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Original para a Internet

Recusemo-nos a odiar

Da edição de dezembro de 2021 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 20 de setembro de 2021.


À medida que oro a respeito da agitação, do ódio e das doenças que parecem estar presentes em tantos lugares, hoje em dia, tenho sentido cada vez mais a necessidade de seguir ativamente os ensinamentos de Cristo Jesus e seu exemplo de puro amor.

Por mais repugnantes que fossem as atitudes e atos de seus adversários, Jesus nunca se deixou levar pelo ódio. Em vez disso, ele disse aos seus seguidores: “Amai os vossos inimigos”. E ele provou o poder dessa disciplina espiritual de diversos modos, principalmente por meio da cura. Quando nos empenhamos em compreender os ensinamentos de Jesus e os de sua seguidora, Mary Baker Eddy, nós também podemos contribuir para a harmonia e a cura no mundo ao nosso redor.

Mary Baker Eddy, que descobriu a Ciência Cristã, escreveu em um artigo intitulado “Amai os vossos inimigos”: “Não odieis ninguém, pois o ódio é um foco de infecção que propaga seu vírus e termina matando. Se lhe damos consentimento, ele nos domina, trazendo ao que odeia um sofrimento após outro, ao longo do tempo e no além” Miscellaneous Writings [Escritos Diversos] 1883–1896, p. 12).

A questão é como podemos viver sem odiar ninguém, em um mundo que parece tão dividido e tão cheio de raiva e desconfiança? O que me ajuda é a ideia de que Deus é a Mente divina, sempre inteligente e nunca confusa ou com medo. Podemos orar para essa Mente, em busca de orientação e respostas, não importa a situação que estejamos enfrentando.

A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “A Mente é Deus. O exterminador do erro é a grandiosa verdade de que Deus, o bem, é a Mente única, e de que o oposto hipotético da Mente infinita — chamado diabo, ou o mal — não é a Mente, não é a Verdade, mas é um erro, sem inteligência nem realidade” (p. 469).

Em termos práticos, isso significa que devemos recusar-nos a acreditar que somos inevitavelmente vítimas de mentes em guerra, que podem dividir, manipular ou destruir umas às outras. Quando reconhecemos que Deus, o bem, é a única Mente legítima, e deixamos essa Mente divina governar nossos pensamentos e ações, estamos então nos unindo à inteligência divina que ama todas as suas ideias — todos nós, como filhos e filhas espirituais de Deus. Essa Mente, Deus, não apenas está sempre presente, mas criou cada um de nós para expressarmos seu amor ilimitado.

Essa compreensão não é um conjunto de “bons pensamentos”. nem é mera ingenuidade. Na verdade, é uma compreensão que muda nossas atitudes em relação a tudo o que estamos enfrentando. Dá-nos poder para superar o medo, a suspeita e a condenação, que podem atrapalhar o progresso.

Experimentei isso de uma forma modesta, quando eu estava encarregada de encerrar uma atividade sem fins lucrativos. Do nada, recebemos a notificação de uma empresa de cobrança, indicando um valor significativo, referente a uma conta que pensávamos haver encerrado. Fiquei com muitas suspeitas e uma sensação de injustiça. Uma complicação a mais era que não havíamos recebido nenhum comprovante do encerramento da conta.

Eu ouvira dizer que aquela empresa em particular não tinha boa reputação, então também comecei a me deixar levar pela raiva. Mas compreendi que essa não era uma maneira de pensar que levaria à cura. Aliás, impede-nos de sentir o amor sanador que Jesus viveu.

O que me ajuda é a ideia de que Deus é a Mente divina, sempre inteligente e nunca confusa ou com medo.

Então, em vez de continuar com raiva, procurei um caminho melhor a seguir. Orei para lidar respeitosamente com a pessoa que estava me atendendo na empresa, e me recusei a acreditar que qualquer força a não ser Deus, a Verdade divina, tivesse poder. Fiquei ainda mais firme, determinada a encontrar uma solução inspirada por Deus, que levaria à paz.

Então aconteceu de eu me encontrar com uma amiga que lidava com questões financeiras. Depois de concluir outro assunto, ela me perguntou como eu estava. Ocorreu-me mencionar o problema que eu estava enfrentando, e ela imediatamente deu algumas sugestões novas sobre como proceder. Em pouco tempo, a situação toda foi resolvida.

Uma vantagem especial foi que, durante as negociações, percebi que eu conseguia falar com a representante da companhia de cobrança com amor e respeito, e ela fazia o mesmo comigo. Agora, sempre que penso nessa experiência, sinto gratidão pelo Amor divino. E minha atitude em relação a essa empresa mudou totalmente para melhor.

Admito que esse é um pequeno exemplo. Mas mostra o valor de um compromisso genuíno para com a Verdade divina e o amor como aquele que Jesus ensinou. A parte vital é nos mantermos firmes no Amor divino e no reconhecimento de que há apenas uma Mente. Nossas orações e nossa obediência à orientação da Mente divina podem revelar qualquer inspiração de que precisamos para ajudar a trazer cura ao nosso mundo.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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