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Original para a Internet

O valor da pureza das crianças

Da edição de outubro de 2017 dO Arauto da Ciência Cristã

Tradução do original em inglês publicado na edição de 9 de janeiro de 2017 do Christian Science Sentinel.

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 17 de agosto de 2017.

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No verão passado, eu fiquei bem contente de ver a filhinha do meu primo brincando com outras crianças, em alguns dos parquinhos espalhados pelo noroeste de Londres. Como em qualquer outra grande área metropolitana, com sua grande diversidade étnica, esses locais são oásis, longe da agitação da vida na cidade, nos quais pais e filhos, vizinhos e amigos, podem reunir-se e compartilhar os balanços, as caixas de areia e os escorregadores que estão ali para todos aproveitarem. Eles incentivam a paciência, a partilha e a boa vontade entre as crianças e os adultos. 

Sabemos pelos Evangelhos que Cristo Jesus incentivou os pequeninos a irem até ele. Inicialmente, os discípulos de Jesus achavam que as crianças não eram importantes a ponto de merecerem a atenção do Mestre, mas lemos o relato no Evangelho de Mateus de como Jesus os repreendeu por essa atitude. Na Bíblia, lemos: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus” (Mateus 19:13, 14).

Mary Baker Eddy, que desde pequena estudava a Bíblia com devoção, comentou o motivo de Jesus amar as crianças. Ela escreve em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Jesus amava os pequeninos por serem livres do que é errado e receptivos ao que é certo” (p. 236).

Há alguns anos, fui nomeada Superintendente da Escola Dominical da minha igreja filial. Tínhamos uma boa frequência que havia crescido recentemente com algumas crianças da vizinhança, cujos pais estavam começando a estudar a Ciência Cristã e queriam que seus filhos aprendessem as histórias da Bíblia e, principalmente, os ensinamentos de Cristo Jesus. Certa família trouxe os seus três filhos, e o mais novo, Frankie, foi para a turma dos menorzinhos. Ele ficou bem comportado durante todo o primeiro domingo e prestou atenção às histórias mas, no final da aula, ficou muito agitado e deu um soco no ouvido de outro garotinho. 

O garoto correu para a mãe em busca de conforto. Ela viu todo o incidente e quis curar a situação. Confortou o filho e disse-lhe: “Sabe, o Frankie quer ser seu amigo de verdade, mas ele não sabe como dizer isso a você.” As lágrimas logo secaram e todas as crianças foram alegremente para casa.

No domingo seguinte, quando as crianças começaram a tomar seus lugares, Frankie, que morava em uma área violenta da cidade e estava acostumado a deixar que seus punhos falassem por ele, estava prestes a bater novamente no mesmo garotinho. Mas este foi mais rápido. Ele colocou o braço ao redor do ombro de Frankie e disse: “Frankie, você é meu amigo e amigos não batem uns nos outros”. Esse foi o fim do problema. Os dois se sentaram juntos todos os domingos por anos, até que uma das famílias se mudou. Nunca esquecerei como o Amor divino uniu com tanta graça aquelas crianças e selou sua amizade.

Nós podemos aprender mais a respeito de nossa pureza inata como reflexos de Deus.

As crianças são o recurso mais valioso do mundo. Nós aprendemos com elas. Elas expressam espontaneidade, afeto e inocência. Todos nós, como progênitos de Deus —  Seus amados filhos e filhas — também expressamos naturalmente essas qualidades. É verdade que elas podem ficar esquecidas com as responsabilidades da vida adulta, as quais se acumulam sobre nós, embora essas qualidades sejam inerentes à nossa natureza espiritual como a imagem, ideia, de Deus. É importante cultivarmos e expressarmos em nós mesmos essas qualidades puras como a das crianças, porque elas neutralizam o materialismo do dia a dia, que pintaria o homem como uma criatura material, egoísta e gananciosa — um ser egocêntrico, em vez de uma expressão de Deus, centrada na Deidade.

Há uma história na Bíblia que nos mostra a receptividade das crianças ao Cristo, a Verdade. No livro de Mateus, lemos a respeito do Metafísico por excelência, Jesus, que entrou no templo em Jerusalém e, com a autoridade do Cristo que ele representava, censurou as práticas gananciosas e corruptas que ocorriam em nome da religião. E qual foi o resultado desse esforço de limpeza? “Vieram a ele, no templo, cegos e coxos, e ele os curou.” Mas lemos que as crianças também estavam ali. Reconhecendo a missão do Cristo que ele desempenhava, elas cantavam em voz alta: “Hosana ao Filho de Davi”! Os principais sacerdotes e os escribas ficaram indignados com isso e Jesus respondeu-lhes com uma citação das Escrituras: “Nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?”(Mateus 21:14–16).

É digno de nota que, em seu primeiro sermão nA Igreja Mãe, em maio de 1895, a Sra. Eddy tenha saudado a congregação, dizendo: “Filhinhos amados” e na sequência “o mundo precisa de vós — e mais como crianças do que como homens e mulheres: precisa de vossa inocência, vosso desprendimento do ego, vosso afeto sincero, vossa vida incontaminada. Vós precisais também vigiar, e orar para preservar essas virtudes imaculadas, sem perdê-las no contato com o mundo. Que ambição mais grandiosa pode haver do que a de manter em vós aquilo que Jesus amava, e saber que vosso exemplo, mais do que as palavras, estabelece a moral para a humanidade!” (Miscellaneous Writings [Escritos Diversos] 1883–1896, p. 110). Essa mensagem é com certeza tão imperativa para nós hoje como era na época em que foi proferida. 

Por que essas “virtudes” são tão valiosas no mundo de hoje? Porque elas representam a natureza do homem como filho de Deus — o ideal do Cristo que Jesus viveu de forma tão perfeita. Elas são as qualidades que trazem a cura à consciência humana. Quando as alimentamos e as colocamos em prática, reconhecemos mais nossa própria estatura, e a de todos os outros, como membros da família universal de Deus. Nós captamos novamente o frescor e a alegria das crianças, qualidades que estão dentro de nós como filhos de Deus. Ficamos mais receptivos a novas ideias e a novas maneiras de viver.

Regozijemo-nos porque, por meio do estudo e da prática diária da Ciência Cristã, somos capazes de aprender mais a respeito de nossa pureza inata semelhante à das crianças, pureza que é nossa por sermos o reflexo de Deus, e com isso estamos bem equipados para realmente contribuir à cura do nosso mundo.

Tradução do original em inglês publicado na edição de 9 de janeiro de 2017 do Christian Science Sentinel.

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 17 de agosto de 2017.

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A Missão dO Arauto

Em 1903, Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto da Ciência Cristã. Seu propósito: "...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade". A definição de “arauto”, conforme consta de um dicionário: “precursor, um mensageiro enviado com antecedência para anunciar a proximidade daquilo que está por vir”, proporciona um significado especial ao nome Arauto, além de destacar a obrigação de cada um de nós, a de nos certificarmos de que nossos Arautos cumpram sua incumbência, uma incumbência que é inseparável do Cristo e que foi anunciada primeiramente por Jesus (Marcos 16:15), “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, 7 de julho de 1956

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