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Salas de Leitura alicerçadas na oração

Da edição de março de 1981 dO Arauto da Ciência Cristã


Poderiam as Salas de Leitura alguma vez falhar em cumprir o propósito do Amor divino?

Sim, poderiam, mas só se o permitíssemos. O meio de fazer com que cada Sala de Leitura obtenha êxito está na oração que pode manter-nos alerta para os métodos da mente mortal, e que nos habilita a desafiá-los.

A oração tem muitas dimensões. O desejo puro, por exemplo, é uma forma de oração, porque o desejo implica em muito mais do que aceitação complacente. Desejar alguma coisa é almejar por ela. A Sra. Eddy escreve: “Se nossas petições forem sinceras, nos empenharemos por conseguir o que pedimos; e nosso Pai, que vê em secreto, nos recompensará abertamente.” Ciência e Saúde, p. 13;

Se quisermos sinceramente que nossas Salas de Leitura cumpram seu propósito, logo descobriremos ser preciso trabalhar para essa finalidade. Isso inclui tratamento pela Ciência Cristã, que vigorosamente desafia e destrói as crenças da mente mortal e sua evidência objetivada. O estudo do julgamento alegórico no livro Ciência e Saúde de autoria da Sra. Eddy ver ibid., pp. 430-442;, mostra claramente o vigor com que o “advogado” (Ciência Cristã) defende o “Homem Mortal” — e os bons resultados que obtém. Nossas Salas de Leitura merecem — e precisam — receber o mesmo calibre de defesa espiritual.

Tratamento não é uma vaga sensação de que tudo realmente está bem. Específico, direto e inspirado, ele detecta o erro mental (ou erros mentais) que pesa sobre a situação e o elimina. Esse desvendamento não ocorre tanto pela análise humana mas pela nossa receptividade à revelação contínua da Mente. Mais do que qualquer outra coisa, esta abertura para a verdade científica faz de nós sanadores perspicazes e eficientes.

As barreiras ilusórias da mente mortal tentariam separar da comunidade a mensagem da Verdade. Essas barreiras podem aparecer sob forma de problemas com a Sala de Leitura em si — tais como falta de fundos ou de plantonistas, má localização, apatia por parte dos membros da igreja — ou simplesmente como indiferença de parte da comunidade. As mentiras da mente mortal são, às vezes, ignorantes (o efeito de crenças mundiais conscientes ou inconscientes); e, às vezes, são propositada e maliciosamente dirigidas; mas em qualquer caso carecem de poder e são irreais, o que se torna evidente quando a Verdade as destrói.

O que sempre se faz preciso, em oração, é elevar o pensamento do conceito finito para a verdade infinita. A carência, sem dúvida, não faz parte do plano do Amor. A realidade espiritual é completa porque procede da Mente perfeita. O desenvolvimento da Sala de Leitura não é uma progressão que vai do incompleto para o completo. Nem os planos inspirados por Deus carecem da substância que os torna realidade, pois os conceitos da Mente refletem a inteligência infinita que os concebe. A Mente manifesta, em cada idéia, sabedoria, perfeição, beleza e vitalidade espirituais.

O primeiro capítulo do Gênesis retrata simbolicamente a união entre o intento e a substância da Mente, estabelecendo o padrão divino da criação: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” Gênesis 1:3. Com a revelação do propósito de Deus — a luz — aparece também a substância espiritual que faz com que o propósito se cumpra. Não há nada para auxiliar, não há nenhuma fonte criativa secundária. A Mente é o arquiteto, o edificador e o resultado.

É claro, portanto, que aquilo que o Espírito determina, o Espírito sustenta e cumpre. Sendo as Salas de Leitura um meio de perpetuar a apresentação da Ciência Cristã à humanidade, nunca precisam ressentir-se de falta de fundos, de pessoal ou de localização adequada para poderem cumprir com sua finalidade de maneira eficaz. Na realidade, a lei do Espírito impede qualquer vácuo ou falha, e supre tudo o que é necessário. A presença eterna do Espírito provê continuamente o bem, sempre disponível, refletido no homem. A substância ilimitada não é massa vaga; é a Mente e sua manifestação ordenada. Cada uma das idéias da Mente é mantida em seu próprio canal e deve cumprir o propósito que a Mente tem para ela. Através da oração esperançosa, podemos trazer à tona a presença contínua de todas as qualidades necessárias em nossas Salas de Leitura. Com os nossos motivos firmados na realidade, podemos confiar no Amor divino para governar perfeitamente cada membro da igreja (inclusive nós mesmos!), para dirigir-nos ao tipo apropriado de serviço, e para providenciar o pessoal certo para a Sala de Leitura.

Quaisquer ajustes que forem necessários, ocorrerão de maneira adequada na medida em que o pensamento se for amoldando ao Espírito. As opiniões pessoais podem ser falhas. E mesmo que o nosso julgamento a respeito da necessidade esteja correto, a manipulação de indivíduos nunca pode resultar numa solução satisfatória e permanente. Devemos estar dispostos a deixar a solução aos cuidados do Amor. O Princípio divino sempre age precisa e sabiamente. Se nossas orações forem sinceras, coisas maravilhosas podem acontecer.

Nossa oração pela Sala de Leitura deve incluir a comunidade, desafiando a visão que a mente mortal tem do homem, e refutanto qualquer crença de que a resistência à Verdade pode separar o homem de seu Princípio e de sua Mente divinos. Somente a crença — e não qualquer fato real do ser — parece prender os homens e cegá-los para a luz espiritual que há em seu meio.

A fidelidade impecável que Cristo Jesus tinha para com a Verdade, manteve-o são e salvo, capaz de cumprir as tarefas que sua missão exigia. Mediante nossa fidelidade à Ciência divina que queremos repartir com o mundo, poderemos manter nossas Salas de Leitura em bom estado, ativas e seguras. Devemos mantê-las assim, se quisermos que elas cumpram sua missão.

Nada é mais potente do que a oração paciente. Devemos agarrar e usar essa ferramenta, e continuar a usá-la. O bem é a lei do Amor, e podemos ter esperança de encontrar evidências de que essa lei está governando nossas Salas de Leitura. Então reconheceremos como ternas advertências do Amor, aquelas que, à primeira vista, podem parecer-nos exigências duras do Princípio.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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