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Original para a Internet

Para jovens

Como parei de brigar com minha irmã

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 3 de agosto de 2020


Minha irmã e eu não nos dávamos muito bem. Ela era bagunceira, enquanto eu era organizada. Não tínhamos os mesmos interesses e não conseguíamos manter uma boa relação. Parecia que a única coisa que fazíamos era discutir e brigar. 

Um dia, quando fui pegar uma saia que queria usar, encontrei-a toda amassada no chão do meu armário. Minha irmã tinha jogado a saia ali depois de usá-la. Ela nem mesmo havia pedido permissão e, quando devolveu, não se deu nem ao trabalho de pendurá-la. Para mim, metódica como eu era, isso era mais do que um insulto.

Furiosa, peguei a saia do chão e fui para o porão, onde estava a tábua de passar. Lágrimas de frustração e raiva jorravam de meus olhos. Eu não gostava da minha irmã, mas o pior era um sentimento antes desconhecido: percebi naquele momento que eu também não gostava de mim mesma e da maneira como estava pensando.

Como aluna da Escola Dominical da Ciência Cristã, eu havia aprendido sobre a importância dos ensinamentos de Jesus, inclusive sobre o perdão e a ordem de amar. Mas Jesus fez mais do que simplesmente dizer aos discípulos que deviam perdoar e amar. Ele mostrou-lhes por que e como poderiam fazer isso. Cada um de nós é filho ou filha de Deus, o Amor divino. A capacidade de amar, portanto, faz parte de quem nós somos. 

Eu certamente não me sentia muito amorosa naquele momento. Sentia-me totalmente justificada na minha raiva e em todos os pensamentos negativos que estava nutrindo com relação à minha irmã, os quais rodopiavam na minha cabeça. Contudo, enquanto estava ali sozinha no porão, algo em mim mudou. Um lindo sentimento de paz tomou conta de mim. Pensando agora naquele momento, sei que foi uma resposta à oração, porque, por trás da raiva e da frustração, havia o desejo sincero de amar minha irmã e de viver como uma filha do Amor, como Deus me havia criado. 

Os sentimentos ruins desapareceram. Consegui reconhecer com clareza que eu podia ser a pessoa misericordiosa e repleta de amor que queria ser, porque essa era a identidade que Deus havia me dado. As atitudes da minha irmã não podiam mudar o fato de que eu refletia o Amor. Isso foi muito libertador.

Daquele momento em diante, a relação com minha irmã ficou diferente. Passei a sentir amor genuíno por ela, e o doce senso da minha própria pureza e amabilidade me encheram o coração. Nunca mais brigamos e até mesmo nos tornamos boas amigas. 

O que foi que aconteceu? Aprendi, aquele dia no porão, que minha felicidade, minha paz e minha capacidade de amar não dependem do que os outros fazem. Isso não significa que o mau comportamento dos outros esteja certo, nem que devemos simplesmente tolerá-lo. Mas entendi que somos bons e isso depende apenas de Deus e, quando reconhecemos isso, podemos sentir alegria e contentamento, independentemente das circunstâncias. Descobri que o amor é um dom que vem de Deus. É nosso e nada nem ninguém pode tirá-lo de nós. Somos a expressão do Amor e sempre seremos.

A mudança no relacionamento com minha irmã foi enorme. Ainda mais importante, porém, foi o fundamento que essa experiência estabeleceu para toda a minha vida. Percebi que a raiva, a mágoa e a autopiedade não levam a nada. Aliás, o que fazem é obscurecer nossa identidade espiritual amada e amorosa, como filhos de Deus. Por outro lado, recorrer a Deus e ouvi-Lo, nos momentos mais difíceis, permite-nos ver o bem em todas as pessoas de maneira mais rápida e completa. Isso, por sua vez, abre a porta para o poder do Amor, que nos reanima e cura os relacionamentos. 

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Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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