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Pneumonia curada, humildade recuperada

Da edição de julho de 2017 dO Arauto da Ciência Cristã

Tradução do original em inglês publicado na edição de 20 de fevereiro de 2017 do Christian Science Sentinel. 

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Há muitos anos, quando eu estava estudando a Ciência Cristã fazia pouco tempo, e era um novo recruta no Exército dos Estados Unidos, vi que precisava de cura.

Eu tivera êxito no treinamento militar básico e havia sido rapidamente promovido a uma posição de liderança em nosso pelotão. No treinamento seguinte, continuei a ter êxito, mas comecei a olhar para algumas pessoas da equipe de treinamento com um pouco de desprezo. Esses homens não tinham a educação que eu havia admirado em nosso grupo inicial de suboficiais e oficiais, e achava que não estavam cumprindo bem a tarefa que lhes fora atribuída.

Além desses sentimentos negativos, eu estava aborrecido porque não havíamos recebido roupas muito adequadas às terríveis condições do inverno. Mas ao invés de orar sobre a situação, comecei a não me importar muito com meus pensamentos e ações. Tudo o que eu queria era terminar logo o treinamento. Certa noite, atrasei-me até mesmo para a verificação de cama e tive meu passe de fim de semana revogado e minha patente rebaixada.

Certo dia, enquanto marchava com o pelotão para completar uma tarefa de nosso treinamento, de repente desmaiei e fui imediatamente levado para o hospital de base do Exército para ser examinado. Isso ocorreu em uma sexta-feira à tarde. Disseram-me que eu estava com pneumonia e me mostraram uma radiografia que parecia indicar que meus pulmões estavam cheios de líquido. Foi-me dito que eu precisaria começar o tratamento imediatamente.

A tentação de simplesmente concordar com o tratamento médico foi grande. Afinal, estava muito frio lá fora e eu estava aquecido, seco e havia acabado de comer a melhor refeição desde que chegara à base. Mas, mesmo estudando a Ciência Cristã havia pouco tempo, eu sabia que precisava tomar uma posição contra a sugestão de que eu poderia estar doente ou de que eu pudesse apresentar alguma característica que não procedesse de um Deus inteiramente bom. Eu comecei a estudar a Ciência Cristã devido a uma cura que tivera e sabia que podia confiar nessa Ciência também naquela situação.

Eu disse ao médico que eu era Cientista Cristão e que desejava confiar exclusivamente na Ciência Cristã para restaurar a saúde. Ele me respondeu amavelmente e aceitou minha decisão, mas me disse que o médico que seria designado para o meu caso na segunda-feira poderia exigir um tratamento pela medicina, se meu estado não melhorasse durante o fim de semana. 

Naquela noite, recebi uma visita inesperada. Um colega com quem eu havia estabelecido uma forte amizade durante o treinamento básico e que havia testemunhado minha confiança na Ciência Cristã, trouxe minha Bíblia e o livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy. Fiquei cheio de gratidão por sua consideração.

Esses dois livros me ajudaram a voltar o pensamento para o poder de Deus, libertando-me da crença na doença e de sua evidência. Eu não melhorei naquela noite, mas estava me sentindo muito mais tranquilo.

No dia seguinte, recebi outra visita inesperada. Um representante da Ciência Cristã junto às Forças Armadas estava verificando se havia Cientistas Cristãos na base e encontrara meu nome na lista. Após verificar novamente, ele ficou sabendo que eu estava no hospital e resolveu me visitar. Qualquer um poderia pensar que eu ficaria nas nuvens com esse gesto amável, mas fiquei muito descontente com a aparência informal e inexpressiva daquele homem.

Uma das coisas que eu havia notado, antes de me interessar pela Ciência Cristã, era como os Cientistas Cristãos em minha cidade eram cultos e bem-sucedidos. O praticista e conferencista da Ciência Cristã, que sempre me dera muito apoio depois que comecei a estudar essa Ciência, estava sempre vestido de maneira impecável e tinha uma formação acadêmica significativa. A aparência descontraída do homem que estava me visitando não estava de acordo com a aparência que eu achava que um representante da Igreja de Cristo, Cientista, deveria ter.

Novamente, eu tinha uma decisão a tomar. Será que eu deveria confiar meu caso a ele ou tentar entrar em contato com um praticista em quem eu sabia que podia confiar? Enquanto ponderava sobre o que fazer, dei-me conta de que Cristo Jesus não tinha a aparência de um fariseu ou escriba, mas a de um simples carpinteiro. Sua aparência e instrução acadêmica não tinham nada a ver com a eficácia de suas curas. Tudo o que importava era seu amor a Deus e ao homem.

Decidi aceitar com gratidão o amor e a dedicação desse homem tão amável e com humildade lhe pedi que orasse por mim. Ele concordou gentilmente, compartilhou algumas ternas verdades, disse que oraria para mim e então se retirou. O que também parecia ter me deixado foi a presunção e a dureza de coração. A gratidão substituiu a crítica, e o entusiasmo que voltei a sentir pelo treinamento colocou de lado a atitude de querer apenas passar rapidamente por essa etapa. Eu sabia que estava curado e me regozijei com isso, muito embora o quadro físico ainda não manifestasse a cura.

Na segunda-feira, o novo médico me fez passar por uma bateria de exames, o que incluía tirar uma nova radiografia. Ele estava claramente perplexo, porque eu estava completamente livre de qualquer sinal da doença. A radiografia não mostrou nenhum vestígio de pneumonia. Eu não havia tomado nenhuma medicação. Eu tinha sido curado pela Ciência Cristã e nós dois sabíamos disso. Ele me deu alta e me mandou de volta para minha unidade, onde servi com gratidão, respeito e êxito.

Eu me formei em primeiro lugar na minha turma e fui aceito na Escola de Candidatos a Oficiais na especialidade que eu havia aprendido durante aquela etapa do treinamento. Tive muitas curas mais enquanto estive no Exército, mas nenhuma foi mais importante do que a humildade que adquiri ao compreender que, visto que Deus não julga de acordo com a aparência, eu também não deveria fazê-lo.

Jack Train
Boston, Massachusetts, EUA

Tradução do original em inglês publicado na edição de 20 de fevereiro de 2017 do Christian Science Sentinel. 

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A Missão dO Arauto

Em 1903, Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto da Ciência Cristã. Seu propósito: "...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade". A definição de “arauto”, conforme consta de um dicionário: “precursor, um mensageiro enviado com antecedência para anunciar a proximidade daquilo que está por vir”, proporciona um significado especial ao nome Arauto, além de destacar a obrigação de cada um de nós, a de nos certificarmos de que nossos Arautos cumpram sua incumbência, uma incumbência que é inseparável do Cristo e que foi anunciada primeiramente por Jesus (Marcos 16:15), “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, 7 de julho de 1956

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