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Web Original

Cura de câncer

From the junho de 2018 issue of The Herald of Christian Science

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 13 de abril de 2018.


Depois de vinte e um anos de carreira militar, aqui nos Estados Unidos, estava passando pelo exame médico anual exigido pelo órgão governamental que trata dos veteranos e do qual eu recebia pensão. Durante esse exame, recebi o diagnóstico de uma rara forma de câncer no pâncreas. Como Cientista Cristão, desde o início neguei mentalmente essa alegação. Porém, quanto mais eu negava que essa alegação fosse verdadeira, mais a aparente evidência parecia confirmá-la. Apenas negar a alegação não era o suficiente; percebi que precisava manter uma confiança vigilante naquilo que eu sabia ser a verdade a respeito de mim mesmo, como a imagem e semelhança de Deus.

Mantive meu pensamento firme no fato espiritual de que Deus, o Espírito, e o homem, o reflexo do Espírito, são um e são inseparáveis. Sendo assim, o homem não poderia existir sem Deus e Deus não poderia ser manifestado sem Seu reflexo, o homem, ou seja, cada um de nós. Foi fundamental manter-me firme, de maneira radical e completa, nessa percepção espiritual, para rejeitar a alegação errônea que estava por trás do diagnóstico material, para superar o medo de estar separado de Deus e para encontrar a cura.

Às vezes, precisamos nos manter vigilantes na verdade para superar a resistência obstinada da mente carnal, ou seja, da mente mortal. Uma passagem de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, explica: “Para sermos imortais, temos de abandonar o senso mortal das coisas, volver-nos da mentira da crença errônea para a Verdade, e colher da Mente divina os fatos sobre o existir” (p. 370). Quando vigiamos nosso pensamento e oramos com a compreensão da verdade espiritual, conseguimos não cair na armadilha de concordar ou aceitar que as desarmonias sejam reais e, dessa forma, podemos curá-las.

Cristo Jesus não perguntava qual o prognóstico nem o nome da doença. Ele não reconhecia diferentes categorias de “pequenos problemas” ou “problemas maiores e mais difíceis”. Todo e qualquer problema era igualmente uma alegação de desarmonia — a aparência externa de uma suposta separação entre o homem e Deus, o bem — e cada problema podia ser curado. Como lemos em Ciência e Saúde: “Jesus reconhecia na Ciência o homem perfeito, que lhe era visível ali mesmo onde os mortais veem o homem mortal e pecador” (pp. 476–477).

Depois de manter meu pensamento firme na verdade e rejeitar a falsa alegação da matéria, que não é nada mais do que uma sugestão agressiva da mente mortal, não senti mais medo e tive a certeza de que o elemento nocivo havia sido removido. Embora os médicos estivessem falando em cirurgia, pedi que fosse feito um novo exame, para provar que o câncer desaparecera.

Fiquei surpreso, entretanto, quando o médico disse que o tumor estava maior e que havia também uma mancha no pulmão. Fiquei tão chocado que senti, de repente, muito medo. Mas uma vida toda de cura pela Ciência Cristã me deixava com a resposta única e certa de que eu precisava aprofundar minha compreensão espiritual, para provar a proteção e o amor perfeito do Cristo, a verdade do existir.

Durante esse período, lembro-me de ter escutado um artigo em áudio, explicando que a mente mortal é mentirosa, não importa o que ela alegue, porque suas alegações são mortais e materiais, em vez de espirituais. Quantas vezes acreditamos na mentira de que nossa identidade é mortal, quando essa mentira nos é repetida de forma tão estridente?

Como a mentira de que eu tinha uma doença grave estava sendo repetida vigorosamente, eu sabia que precisava me apoiar ainda mais firmemente na verdade de que minha existência é espiritual e perfeita. Afirmei que eu não era uma criatura isolada, com um Deus distante separado de mim. Orei para compreender que Deus e o homem são um (inseparáveis) e perfeitos e que, portanto, eu nunca estava, nem por um instante, separado da harmonia e da saúde divina. Nunca houve um desvio da harmonia nem um retorno à harmonia.

Pedi, imediatamente, a um Praticista da Ciência Cristã que orasse por mim e me desse tratamento pela Ciência Cristã. O praticista trouxe o discernimento de que a criação do homem por parte de Deus estava livre de acidentes, doenças ou desarmonias. Compreender a criação de Deus nos coloca “no esconderijo do Altíssimo” (Salmos 91:1) — na compreensão de que só a Mente divina governa.

Na semana seguinte, os médicos militares me ligaram para marcar uma consulta com especialistas em câncer. Disse-lhes gentilmente: “Não obrigado! Eu me recuso a ser um paciente com câncer”. Escrevi um e-mail aos médicos, agradecendo suas boas intenções, mas fechando a porta para mais soluções médicas.

Quando estava prestes a clicar em “enviar”, o telefone tocou. Era um dos médicos, insistindo em que recusar o tratamento seria muito perigoso. Agradeci-lhe pelo interesse e gentilmente recusei seus préstimos.

Um dia depois, um cirurgião oncologista ligou e disse que queria conversar comigo sobre algo que era difícil de explicar pelo telefone. Por isso, no dia seguinte, fui ao consultório e o cirurgião disse que, como especialista em câncer do pâncreas, ele estava em uma posição difícil, porque nunca tinha visto um caso como o meu. Ele, então, comparou o exame original que mostrava o tumor, com o segundo exame feito quatro semanas depois, aquele que eu solicitara. Ele disse que, na tentativa de encontrar o mesmo câncer que estava claro no primeiro exame, fora feito um diagnóstico errado na interpretação do segundo exame. Ele declarou que não conseguira encontrar nenhum traço de câncer no segundo exame. Acrescentou que, embora precisasse respeitar o exame inicial, que diagnosticara o câncer quatro semanas antes, se tivesse de operar naquele momento, depois de ver o segundo exame, ele não saberia onde cortar!

Lembrei-me das palavras do meu Professor da Ciência Cristã: “Viu? A mente mortal é mentirosa, sempre”.

Sou extremamente grato pela Ciência Cristã e pelas muitas bênçãos que resultaram dessa cura, que está completa já há três anos. Um resultado extra da minha profunda e consagrada oração foi que ela me ajudou a detectar, e a trabalhar para erradicar, uma tendência a me irritar com os supostos aborrecimentos do dia a dia. Sou especialmente grato pelo fato de que minha mulher, que é nova no país e na Ciência Cristã, tenha visto essa cura em primeira mão. Criada por pais que são médicos, em um país do leste europeu, ela testemunhou o poder e a verdade da Ciência Cristã. Constatei que nada é impossível para Deus.

Mark Rendina
Leawood, Kansas, EUA

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Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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