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Original para a Internet

A perfeição eterna e imutável do homem

Da edição de agosto de 2017 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 13 de junho de 2017.
Tradução do original em inglês publicado na edição de março de 2017 do The Christian Science Journal.

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Uma verdade maravilhosa, que é essencial para a prática da cura pela Ciência Cristã é que a criação de Deus, a qual inclui o homem, é espiritual e eterna. Portanto, ela é completa. Ela sempre foi, ela é agora e sempre será completa. Isso mesmo! Nada pode ser perdido; nada pode ser acrescentado. Na verdade, a eternidade não inclui nenhum momento em que possa haver eliminações ou adições. 

O universo de Deus, contudo, não é um universo estático, onde nada acontece; não lhe falta movimento ou vitalidade. O único Deus todo-atuante criou um universo ativo. Nessa grandiosa e eterna realidade do existir, as ideias individuais de Deus se movem em seus canais apropriados, interagem harmoniosamente e abençoam-se mutuamente na atmosfera do Amor infinito.

O universo espiritual de Deus é também inteiramente bom. A mente mortal, carnal, ou seja, a suposta mentalidade que insiste que tudo é material, tenta nos enganar afirmando que vivemos em um mundo que se baseia no tempo, em que a doença, o pecado, a morte e a destruição tiveram autoridade no passado, têm agora, e terão no futuro. Mas, na grandiosa eternidade do bem de Deus, o mal não existe; por essa razão, ele não pode produzir nenhum efeito nem ter autoridade. Poderíamos dizer que Deus não tem tempo para o mal!

A criação de Deus, a qual inclui o homem, é espiritual e eterna. Portanto, ela é completa.

Não muito tempo atrás, enfrentei um problema físico aparentemente relacionado ao envelhecimento. Durante alguns meses, meu ombro esquerdo ficou tão dolorido que eu não conseguia levantar o braço acima do nível do ombro. Eu estava preocupado que o problema pudesse se tornar crônico. Sabendo, porém, que a restrição ao movimento e a deterioração relacionada com o tempo não fazem parte da eternidade, da realidade espiritual do universo ativo de Deus, repleto de Amor, tive a certeza de que isso podia ser curado. Comecei então a dar a mim mesmo um tratamento diário pela Ciência Cristã. Isso significava que eu orava, afirmando a harmonia, a força e a perfeição eternas de Deus e negava qualquer realidade tanto da suposta influência do tempo, como dos sintomas informados pelo senso material, tais como: disfunção, fraqueza ou angústia. Se Deus é eterno, raciocinei, eu também sou eterno, jamais tocado pelo tempo. Se Deus não tem nenhum defeito, como eu sou Seu reflexo espiritual, eu também não tenho. À medida que eu continuava a orar para mim mesmo, a dor no ombro ia diminuindo, e eu já conseguia levantar o braço cada vez mais alto, até finalmente conseguir levantá-lo totalmente.

Naquele verão, fui para a praia com um dos meus filhos e sua família. O mar estava agitado, mas minhas orações me ajudaram a sentir confiança para entrar na água com meu filho e meu neto. Lá estávamos nós, três gerações mergulhando nas ondas e praticando surfe de peito em outras. Não senti nenhuma dor ou restrição no ombro quando mergulhava e nadava. Foi divertido expressar domínio sobre as ondas.

Minha nora, que não é Cientista Cristã, cumprimentou-me quando saímos da praia ao final do dia. Ela disse que, quando me viu caminhando rumo à rebentação das ondas, ela teve receio que eu não fosse capaz de controlar as ondas fortes. “Mas você conseguiu!”, exclamou ela com um largo sorriso, enquanto fazia o sinal de positivo com a mão.

Para mim, essa experiência demonstrou que adquirir pelo menos alguma compreensão acerca da natureza eterna e espiritual da criação pode resultar na cura das dificuldades relacionadas ao envelhecimento. Mary Baker Eddy explica: “A eternidade, não o tempo, é o que expressa a ideia da Vida, e o tempo não faz parte da eternidade” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 468).

Embora o tempo não esteja incluído na criação completa e eterna de Deus, essa criação inclui a alegria permanente do bem, que se desdobra continuamente. Pode parecer difícil envolver o nosso pensamento nessas ideias. A conclusão de teorias baseadas na prova perceptível aos sentidos físicos insiste que vivemos em um universo material e que tudo nele, desde uma molécula até uma galáxia, tem um começo e um fim, e que a deterioração ocorre entre essas duas extremidades. Mas nós temos um senso espiritual dado por Deus que revela uma perspectiva da realidade totalmente diferente, perfeita e eterna, livre dos limites do tempo. A Sra. Eddy escreve sobre o homem: “Ele não atravessa as barreiras do tempo para entrar na vasta eternidade da Vida, mas coexiste com Deus e o universo” (Ciência e Saúde, p. 266).

Essa “vasta eternidade da Vida” é um estado celestial que podemos começar a perceber — e a provar — passo a passo, aqui e agora. A Oração do Senhor, que nos foi dada por Cristo Jesus, começa com “Pai nosso”, e logo depois a oração continua “...faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:9, 10).

Será que Jesus nos teria pedido para orar dessa maneira se não pudéssemos demonstrar, pelo menos até certo ponto, a supremacia da boa vontade de Deus em vidas mais santas e mais felizes, enquanto avançamos rumo à plena salvação?

Percebi que o conceito de uma criação eterna, completa, ainda que em desdobramento, tem sido muito útil em minha oração a respeito de várias situações durante a idade mais avançada. Por exemplo, mais ou menos na mesma época em que eu tive a cura do ombro, eu também estava orando pela cura de um calcanhar inflamado. Tive de usar uma bengala por cerca de uma semana. Minha oração se fundamentou na convicção de que, uma vez que somente o bem se desdobra na criação eterna de Deus, a dificuldade de caminhar não poderia realmente ter se desenvolvido daquela maneira. Compreendi que a prova de que ela havia se desenvolvido tinha de ser uma mentira.

A oração a partir dessa base espiritual comprovou ser eficaz quando fui acampar com uma de minhas filhas e sua família. Quando surgiu a oportunidade de fazer uma caminhada pela encosta de uma montanha íngreme, só três de nós ficamos interessados nessa atividade: meu genro, minha neta, que pratica esportes, e eu. Alguns locais da trilha eram íngremes e acidentados, mas eu enfrentei bem o desafio, sem nenhuma dor. Dessa vez, não recebi nenhum sinal de positivo, mas me senti abençoado por ter acompanhado as gerações mais jovens em pé de igualdade, e por ter desfrutado com eles de uma revigorante caminhada na mata.

A Sra. Eddy escreveu: “Se não fosse o erro de medir e limitar tudo o que é bom e belo, o homem desfrutaria mais de setenta anos de vida e conservaria ainda o vigor, o frescor e o potencial” (Ciência e Saúde, p. 246). O Apóstolo Paulo ensinou que “vivemos, e nos movemos, e existimos” em Deus (Atos 17:28). Na grandiosa eternidade de Deus, onde nós realmente existimos, não existe tempo. Não há nenhum estágio de vida material, nenhuma limitação. Uma percepção crescente acerca da nossa identidade espiritual genuína e da nossa coexistência com Deus — nossa eterna perfeição como Sua semelhança — pode resultar em uma vida ativa e feliz, em todas as fases da experiência humana.

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 13 de junho de 2017.
Tradução do original em inglês publicado na edição de março de 2017 do The Christian Science Journal.

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A Missão dO Arauto

Em 1903, Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto da Ciência Cristã. Seu propósito: "...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade". A definição de “arauto”, conforme consta de um dicionário: “precursor, um mensageiro enviado com antecedência para anunciar a proximidade daquilo que está por vir”, proporciona um significado especial ao nome Arauto, além de destacar a obrigação de cada um de nós, a de nos certificarmos de que nossos Arautos cumpram sua incumbência, uma incumbência que é inseparável do Cristo e que foi anunciada primeiramente por Jesus (Marcos 16:15), “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, 7 de julho de 1956

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