligar o ciclo interminável de ficar remoendo pensamentos e, outras vezes, eu temia o sono porque teria pesadelos aterrorizantes. Em outras ocasiões, eu acordava de madrugada, dominada pelo pânico e pelo medo. Havia dias em que parecia que tudo ao meu redor era brilhante e ensolarado e que eu tinha uma vida ótima e tudo estava bem, embora por dentro eu sentisse uma profunda e sombria sensação de desespero e angústia. Outras vezes, eu não conseguia sair da cama para enfrentar o dia que me esperava e pensava: “Eu não deveria me sentir assim. O que há de errado comigo?” Quando as pessoas diziam que eu deveria ser feliz, eu pensava: “Você não acha que eu seria feliz, se pudesse?”

Nessa época, eu trabalhava para uma organização internacional e viajava pelo mundo, muitas vezes trabalhando e viajando sozinha. Eu não estava praticando a Ciência Cristã e havia me afastado muito das ideias e verdades que havia aprendido na Escola Dominical da Ciência Cristã, na qual fui criada. Eu sabia que precisava falar com alguém, portanto, consultei uma psicóloga, que me disse que eu estava sofrendo de depressão e ansiedade moderadas.

Finalmente, deixei aquele emprego e encontrei algo mais estável, sem viagens. Entretanto, apesar da mudança em minha ocupação, a depressão e a ansiedade se tornaram mais agressivas e me envolvi em comportamentos autodestrutivos.

Tive certeza de que meu cérebro não tinha nada a ver com a minha verdadeira identidade, porque a Mente divina é a única fonte do meu existir.

Depois de algum tempo, a psicóloga sugeriu que eu consultasse um psiquiatra para ter um diagnóstico médico e uma receita para começar a usar medicação. O diagnóstico foi depressão e ansiedade, e parecia que eu teria de tomar remédios pelo resto da vida para me sentir “normal”.

No entanto, nunca me senti normal com a medicação, e também apareceu uma série de efeitos colaterais. Eu definitivamente não me sentia nem alegre nem livre.

Eu me afastara tanto do que havia aprendido quando criança sobre o amor de Deus, que já nem tinha certeza se acreditava nEle. Mas recorri à minha irmã, que é estudante sincera da Ciência Cristã, e que com muito carinho respondeu às minhas inúmeras perguntas, com a maior paciência. Fiquei mais segura de que a cura poderia ser encontrada na Ciência Cristã e de que o que eu amara sobre a oração quando criança ainda estava disponível para mim.

Comecei a estudar a Bíblia e Ciência e Saúde. Uma amiga, que é Praticista da Ciência Cristã, me indicou algumas passagens que diziam que Deus é a Mente. Nessa ocasião, deparei-me com esta declaração em Ciência e Saúde:“Lembra-te de que o cérebro não é mente” (p. 372). Isso me ajudou a compreender mais claramente a minha verdadeira identidade como o reflexo de Deus, da Mente perfeita. Tive certeza de que meu cérebro nada tinha a ver com a minha verdadeira identidade, porque a Mente divina é a única fonte do meu existir e, portanto, a única fonte de pensamentos verdadeiros. Visto que Deus, a Mente, é inteiramente bom, os pensamentos sombrios ou assustadores não eram meus pensamentos. Senti-me confiante e segura da presença de Deus e então reconheci, com absoluta certeza, que eu estava curada.

Parei de tomar os medicamentos. Falei com a praticista e contei a ela sobre minha decisão e que eu sabia que a cura fora completa. Pedi a ela que orasse por mim, porque tanto a psicóloga quanto o psiquiatra haviam me alertado de que, se eu parasse de tomar a medicação, deveria ser bem devagar, pois eles receavam que os efeitos colaterais pudessem piorar. Apesar dessas previsões, não vivenciei nenhum desses efeitos colaterais. Eu estava livre!

Eu queria que a psicóloga soubesse que eu estava curada e que havia parado de tomar os medicamentos. Eu estava nervosa e ansiosa para contar a ela. Mas orei para saber que todos os filhos de Deus são governados pela Mente única, e isso incluía tanto a psicóloga quanto eu. Ela foi muito compreensiva e não mencionou nenhum dos efeitos colaterais previstos. Em pouco tempo, esse relacionamento muito naturalmente chegou ao fim, à medida que eu crescia em minha compreensão e confiança em Deus. Na verdade, compreendi que eu podia conversar com Deus sempre que precisasse de conselho ou orientação.

Nunca mais retornei ao consultório do psiquiatra ou de nenhum outro médico e também nunca mais senti a necessidade de tomar de novo alguma medicação, pois a depressão e a ansiedade foram completamente dissipadas. Alguns anos depois, ocorreu-me que todos os pensamentos e fantasias negativas de coisas terríveis que poderiam acontecer haviam desaparecido e, até mesmo algumas crises de raiva que pareciam fazer parte do problema, simplesmente haviam se dissipado.

A Sra. Eddy escreve: “A Mente que é Deus não está na matéria; e a presença de Deus traz luz espiritual, na qual não há escuridão”, e: “O Amor divino é nossa esperança, nossa força e nosso escudo. Nada temos a temer quando o Amor está ao leme do pensamento; pelo contrário, temos tudo para ser felizes, na terra e no céu” (Miscellaneous Writings 1883–1896 [Escritos Diversos], p. 113).

Como isso é verdadeiro! Essa cura ocorreu há quase uma década, e a liberdade e a alegria que ela me trouxe são quase indescritíveis. Em vez de simplesmente administrar a depressão, podemos permitir que a luz da Mente divina ofusque a escuridão da depressão e substitua os pensamentos desesperados e temerosos por completa paz e exuberante alegria.

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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