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Original para a Internet

Sempre no amor de Deus

Da edição de março de 2019 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 24 de janeiro de 2019.


Aprendi que é importante sempre manter nossos pensamentos firmes na compreensão de que somos espirituais e nunca materiais. A base para isso está nos dois relatos da criação, no primeiro e no segundo capítulos do livro do Gênesis.

Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, nos mostra que em seu primeiro capítulo, o livro do Gênesis retrata o homem como a perfeita criação de Deus, espiritual e completa, ao passo que a história conflitante da criação, no segundo capítulo, apresenta a figura de um homem mortal, material e incompleto. Partindo daí, é bom sempre nos perguntarmos onde repousam nossos pensamentos. Estamos reconhecendo nossa identidade como a ideia amada, imutável e espiritual ou estamos caindo na crença errônea de sermos mortais imperfeitos?

No primeiro capítulo do Gênesis, aprendemos que Deus criou tudo, que Sua criação é espiritual e que Ele a qualificou como muito boa. Com relação à criação do homem, o relato diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). O segundo capítulo nos mostra um quadro diferente, onde tudo é material. Adão é feito do pó, Eva é feita da costela de Adão, e ambos são tentados pelo diabo.

Nossa verdadeira biografia está no relato espiritual da criação. À medida que oramos e estudamos diariamente, para preencher nosso pensamento com o bem e a verdade inerentes à nossa identidade espiritual, nós abandonamos o falso senso de identidade, pois não há espaço para o falso e o verdadeiro ao mesmo tempo. Daí, podemos sempre ter a expectativa do bem, e estar alertas e prontos para enfrentar qualquer sugestão de que não sejamos amados, de que nos falte algo ou de que estejamos sozinhos. Não mordemos a isca e não acreditamos nessas tentações. Dizemos: Não! E, ao invés de ignorar essas tentações, reconhecemos sua irrealidade e as refutamos com a verdade.

 “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:31) é uma declaração completa. Não há nenhum se nem mas. O reconhecimento de que somos uma criação muito boa de Deus, e somente de Deus, tem sido um constante guia muito útil nas minhas orações. Somos o reflexo de Deus, aqui e agora, e sempre o fomos.

Os dois relatos do Gênesis, lado a lado, nos ajudam a diferenciar o que é real do que é irreal. Fazer essa separação é aplicável em todas as circunstâncias e me ajudou muito, principalmente nas relações sentimentais.

Estava aprendendo a amar como Deus ama — com desprendimento e sem parcialidade.

Antes de conhecer meu marido, eu namorava um rapaz que conheci na escola secundária. Durante o namoro, nós rompemos duas vezes. Por um breve período, antes de rompermos pela primeira vez, eu não estava estudando a Ciência Cristã. Não estava participando da Escola Dominical, nem fazendo o estudo metafísico diário. Quando houve o rompimento, senti como se meu mundo tivesse virado de ponta cabeça. Senti-me sozinha e com medo, por duas semanas não consegui nem me alimentar direito.

Acabamos reatando, mas eu também retomei meu estudo da Ciência Cristã, porque sentira muito sua falta. Não gostara da experiência durante nossa separação, e quis que meus pensamentos refletissem minha verdadeira identidade espiritual. Comecei a orar ativamente a respeito do namoro.

Quando rompemos pela segunda vez, foi para sempre. Mas dessa vez foi diferente. Graças ao estudo retomado da Ciência Cristã, eu estava aprendendo tudo sobre mim mesma como filha de Deus. Estudava com frequência o relato da criação espiritual. Estava começando a compreender que Deus é a verdadeira fonte de tudo, inclusive da alegria e da felicidade. Esse bem não poderia nunca acabar nem ser perdido. Deus também nos dá o domínio e, para mim, isso significa elevar-me para enfrentar todo desafio e toda circunstância.

Antes de terminarmos em definitivo, eu começara a ver semelhanças entre minha situação e a de Eva, no segundo capítulo do Gênesis. Com a oração, passei a perceber que eu deixara de me ver completa. Estivera acreditando que uma pessoa ou alguma situação tinham o poder de tirar minha alegria. Nesse capítulo, lemos que Eva comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, e que ela foi responsabilizada e punida pelo erro. De acordo com essa história, Eva fora feita da costela de Adão, então, não poderia viver sem ele. Eu estivera sentindo algo parecido. Mas esse senso errôneo de feminilidade não era a minha verdadeira identidade. Eu precisava me libertar dessas falsas crenças e reconhecer quem eu era de fato, espiritualmente. Percebi que eu era boa, feliz, alegre, inteligente e completa, feita à perfeita imagem e semelhança de Deus.

Compreender nossa identidade espiritual como criaturas amadas de Deus eleva nosso pensamento de forma que conseguimos compreender a Deus com mais clareza. Essa compreensão está disponível para todos nós. Podemos todos obter um senso mais claro do bem e do amor de Deus. E como Deus é Tudo, e criou tudo, esse bem inclui tudo e está em todo lugar. Poderíamos nós, então, romper com o Amor divino sempre presente ou ficarmos separados dEle? Não!

Com esse raciocínio espiritual, vi que, embora houvesse amor naquele relacionamento, minha capacidade de me sentir amada não vinha daquela pessoa. Eu podia sentir o amor diretamente de Deus. Não me faltava nada, porque o amor de Deus é infinito, sempre presente e fala direto ao coração. Tive uma nova compreensão a meu respeito: eu fazia parte de uma criação “muito boa”. Eu não era uma mulher incompleta, não dependia dos outros para viver e ser feliz.

Quando eu era pequena, a Praticista da Ciência Cristã a quem minha família geralmente ligava, costumava me perguntar: “Você é a menina do Gênesis, capítulo 1, ou do Gênesis, capítulo 2?” Essa pergunta me ajudava muito sempre que meu pensamento começava a inclinar-se para as crenças de inadequação, solidão, tristeza ou insegurança. Com a oração, percebi que minha felicidade era espiritual. Quando nossa felicidade é espiritual, ela é clara e constante. Ciência e Saúde nos diz: “O homem não é um pêndulo, oscilando entre o mal e o bem, entre a alegria e a tristeza, entre a doença e a saúde, entre a vida e a morte” (p. 246). Essa ideia foi muito importante para mim durante esse período, e eu recorri a ela frequentemente como ponto de referência. Nunca podemos estar separados de Deus; somos sempre espirituais e estamos sempre envoltos no Amor divino.

A única diferença entre o primeiro e o segundo rompimento com esse rapaz foi que eu havia retomado meus estudos da Ciência Cristã e passara a voltar-me a Deus em busca de orientação para todo tipo de circunstância, inclusive para aquele relacionamento. Eu estava verdadeiramente demonstrando o que eu era e, de fato, sempre fora: a criatura espiritual de Deus.

Na manhã seguinte ao segundo rompimento, levantei-me, vesti-me e fiz minhas tarefas sem pensar duas vezes. Aquele rapaz ainda me era querido, pois o amava como um filho de Deus. Eu me sentia inteira e completa, e conseguia ver com clareza que Deus estava amando e guiando aos dois. Não houve medo nem angústia. A cura fora completa.

Em vez de sentir como se tivesse perdido o amor, percebi que havia conquistado um senso maior e mais expansivo de Deus como Amor. Estava aprendendo a amar como Deus ama — com desprendimento e sem parcialidade. Também percebi o quanto Deus me ama, e comecei a amar a mim mesma como filha de Deus. Assim, as inseguranças que eu tivera durante aquele relacionamento desapareceram. Em todas as minhas relações, depois disso, e agora no meu casamento, eu amo partindo do ponto de vista de expressar o amor de Deus, que é sempre inteiro e completo. Sou muito grata por estarmos sempre no Amor divino!

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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