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Original para a Internet

Imunidade espiritualmente fundamentada

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 1º de março de 2021


Durante este período em que a sociedade está empenhada na busca de uma solução para a atual pandemia, incluindo a imunidade contra o contágio, os Cientistas Cristãos obedecem de bom grado a quaisquer requisitos legais e o fazem imbuídos de um espírito de amor fraternal para com os outros.

No entanto, a Ciência Cristã enfatiza a natureza mental de tudo aquilo que vivenciamos. Por conseguinte, enquanto as pesquisas médicas consideram o corpo material como o lugar em que o problema ocorre, e a vacina como a solução, os seguidores da Ciência do Cristo identificam o pensamento fundamentado na matéria como a causa da doença, e o pensamento inspirado por Deus como a cura, seguindo assim o ensinamento bíblico que diz o seguinte a respeito de um homem: “…como imagina em sua alma, assim ele é…” (Provérbios 23:7). Tudo o que aceitamos na consciência como se fosse nosso próprio pensamento, mais cedo ou mais tarde será manifestado em nossa experiência. Daí a necessidade de não admitir em nossa consciência nada que deprecie ou negue a natureza de Deus, o bem, e que, como consequência, deprecie e negue nossa própria natureza.

No livro-texto da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy destaca a natureza mental, subjacente, da doença, quando ela escreve a respeito da necessidade de exterminar “…todos os micróbios mentais do pecado e todos os germes do pensamento doentio…” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 164). Seja de forma involuntária, seja deliberadamente, acolhemos “os germes do pensamento doentio”, ou o erro, quando hospedamos em nossa consciência pensamentos pecaminosos ou de temor.  

A Sra. Eddy escreveu certa vez a um aluno: “O erro vem a ti em busca de vida, e a única vida que o erro tem é aquela que tu lhe dás” (Irving C. Tomlinson, Twelve Years with Mary Baker Eddy, Amplified Edition [Doze anos com Mary Baker Eddy, Edição Ampliada], p. 98).

A única maneira pela qual os pensamentos corruptivos, sejam eles de medo, de ódio ou de apego ao ego, podem ganhar vida ou expressão em nossa experiência, é se lhes emprestarmos a nossa identidade, dizendo: “Tenho medo; sinto ódio; sou vulnerável”, e em seguida, passarmos a vivê-los em nossa própria vida.

Em meio aos variadíssimos agentes mentais alojados na consciência materialista, encontra-se a apatia espiritual, que precisa ser desafiada a todo o momento. Se não for combatida, essa apatia pode resultar na assimilação de pensamentos errôneos, colocando em perigo nosso próprio progresso, e aniquilando nosso desejo de conhecer e amar a Deus de uma maneira mais profunda. Mas reconhecer a identidade perfeita de Deus, e a identidade do homem como criado à Sua imagem e semelhança, resultará passo a passo em nossa libertação da mortalidade, e dessa pandemia básica, universal, da qual a humanidade precisa ser salva. 

O que verdadeiramente nenhum de nós deseja é que nossa consciência seja orientada pela mentalidade material. Pelo contrário. Por mais prático e normal que seja lavar as mãos, muito mais necessário é lavar e limpar nossos pensamentos, tornando-os livres do materialismo.

Uma boa pergunta é: está o pensamento fazendo com que nos inclinemos rumo a Deus, ou está nos afastando para longe dEle? Estamos deixando nosso pensamento ser governado pela Mente divina, a única consciência infinita, a fonte de toda a saúde e harmonia? ou por uma consciência dessemelhante de Deus (e, portanto, irreal) chamada mente mortal, que representa uma inversão de tudo o que é bom?

É nessa consciência errônea que encontramos todo pecado, doença e morte. Todavia, essa consciência de corporalidade é o playground da mente mortal. Podemos negar-lhe identidade e despojá-la de toda identidade. Fazemos isso quando alcançamos o verdadeiro conhecimento do que realmente somos, quando alcançamos a percepção da nossa identidade espiritual em Deus, a Mente divina, na qual “…vivemos, e nos movemos, e existimos…” (Atos 17:28). Nessa Mente temos eterna segurança. 

A retidão, ou seja, a mentalidade correta, mantém nossa consciência imune a ataques virais de pensamentos ímpios. Nada é tão contagioso como o pensamento, tanto para o bem como para o mal. Essa é a razão pela qual é tão importante praticar o distanciamento mental — erguer uma barreira mental entre a nossa consciência e aquilo que parece ser uma aceitação generalizada das teorias materiais. Levando em conta que a porta da nossa consciência só pode ser aberta de dentro para fora, podemos proibir a entrada de qualquer coisa que seja danosa ou destrutiva. Mas, se um exército de pensamentos alienígenas — pensamentos materialistas e assustados — atacar a consciência através de alguma porta mental deixada aberta e não vigiada, a forma de corrigir a intrusão é por meio de um honesto exame de consciência.

A Sra. Eddy nos dá esta recomendação: “Vigiai, e orai diariamente, para que sugestões malévolas, qualquer seja o disfarce com que se apresentem, não criem raízes em vosso pensamento nem deem fruto. Examinai-vos frequentemente, para ver se em algum lugar se encontra um obstáculo à Verdade e ao Amor, e ‘retende o que é bom’ ” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Escritos], pp. 128–129). Ao recusar-nos a dar nosso consentimento a sugestões malévolas, ou seja, aos pensamentos negativos e não cristãos — ao recusar-nos a dar-lhes vida, e ao aferrar-nos à realidade do bem — teremos imunidade a todo tipo de erro, quer seja pobreza, solidão, doença, ou outro tipo de mal que atormente a humanidade.

Qualquer pandemia, para ter poder sobre nós, precisa do nosso consentimento. Nosso acordo tácito com a opinião majoritária a respeito de uma doença pode determinar o grau de medo e de gravidade dos sintomas envolvidos no caso. Mas ceder à Verdade divina traz a libertação da multidão de suposições, previsões e opiniões populares sombrias. Essa é a razão pela qual o Salmista nos diz: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido” (Salmos 91:7).

Quando preenchermos a consciência com as qualidades do Cristo, qualidades essas de solicitude, bondade, amor, compaixão, humildade, redenção, santidade e felicidade — e as pusermos em prática — haverá cada vez menos manifestações de doença, pois sempre vivenciamos aquilo que mantemos na consciência, seja bom ou ruim. Estar sempre bem exige manter uma bondade crescente, o caráter como o do Cristo, tanto no pensamento como na conduta. Ao permitir que a Mente divina se expresse em nós, podemos nos recusar a conservar uma mente mortal que gera o pensamento materialista, apegado ao ego, que assim é portadora da infecção e do contágio. À medida que nos libertamos cada vez mais do pensamento mortal, ou do pensamento apegado ao ego, nosso corpo se tornará menos susceptível à doença e à enfermidade, graças à nossa crescente compreensão de Deus e do nosso amor a Ele, que é “…quem sara todas as [nossas] enfermidades…” (Salmos 103:3). 

Em todos os aspectos da vida, os Cientistas Cristãos recorrem ao seu Modelo, Cristo Jesus, em busca de orientação. A vida de Jesus manifestou perfeitamente o Cristo, o homem ideal da criação de Deus. Como é que o nosso Mestre lidava com doenças contagiosas e infecciosas, e o que podemos nós aprender com ele? A Bíblia registra que ele não tinha medo de tocar leprosos, e que o fazia sem sofrer nenhum efeito nocivo (ver Mateus 8:2, 3). A Bíblia também relata que ele “…curava a muitos, de modo que todos os que padeciam de qualquer enfermidade se arrojavam a ele para o tocar” (Marcos 3:10). Ele enfrentava o erro com o poder de uma vida pura e não concedia nenhum poder à doença, porque sabia que Deus não a havia criado.  

A Mente do Cristo era o único “remédio” ou poder sanador que Jesus usava contra todas as formas de desarmonia que enfrentou. A espiritualidade que era natural a Jesus — e em nós — deve tornar-se cada vez mais a nossa mentalidade, graças a expressarmos as qualidades do Cristo, ou seja, misericórdia e justiça, pureza e bondade. Então veremos que o amor de Deus, revelado no Cristo, pode inspirar-nos a fazer chegar o nosso amor mais nobre à necessidade mais grave.

O amor a Deus e ao homem é o antídoto para o ódio e o medo, e os extingue antes que corrompam o carácter humano. O Amor divino elimina o medo em virtude da sua eterna presença. Amamos a humanidade e procuramos fazer o bem a todos, porque amamos a Deus acima de tudo. Esse tipo de ação tem por padrão o Amor divino que, tal como o sol, brilha sobre os justos e os injustos, os íntegros e os iníquos, os jovens e os velhos, os homens e as mulheres, independentemente de raça, nacionalidade, ou qualquer outro fator material.

Pôr em pratica esse amor que reflete o Amor divino é seguir o ensinamento do nosso Mestre, que disse: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12). A essência do amor é que pode ser dirigido a todos — incluindo aos assim chamados indignos de serem amados ou pouco amáveis e, até mesmo aos hostis. O amor é uma armadura contra qualquer problema ou dificuldade. 

A compreensão de que nossa verdadeira identidade é criada por Deus, protegida por Deus e mantida por Deus, tem domínio sobre todas as questões relacionadas à sobrevivência. Nenhum germe material pode penetrar ou agarrar-se ao existir espiritual do homem. A proteção contra o contágio se encontra na demonstração da consciência real, a consciência que é concedida por Deus e que constitui nossa identidade real e indestrutível. Nessa consciência nós já não damos vida às crenças baseadas na matéria — àquilo que não tem vida real — mas mantemos em nossa consciência apenas as ideias espirituais de Deus. Temos sempre conosco o Salvador, a Verdade e o Amor, que dá a vida e que restaura a vida. Esse poder traz ao mundo a libertação quanto aos temores de doenças produzidas por germes.

Mary Baker Eddy diz na página 116 de Miscellany: “Em épocas de doenças contagiosas, os Cientistas Cristãos se esforçam para elevar a consciência ao verdadeiro senso a respeito da Vida, da Verdade e do Amor; e a compreensão desse grandioso fato na Ciência Cristã porá fim ao contágio”.  

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— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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