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Original para a Internet

O raciocínio científico correto

Da edição de abril de 2018 dO Arauto da Ciência Cristã


Pensar corretamente, na Ciência Cristã, inclui o raciocínio cristãmente científico. É o raciocínio espiritual que parte da base de um Deus perfeito e de Sua criação perfeita, o homem. Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy ensina: “Para raciocinar corretamente deve estar presente no pensamento um só fato, a saber, a existência espiritual” (p. 492). O fato a respeito da nossa existência espiritual como a reflexão, o reflexo imediato de Deus, esclarece não somente nossa relação com Deus, o bem, como Seus filhos amados, mas também demonstra que nossa verdadeira substância é perfeita, imortal e divina.

Ao raciocinar partindo de um Deus perfeito e uma criação perfeita, começamos com o fato de que Deus e a criação são completos e intactos. Começamos a compreender espiritualmente que Deus e Sua criação, o homem, são inseparáveis. Percebemos que nós mesmos somos a imagem e semelhança de Deus, como a emanação dEle, expressando Suas qualidades, possuindo todo o bem, refletindo todo o bem e sendo totalmente bons. Entendemos que não somos mortais tentando se tornar espirituais, mas que já somos espirituais, pois somos a ideia da Mente única, divina e infinita, o Espírito, que é Deus.

Esse raciocínio científico, em espírito de oração, é um ponto de partida muito útil para a cura na Ciência Cristã. Ele não é meramente um exercício mental. É um raciocínio que abre nossa consciência para o Cristo, a Verdade, que eleva espiritualmente nosso pensamento e o afasta da matéria e de suas alegações de doença, pecado e desarmonia. Essa maneira de pensar revela a pureza de Deus, o fato de que Ele é Tudo-em-tudo, e mostra que o homem é harmonioso e isento de doença e de pecado. Isso nos capacita a demonstrar, com mais clareza, em nossa vida diária, a realidade espiritual e a perfeição do homem.

Essa é a razão pela qual não é conveniente ponderar questões como: “Qual é a causa desse problema”? Ou: “Por que tenho de enfrentar isso”? Quando nos enveredamos por essas águas lodosas, estamos dando poder à sugestão de que o homem seja vulnerável. Mas o fato espiritual de que Deus é Tudo-em-tudo, e de que, em sua verdadeira identidade, o homem é a amada criação dEle, revela que tal sugestão de vulnerabilidade é falsa. A desarmonia de qualquer espécie não tem fonte em Deus e, portanto, nenhuma origem real. Em vez de dar crédito à falsa crença, ao erro, podemos nos volver a Deus e nos elevar, em pensamento, a tudo o que é espiritualmente verdadeiro e real. Então, podemos compreender a realidade, ou seja, que o problema não tem nenhum fundamento, nenhuma presença, nenhum começo e, portanto, não precisa de um fim, uma vez que ele nunca foi uma realidade. Ao vislumbrarmos a Deus como o Tudo-em-tudo, o Espírito, começamos a compreender a nulidade da matéria. Vemos nosso pensamento se alçar à percepção consciente da lei de Deus, intacta e completa; e as sugestões de que existam outras assim chamadas leis a governar o homem, se dissipam e, consequentemente, sentimos a cura.

Quando nos volvemos às leis do Princípio divino, Deus, encontramos a cura.

No Evangelho de João, há uma palavra para “pecado” que vem do grego “anomia”, que significa ilegalidade, ou o desejo de derrubar todo o sistema legal. Esse termo indica a rejeição da lei de Deus, a tentativa de derrubar o reino de Deus e suplantá-lo com alguma outra coisa (Douglass Kelley, Systematics I). Não poderia isso também indicar a crença na doença como sendo uma ilegalidade, uma vez que essa crença alega poder derrubar a lei divina da saúde, por meio da rejeição ao Deus todo-amoroso e bom, e suplantar Sua perfeição com a imperfeição?   

Na Ciência Cristã, a crença de que exista um poder oposto a Deus e a Seu governo, e de que esse poder pretenda derrubar a lei de Deus, é chamada de magnetismo animal. A Sra. Eddy explica: “O objetivo maldoso do poder mental pervertido, ou magnetismo animal, é o de paralisar o bem e ativar o mal” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos],p. 213). O magnetismo animal se expressa por meio da mente mortal, um “poder mental pervertido”, que é a falsificação da única Mente. Essa mente mortal não é uma mente real e, portanto, não pode derrubar o reino de Deus, Seu poder e Sua lei.

Podemos detectar esse suposto poder manifestando-se no corpo físico, na sociedade ou no governo. Podemos percebê-lo como uma aparente perda da liberdade de movimentos ou como a paralização do bem e a atividade do mal. A fraudulência da mente mortal defenderia a ilegalidade, mas podemos contra-atacar com o raciocínio científico correto, inspirado pelo Cristo, e afirmar, com a autoridade dada por Deus, que a lei divina do bem é a única lei. Nenhuma pseudolei da mente carnal, como o Apóstolo Paulo chama a mente mortal, pode derrubar ou suplantar a lei de Deus pois, em realidade, toda outra suposta lei não tem poder porque não tem a Deus. Quando vemos uma ilegalidade, sob qualquer forma, ali mesmo podemos nos volver ao Princípio divino, Deus, e orar para ver e sentir a atuação de Sua lei. Assim é o pensamento correto, científico. 

Muitos anos atrás, alguns funcionários da empresa da minha família se apropriaram de desenhos e projetos dos nossos principais produtos e abriram sua própria firma, em concorrência conosco. No início, minha família e eu ficamos completamente arrasados.

Pensando na melhor maneira de seguir em frente, ocorreu-nos que, embora nos sentíssemos prejudicados pela ação daquelas pessoas, nós não tínhamos de temê-las ou odiá-las. Oramos para vê-las como Deus as vê, como o reflexo espiritual de Si mesmo, e firmamos nosso pensamento no bem que Deus estava desdobrando para nós a cada dia. Compreendemos que nenhuma sugestão de que a lei divina do bem pudesse ser violada, teria o poder de paralisar o bem que vem de Deus, quer a sugestão se manifestasse em desonestidade, ódio ou qualquer outra ação maldosa. Quando compreendemos que o reino de Deus nunca pode ser derrubado, mas, ao contrário, que Seu poder e Sua lei reinam soberanos, pudemos ter a expectativa de ver evidências dessa verdade espiritual em nossa própria vida, mesmo em meio a ataques do mal.

Nossas orações nos levaram a tomar a decisão de não mover nenhum processo judicial contra os ex-funcionários, e não desistimos da nossa empresa, mas sim continuamos a nos concentrar naquilo que fazíamos melhor, isto é, fabricar nossos produtos. A outra empresa acabou por fechar as portas, mas mesmo nos anos em que tivemos sua concorrência, a empresa da nossa família continuou a ter êxito.

O raciocínio espiritual, elevado pelo Cristo até a consciência do bem onipotente de Deus, nos desperta para a realidade sempre presente da nossa perfeição como a criação de Deus. Ele silencia o magnetismo animal, bane seu falaz pendor pela ilegalidade, e proclama sua nulidade. Isso é algo que cada um de nós pode fazer à medida que abrimos nosso coração à Verdade divina e praticamos o raciocínio científico correto. Quando nos volvemos às leis do Princípio divino, Deus, encontramos a cura, e demonstramos assim o governo e o reino de Deus intactos, e vemos que Sua criação é a única realidade!

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A Missão dO Arauto

A explicação divinamente inspirada da Sra. Eddy sobre qual é a missão de O Arauto da Ciência Cristã, fundado em 1903, tornou-se um símbolo para as atividades mundiais do movimento da Ciência Cristã. As palavras dela aparecem sob a forma de inscrição no ornato do prédio da Sociedade Editora da Ciência Cristã e dizem: para proclamar a atividade e a disponibilidade universal da verdade. O Arauto é uma expressão tangível do interesse manifesto de nossa Líder em partilhar com toda a humanidade o precioso conhecimento da Ciência da Vida. Ela compreendeu que o Consolador havia chegado “para a cura dos povos”.

Alfred F. Schneider, O Arauto da Ciência Cristã, edição de maio de 1974

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