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Original para a Internet

O Amor divino não conhece nenhuma despedida ou dor

Da edição de fevereiro de 2022 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 1 de novembro de 2021.


Você já se sentiu separado daqueles a quem ama? Eu certamente já. Muitas situações — distâncias geográficas, desacordos, distanciamento social e circunstâncias, tais como a morte de um amigo ou parente próximo — podem nos fazer sentir sozinhos ou isolados.

Mas o estudo da Ciência Cristã me mostrou que há uma maneira de curar a dor da separação, colocando nossas relações em uma base espiritual mais segura. A Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy, sofreu muitas perdas, incluindo a morte do marido quando era recém-casada, e mais tarde ver-se separada de seu único filho. Mas percebeu que a compreensão correta a respeito de Deus e de nossa relação com nosso Pai-Mãe pode proporcionar felicidade e paz duradouras. Ela escreveu no livro-texto da Ciência Cristã: “Compreender espiritualmente que há um só Criador, Deus, desdobra toda a criação, confirma as Escrituras, traz a doce segurança de que não há separação nem dor, e de que o homem é imorredouro, perfeito e eterno” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 69).

Pensei nessas palavras “ não há separação nem dor”. É o sentimento de apego pessoal que nos faz sofrer, quando nos separamos de alguém. Se um conhecido que mora longe se mudasse de casa, ou não estivesse mais conosco, não teríamos tal sensação de perda.

Sentir-nos apegados a alguém de quem gostamos parece perfeitamente normal. Alguns podem até dizer que, se não sentíssemos apego, então algo não estaria certo no nosso relacionamento. Mas um amigo me fez lembrar que o verdadeiro amor — o amor puro que vem de Deus — não é pessoal e não precisa de contato humano. 

Não há nem separação nem dor para os filhos de Deus, apenas a consciência da presença eterna do Amor.

Em uma reminiscência biográfica da Sra. Eddy, escrita pelo Reverendo Irving C. Tomlinson, ele relata que, quando uma das pessoas que morava na casa dela lhe perguntou: “A Senhora me ama?”, ela respondeu: “Eu simplesmente amo. Assim como o sol brilha, eu simplesmente amo” (Twelve Years with Mary Baker Eddy [Doze anos com Mary Baker Eddy], Edição Ampliada, p. 225). Embora conhecida por seus atos de bondade e profunda afeição pelos outros, a Sra. Eddy constantemente fazia com que o pensamento não olhasse para o senso pessoal de amor, mas se volvesse em direção ao Amor divino, que é imparcial e infinito. Ela escreveu: “O Amor universal é o caminho divino na Ciência Cristã” (Ciência e Saúde, p. 266), e demonstrou o poder desse amor imparcial e espiritual na cura dos doentes, assim como Cristo Jesus fazia.

Confiar verdadeiramente no fato de que o Amor divino é a fonte de toda a bondade me ajudou a ver que, para ser feliz, não preciso me apoiar em um senso pessoal de amor. A Bíblia nos diz: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1:17).

Deus não priva nenhum de nós de uma linda dádiva. O Amor divino nos dá todo o amor de que necessitamos e tudo o mais para podermos progredir, incluindo alegria, realizações e a garantia de estar seguros e bem cuidados. Se achamos que essas bênçãos dependem de uma pessoa, elas não são permanentes. Mas quando compreendemos que são uma expressão do amor de Deus por nós, não tememos que, de alguma forma, possamos perdê-las. Tornamo-nos mais conscientes das muitas maneiras pelas quais o Amor divino sempre se manifesta em nossa vida, e o expressamos liberalmente.

Essa compreensão me libertou de um anseio pela presença de uma amiga querida, que havia se mudado para outro lugar. Ela era como um raio de sol, trazendo alegria para a vida de todos que a conheciam. Havia morado perto de minha casa, e de vez em quando íamos dar uma volta, e depois das nossas conversas eu sempre me sentia feliz e inspirada. Embora eu concordasse em que a mudança seria muito boa para ela e para sua família, e eu estivesse feliz por eles, passei por uma profunda sensação de perda.

Qualquer sensação de estar separada do bem é a crença equivocada de que podemos ser separados de Deus, mesmo por um momento sequer.

Mas à medida que me concentrei menos no que eu estava perdendo e mais em perceber em todos os lugares evidências do amor de Deus por mim e por todos, meu pensamento se expandiu para incluir atividades que antes eu nunca quisera fazer. Eu disse sim a novas oportunidades. Isso me levou a encontrar companheirismo em outras amizades, em lugares que eu não havia imaginado, que me trouxeram alegria.

Embora eu ainda goste de ter notícias da minha amiga, nunca mais senti anseio por sua presença. Parei de tentar preencher com uma pessoa minhas carências afetivas, e sou grata pelas muitas bênçãos que já recebi. Além disso, aprendi que qualquer sensação de estar separada do bem é simplesmente um falso senso de realidade — a crença equivocada de que podemos ser separados de Deus, mesmo por um momento sequer. A Bíblia, no entanto, nos diz que Deus é um só e que somos um com Deus como Seu reflexo. Um reflexo nunca pode ser separado do que reflete.

A Bíblia também diz que Deus é infinito e sempre presente, e que nada tem o poder de nos separar do amor de Deus — nem problemas, nem perigos, nem ocupações, nem pessoas, nem mesmo a morte (ver Romanos 8:38, 39). Não podemos ser separados do Amor em ponto algum no tempo ou no espaço. Por isso faz sentido o fato de que não podemos jamais, por um momento sequer, ser separados uns dos outros como reflexos do Amor. Isso ficou tão claro para mim, que quando soube da morte inesperada de um amigo de nossa família, não senti como se nossa amizade tivesse acabado.

Nossa Líder escreve: “Visto que Deus está sempre presente, nenhuma linha divisória de tempo pode separar-nos dEle nem do céu de Sua presença; e, visto que Deus é a Vida, toda a Vida é eterna” (A Unidade do Bem, p. 37). Quando temos pelo menos um vislumbre da criação espiritual de Deus, percebemos que não há nem separação nem dor para os filhos de Deus, apenas a consciência da presença eterna do Amor.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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