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Original para a Internet

Recorra à fonte verdadeira

Da edição de novembro de 2017 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 19 de setembro de 2017.

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Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 494). Como pode o “Amor divino”, aparentemente abstrato, satisfazer a “necessidade humana”, aparentemente concreta? 

Durante uma seca que afetava uma grande área, o profeta Elias foi orientado pelo Senhor a ir à cidade de Sarepta, onde Deus lhe revelara que ele encontraria certa viúva que lhe daria sustento (ver 1 Reis 17). Obedecendo à orientação de Deus, ele encontrou essa mulher, mas acontece que ela possuía tão pouco suprimento que nem sequer conseguia ter alimento para si mesma, muito menos ajudar outra pessoa. Como tinha só um punhado de farinha e um pouco de azeite, ela havia planejado preparar uma refeição final para si e para seu filho, para depois morrerem. 

Elias lhe disse: “Não temas” e orientou-a a usar a farinha para fazer primeiro um bolo pequeno para ele e depois para ela e para o filho. Ele lhe prometeu que nem o azeite nem a farinha acabariam até o dia em que chovesse sobre a terra e acabasse a seca. A mulher obedeceu à ordem de Elias e o óleo e a farinha continuaram a alimentar os três, conforme ele havia prometido. 

Como poderia Elias ter tanta confiança de que a farinha e o azeite não acabariam, antes de haver chuvas? Em Filipenses, Paulo escreve: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (4:19). Embora Elias tivesse vivido bem antes do ministério de Cristo Jesus, ele confiava no mesmo Deus amoroso que Jesus apresentou, e que era capaz de satisfazer a necessidade.

De Elias a Paulo, inclusive até a descoberta da Ciência Cristã pela Sra. Eddy, e até os dias de hoje, permanece o fato de que Deus, o Espírito, é nossa verdadeira fonte de suprimento. O suprimento, então, tem uma origem inteiramente espiritual. Compreender esse fato produz resultados na experiência humana. A Sra. Eddy escreve: “Deus vos dá Suas ideias espirituais, e elas, por sua vez, vos dão o suprimento diário. Jamais peçais para amanhã: é suficiente o fato de o Amor divino ser uma ajuda sempre presente; e se esperardes, jamais duvidando, tereis tudo o de que necessitais, a cada momento” (Miscellaneous Writings [Escritos Diversos] 1883–1896, p. 307).

Há vários anos, quando eu fazia parte da diretoria da minha filial da Igreja de Cristo, Cientista, estávamos estudando um pedido para a aquisição de um novo órgão, a um custo bastante alto. Num determinado momento, mostrei uma planilha de custo e disse: “Não estamos em condições de comprar um órgão tão caro”. Imediatamente, outro membro da diretoria respondeu mais ou menos assim: “Steve, acho que não é uma planilha de custos que precisamos consultar, para ver qual é a verdadeira fonte do nosso suprimento”.

Essa declaração me despertou. Eu sabia que minha companheira de diretoria estava certa em seu comentário, e meu pensamento limitado foi corrigido. Compreendi que ela não estava advogando uma tomada de decisão imprudente, mas chamando minha atenção para o fato de que Deus supre a todos nós, Sua criação espiritual, com tudo de que necessitamos. Por meio da oração, podemos esperar ver a evidência dessa verdade espiritual em nosso dia a dia. 

Deus supre a todos nós, Sua criação espiritual, com tudo de que necessitamos.

Três dias depois daquela reunião, recebi um telefonema informando que uma pessoa, que havia frequentado nossa igreja décadas antes, desejava fazer uma doação e estava pensando se precisávamos de algo em particular. Essa pessoa não tinha a menor ideia de que eu estava na diretoria da igreja ou que tínhamos uma necessidade naquele exato momento. Expliquei sobre o órgão e, logo depois, fomos informados de que aquela pessoa enviaria um cheque que cobria o valor total necessário. A ironia de que eu, inicialmente o Tomé incrédulo, tenha sido exatamente aquele com o qual aquela pessoa entrou em contato para, finalmente, satisfazer a necessidade da nossa igreja, não passou despercebida em meu pensamento e me levou a ponderar ainda mais sobre o que eu aprendera com essa experiência.

Dei-me conta de que essa lição sobre onde buscamos suprimento remetia a outro aspecto importante de nossa vida: Onde buscamos suprimento de saúde? Recorremos ao nosso corpo físico “concreto”, tal como fizemos com uma planilha de custo, esperando pelos lucros? ou temerosos dos prejuízos? Em ambos os casos, estamos sendo tentados pela mente mortal, ou seja, pela contrafação da única Mente, Deus, a acreditar que nosso bem-estar depende da matéria limitada e de suas condições aparentes, às vezes desanimadoras, tal como a viúva que tinha apenas uma botija de azeite e um punhado de farinha.

Mas, a Ciência Cristã apresenta uma alternativa poderosa, que nos permite não ceder, e não atribuir legitimidade ao quadro material limitado da mente mortal. A Sra. Eddy escreve: “Devemos desviar nosso olhar da suposição oposta de que o homem seja criado materialmente, e volver o olhar para o relato espiritual da criação, para aquilo que deveria estar gravado na compreensão e no coração ‘com diamante pontiagudo’ e a pena de um anjo” (Ciência e Saúde, p. 521). 

O que é esse “relato espiritual da criação” para onde deveríamos “volver o olhar”? O primeiro capítulo do Gênesis nos informa que Deus criou o homem à Sua imagem, e que tudo o que Ele criou era “muito bom” (ver versículos 26, 27, 31). O “relato” para onde devemos volver o olhar, então, é o relato da nossa origem e fonte divinas.

Reconhecer que Deus é a nossa fonte é reconhecer que o nosso existir, nossa própria vida, é completamente suprida e sustentada pela Vida infinita, divina. Poderia essa Vida sustentadora nos dar algo oposto a si mesma, tal como o mal, a carência, a doença, a enfermidade, o pecado ou a morte? Não! Não sendo provenientes da infinidade de Deus, o bem, esses males não têm, em absoluto, nenhum fornecedor verdadeiro, portanto, devem ser erros dos sentidos ou meras negações. Eles podem parecer reais, tais como os déficits na planilha da mente e do corpo mortais, mas, uma vez que eles não têm nenhuma presença na Vida que é Deus, eles não têm nenhuma presença verdadeira em nenhum lugar.

Podemos dar-nos conta de nosso domínio dado por Deus sobre os erros, sobre as falsas crenças, que negam a provisão do bem infinito de Deus. E podemos assim demonstrar a irrealidade dessas alegações. À medida que nos pomos em sintonia com a mensagem do Cristo a respeito do amor infinito de Deus, compreendemos que o mal não tem nenhuma fonte, a carência não tem nenhuma realidade e que o pecado, a doença, a enfermidade, a desarmonia e a morte nunca podem diminuir a Vida. Essa mensagem confortadora do Cristo tem origem em nossa fonte verdadeira e em nosso provedor verdadeiro, Deus, e vem ao pensamento humano trazendo com ela a inspiração que satisfaz nossa necessidade de paz, saúde, sabedoria, provisão, compreensão espiritual e cura.

Jesus disse: “...Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6:8). Com base nos ensinamentos de Jesus, podemos confiar, com convicção, que nunca estamos desconectados da nossa fonte que tudo sabe, o Pai que nos ama e satisfaz todas as nossas necessidades.

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 19 de setembro de 2017.

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A Missão dO Arauto

Em 1903, Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto da Ciência Cristã. Seu propósito: "...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade". A definição de “arauto”, conforme consta de um dicionário: “precursor, um mensageiro enviado com antecedência para anunciar a proximidade daquilo que está por vir”, proporciona um significado especial ao nome Arauto, além de destacar a obrigação de cada um de nós, a de nos certificarmos de que nossos Arautos cumpram sua incumbência, uma incumbência que é inseparável do Cristo e que foi anunciada primeiramente por Jesus (Marcos 16:15), “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, 7 de julho de 1956

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