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Original para a Internet

Como amar nosso próximo durante o isolamento nacional obrigatório

Da edição de julho de 2020 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 4 de maio de 2020.


Proponha-se a dizer isto a si mesmo todas as manhãs: “...sou capaz de transmitir verdade, saúde e felicidade; essa é a rocha da minha salvação e a razão da minha existência”.

Foi isso o que Mary Baker Eddy ofereceu como “resposta científica” à pergunta: “Quem sou eu?” Ela encorajou os membros de sua igreja a reconhecer que cada um pode agir de maneira a fazer o bem e ajudar os outros. Sobre esse ponto, ela escreveu: “...fazer o bem identifica o homem com o bem universal” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 165).

Quer sejamos membros de uma igreja, quer não, todos nós podemos acalentar essa verdade, que é inerente à razão da nossa existência, especialmente quando o “autoisolamento”, o “distanciamento social” e o “isolamento nacional obrigatório” são as ordens do dia. Quando a alegria natural da interação humana é restringida devido a uma medida obrigatória de segurança, que torna uma prioridade que as pessoas se mantenham fisicamente distanciadas e separadas, talvez seja um desafio tentar amar o nosso próximo como a nós mesmos, conforme Jesus nos exortou a fazer.

Ser um bom cidadão — cooperar com as autoridades, esforçar-nos para manter a maior segurança possível para todos — é amar o nosso próximo. Podemos fazer isso sem reclamar. Mas temos de fazer algo mais do que simplesmente cumprir com o que se exige. É essencial não nos deixar arrastar pela confusão mental e pelos temores que tendem a acelerar a propagação da doença. A Ciência Cristã reconhece que tanto a saúde quanto a doença expressam estados de consciência que se manifestam no corpo. A saúde é mais do que a ausência de doença, é uma qualidade que reflete a Deus. Todos nós a possuímos inerentemente, visto que somos a criação espiritual de Deus. Isso se torna mais evidente na proporção em que compreendemos que a consciência de Deus é a nossa Mente divina, a única Mente infinita de todos nós, e a ela cedemos. Em contrapartida, a mentalidade limitada, material, isto é, a mente mortal — que nós de forma incorreta comumente aceitamos como sendo nossa mente — que vê a existência como um ciclo contínuo de vulnerabilidade material e de mortalidade, muitas vezes encontra expressão na doença.

Sob a perspectiva espiritual da Ciência Cristã a respeito da saúde e da doença, o medo ao contágio, tanto individual como coletivo, é considerado como sua causa primária. Isso não significa que baste simplesmente manter uma calma humana, apesar de haver assuntos preocupantes. Significa que podemos nos elevar acima desse medo, ao desafiar persistentemente a crença que está por trás deles, isto é, de que tudo seja matéria e se resuma em matéria. Na realidade, cada um de nós é a expressão espiritual do Amor divino, que é Deus. Cada um de nós reflete esse Amor que é infinitamente livre do medo, e cada um é na verdade governado por esse Amor. Estar conscientes desse fato nos mantém imunes ao medo. Nossa verdadeira identidade espiritual — para sempre em união com a Mente divina — que é nossa Mente — repousa confiantemente no fato de que a Mente infinita sustenta para sempre nossa harmonia e nossa saúde.

Essa ideia verdadeira a respeito de nossa unidade com Deus é o eterno Cristo. Conforme explicado no livro da Sra. Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, o Cristo é a mensagem de Deus que fala incessantemente à consciência humana (ver p. 332). A vida e as palavras de Cristo Jesus exemplificam isso, e suas curas comprovam o poder do Cristo, de dissipar o quadro material de doença, e de reafirmar a verdade sobre a nossa harmonia dada por Deus e sustentada por Ele. 

Durante um voo transatlântico logo após o coronavírus ter começado a ganhar atenção, eu tive necessidade de escutar essa mensagem do Cristo. Uma senhora sentada ao meu lado começou a tossir, a espirrar e a assoar o nariz, quase sem parar. Na ocasião, pelo que diziam os peritos no assunto, com quase toda certeza ela não poderia ter contraído o coronavírus. Mas todos os noticiários estavam de tal forma focalizando cada vez mais o tema do contágio, que comecei a ter apreensão de estar propenso a apanhar o que quer que fosse que ela aparentava ter.

No início, era a preocupação comigo mesmo que me movia. Mas, com base em tudo o que eu havia aprendido a respeito de como a Mente, Deus, cura, eu orei para enxergar mais além do meu medo causado pela proximidade com minha vizinha de poltrona, e para compreender que o medo e a concepção espiritual de Deus jamais se relacionam entre si, aliás, um exclui o outro.

Quando comecei a pensar desse modo, focalizei a situação de outro jeito. Eu fui movido a ampliar a circunferência do meu interesse pelos outros, e alcançar, em minha oração, todos os meus companheiros de viagem. O Cristo nos revela, à luz da totalidade de Deus, que o medo é nulo e irreal, e eu compreendi que o Cristo comunica essa verdade a todos, de forma imparcial. Nós todos temos o direito divino e a capacidade, que nos é inerente, de sentir a onipresença de Deus como a Verdade e o Amor divinos. Esse é o antídoto contra o mal-estar mental, a que Ciência e Saúde se refere como a “atmosfera da mente mortal” (p. 273). Compreendi que eu tinha necessidade de aceitar que todos podem sentir e responder a essa presença sanadora.

Nesse momento, fiquei aliviado do senso opressivo de estarmos em um espaço apertado que ameaçava o nosso bem-estar. Senti, com clareza espiritual, que na verdade nunca estamos presos em um ambiente prejudicial e material. Estamos sempre completamente envolvidos no abraço ininterrupto e ilimitado do bem infinito de Deus, onde convivemos uns com os outros, igualmente abençoados por Deus e abençoando uns aos outros. Nesse ponto, o que parecia ser uma atmosfera tensa no avião deu lugar a uma paz e a uma calma bem palpáveis. Minha vizinha de poltrona parou de apresentar todos aqueles sintomas, e eu também, nas semanas seguintes, não tive nenhum deles.

Essa percepção de segurança, dentro da abrangência infinita de Deus, está sempre ao alcance de todos. Qualquer pessoa pode tomar consciência disso. Podemos prestar atenção, ouvir e ceder à comunicação sempre doce do Cristo a respeito da universalidade da eterna presença de Deus. Ao fazê-lo, estamos amando o nosso próximo da forma como a Sra. Eddy encorajou os estudantes dessa Ciência do Cristo a fazer. Ela disse: “Quando surge uma doença contagiosa, os Cientistas Cristãos se empenham em elevar a consciência ao verdadeiro senso da onipotência da Vida, da Verdade e do Amor, e esse grandioso fato na Ciência Cristã, quando compreendido, fará cessar o contágio” (Miscellany, p. 116).  

Viver de acordo com a razão da nossa existência — a nossa capacidade de transmitir verdade, saúde e felicidade, por meio da oração intensa e motivada — é algo extremamente necessário em um mundo onde muitas interações humanas em que expressamos afeto, em pessoa, estão sendo percebidas como uma potencial ameaça para o indivíduo e para a sociedade. Temos a oportunidade diária de ver o nosso próximo em segurança na realidade do Espírito, e receptivo ao Cristo, que está comunicando a todos o fato de que coexistimos na Mente divina. À medida que fizermos isso, estaremos refletindo o ilimitado amor de Deus e abençoando uns aos outros.

Tony Lobl
Redator-Adjunto

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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