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Original para a Internet

Protegida em toda parte

Da edição de julho de 2018 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 7 de maio de 2018.


Não tenho palavras para descrever como sou grata pelo fato de a Ciência Cristã sempre ter estado em minha vida. Meus pais e meus avós, todos eles estudantes da Ciência Cristã, sempre apoiaram e nutriram a naturalidade com que eu compreendia que cada um de nós é o filho amado de Deus. Foi maravilhoso conhecer essa jubilosa verdade durante minha infância e adolescência (e como adulta também). Sempre me senti livre por saber e confiar no fato de que a segurança e o amor estão presentes no reino universal de Deus.

Cristo Jesus ensinou: “...Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:20–21). À medida que aprendi a reconhecer e a sentir a presença de Deus dentro de mim, passei a sentir mais liberdade e confiança, qualquer que fosse a situação. No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy declara: “O paganismo e o agnosticismo talvez definam a Deidade como ‘o grande incognoscível’; mas a Ciência Cristã traz Deus para muito mais perto do homem, e faz com que conheçamos melhor a Deus como o Tudo-em-tudo, perpetuamente junto do homem” (p. 596). Essa consciência de estar bem junto com Deus, o Amor divino, nos guia e protege, e constitui uma presença muito tangível em nossa vida. 

Sempre me senti livre por saber e confiar no fato de que a segurança e o amor estão presentes no reino universal de Deus.

Recentemente, minha filha me contou que, durante uma viagem que fez sozinha, durante a visita a uma grande cidade, um estranho na rua a ameaçou com violência física. Ela imediatamente começou a orar, sabendo que, mesmo que alguém estivesse fazendo tais ameaças, na verdade essa não era a maneira de agir do homem à imagem de Deus. Ela seguiu seu caminho, ilesa, e continuou a orar, afirmando que podia amar a todos, em especial aqueles de quem ela sentia a tentação de temer, e que podia amá-los, reconhecendo-lhes a natureza verdadeira, ou seja, a de filhos de Deus. Ela disse que, quando se voltou a Deus em oração, compreendeu que não tinha nenhum motivo para se sentir intimidada.

Depois que conversamos, senti-me impelida a orar e a expressar gratidão a Deus por essa prova do poder do Amor divino e de ver que Deus é o bem. Reconheci a Deus como constantemente presente e poderoso, sempre protegendo Seus filhos. Essa proteção incluía tanto minha filha como o homem que havia tentado causar-lhe dano. Eu sabia que não era natural à Mente infinita, Deus, criar uma pessoa violenta ou permitir que alguém fosse uma vítima. Seja qual for o quadro material, mortal, o Amor divino está sempre presente para proteger suas amadas ideias. Conforme lemos em Salmos: “Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda” (91: 9, 10).

Ao terminar de orar dessa maneira, lembrei-me de uma ocasião em que eu tinha a idade da minha filha, quando tive de demonstrar essas verdades em minha própria vida. Eu nunca, durante anos, havia contado a ninguém o que havia acontecido. Acho que tinha medo de ser vista como imprudente e ingênua, ou de que pusessem a culpa em mim. Mas agora que essa experiência ressurgiu em meu pensamento, achei que era hora de expressar gratidão.

Quando terminei a pós-graduação, fiz uma viagem de três meses ao redor do mundo, em especial pela Ásia, para comprar pedras preciosas e conhecer as pessoas e as culturas com as quais entraria em contato. Não consegui achar ninguém para viajar comigo, portanto, decidi ir sozinha. Eu estava confiante na decisão que tomara porque sabia que nunca estaria sozinha. Deus estava sempre comigo. Meus pais não mostraram nenhuma hesitação em me deixar viajar sozinha ― embora soubéssemos que a comunicação entre nós seria por meio de cartas e bem poucas chamadas telefônicas, muito caras naquela época. Acho que eles mesmos compreendiam minha conexão inquebrantável com Deus. Uma estrofe de um hino expressa o espírito de liberdade e alegria que senti ao empreender essa viagem, mesmo sendo muito jovem e indo sozinha:

Pai, Teus amorosos filhos,
   Hoje, a Ti, felizes vão;
Sabem que no Teu carinho,
   Terno apoio acharão.
(Elizabeth C. Adams, Hinário da Ciência Cristã, 58, trad. © CSBD)

Eu esperava fazer novos amigos no decorrer do passeio e poder testemunhar as diversas virtudes e encantos dos filhos de Deus e da Sua criação. E foi o que fiz. Encontrei a bondade e o amor que eu esperava. Isso exigia ouvir a orientação de Deus e orar em gratidão pelo Seu poder sempre presente. Eu ia com essas ideias no pensamento, e em geral era fácil reconhecer os sinais da bondade e do amor de Deus sempre presentes. Mas, ocasionalmente, eu precisava olhar a superfície do quadro humano e material com mais profundidade, para encontrar esses sinais.  

Perto do final do segundo mês da minha aventura, tomei um ônibus para uma região distante. No ônibus havia um homem que estava hospedado no mesmo hotel que eu. No dia seguinte, ele estava na mesma excursão que eu. O fato me incomodou, pois notei que ele estava me seguindo. Então, quando o guia da excursão me convidou para jantar naquela noite eu aceitei, pensando que isso faria com que o homem que estava no ônibus parasse de aparentemente me seguir.

Ao entardecer, o guia da excursão me apanhou com sua motocicleta e fomos para os arrozais na zona rural. Comemos macarrão em um pequeno restaurante num local distante e isolado e eu fiquei sabendo que ele era exímio lutador de artes marciais. Anoiteceu e eu estava pronta para voltar para a cidade. Mas, em vez disso, ele estacionou a motocicleta junto a um conjunto de casas de um único cômodo, construídas sobre palafitas. Ele entrou em uma delas e retornou com uma chave. Naquele momento, percebi que aquela era a versão local de um motel e me recusei, em voz alta, a entrar no quarto com ele.  

Eu sabia que tinha de me agarrar firmemente à verdade da eterna presença de Deus. Afirmei em meu pensamento que eu nunca poderia estar em perigo porque, onde quer que eu estivesse, Deus estava exatamente ali. E continuei em voz alta a recusar-me a entrar no quarto com aquele homem. Ele não gostou do barulho que eu estava fazendo, portanto, voltamos para a motocicleta. Pedi-lhe que me levasse ao meu hotel, mas, em vez disso, ele me levou para o meio dos arrozais bem longe de onde alguém pudesse me ouvir.

Parecia que eu estava em apuros, mas permaneci calma e atenta para ouvir o que Deus sabia a respeito da situação. Ocorreu-me dizer ao homem com calma e confiança: “Você é filho de Deus. Você não quer fazer isso!” Ele olhou-me com surpresa e logo me mandou voltar para a motocicleta. Em seguida, começamos o longo percurso de volta para a cidade, onde ele me deixou em meu hotel.

Sou grata por poder dizer que descansei pacificamente naquela noite, um bom sinal do cuidado sempre presente de Deus. Eu não estava tremendo de medo nem lidando com um senso depressivo de ter sido vítima de alguém. Não me lembro de ter ficado com raiva do homem. Eu reconheci, e declarei, sua verdadeira natureza como filho de Deus e essa verdade teve um efeito poderoso e protetor. Eu ainda estava sozinha em um hotel no interior do país, mas sabia que a presença de Deus estava comigo. Outra estrofe do mesmo hino acima expressa o que eu senti na ocasião:

Em Teu lar, a salvo, estamos,
   Onde há só perfeição;
Teu prazer nós partilhamos
   Vendo Tua criação.
Ao viver em alegria,
Sem temor no coração,
   Só em ti nós confiamos;
Pai és Vida em ação.

Vivemos, nos movemos, e existimos no reino de Deus, e podemos agir livremente sabendo que essa é a verdade. Ao seguir em frente com minha vida, com humildade passei a ouvir mais atentamente a sábia orientação de Deus e a confiar na Verdade e no Amor divinos para me indicarem o caminho. Essa foi uma oração poderosa e protetora porque depois disso nunca na vida tive medo das outras pessoas nem as observei pensando na possibilidade de que pudessem me causar algum dano.

À medida que continuava a fazer novas amizades e a seguir em frente com minhas viagens, eu não o fazia com uma cegueira otimista sobre a realidade, mas com uma confiança absoluta em Deus, o Princípio divino, o Amor, e no fato de que nós todos somos filhos de Deus, criados por Deus para agirmos de acordo com Sua lei de harmonia e amor. Essa confiança na bondade e na proteção sempre presentes de Deus continuou ao longo da minha vida.

A Bíblia diz: “Canta, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e, de todo o coração, exulta, ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum” (Sofonias 3:14, 15). Em todas as situações, Deus, nosso bom Pastor, nos protege e nos mantém livres e puros.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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