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Original para a Internet

Encontrar o rumo na vida, com a Verdade

Da edição de dezembro de 2017 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 16 de outubro de 2017.


Todos os dias nos deparamos com declarações sobre identidade, saúde, propósito e sucesso. O simples fato de que essas coisas são ditas parece muitas vezes transmitir a tais declarações um poder, como se tudo isso fosse verdade. Podemos ficar tentados a continuar, baseando-nos em qualquer premissa que nos seja apresentada, e tratar de descobrir como lidar com as cartas de baralho que recebemos da pessoa que dá as cartas no jogo, ao invés de levar em consideração, em primeiro lugar, se o que aparece nelas é certo.

Por exemplo, se nos disserem que a saúde depende de marcar exames médicos e seguir um determinado programa que inclui dieta e exercícios, então podemos muito bem passar o dia inteiro procurando o rumo por entre essas orientações, sem questionar as premissas iniciais sobre o que realmente é a saúde, de onde ela vem e o que fazer para conservá-la. 

Felizmente, esse assunto inclui muito mais do que simplesmente ter a esperança de tirar o máximo proveito daquilo que fomos levados a acreditar a respeito do que somos, e de quais são as nossas opções. Temos a capacidade e a oportunidade de ir mais a fundo e desafiar as premissas baseadas na matéria, buscando, em espírito de oração, a orientação de Deus, a Verdade divina.

Quando pomos em prática a Ciência Cristã, e sabemos o que é a Verdade, encontramos o rumo na vida, porque isso envolve discernir entre a verdade a respeito da realidade espiritual e a evidência contraditória que os sentidos físicos apresentam. A abordagem correta é familiarizar-nos com a própria Verdade, ou seja, começar com a Verdade divina e permanecer somente com essa verdade, para que não haja nenhuma possibilidade de acreditarmos na evidência dos sentidos físicos, cujas afirmações são mentiras.

Como sinônimo de Deus, a Verdade não é apenas um aspecto de Deus, uma fatia da torta, por assim dizer. A Verdade é Deus, e revela a própria natureza de Deus. Ser receptivo a ela é natural para todos nós. Não precisamos crer ou aceitar aquilo que é dessemelhante da Verdade, dessemelhante de Deus. Por exemplo, na prática da cura pela Ciência Cristã, eu não posso dizer: “Uma pessoa doente acabou de me ligar, pedindo ajuda. Deus, mostra-me como curar essa pessoa”. Em vez disso, aprendi a ser receptivo a isto: “Tens de perceber que o erro não é nada: então, e somente então, tu o dominas na Ciência” (Mary Baker Eddy, Miscellaneous Writings [Escritos Diversos] 1883–1896, p. 334).Tudo o que contradiz a Verdade é inverídico, uma mentira. E não teremos a vivência da cura, se considerarmos uma mentira como verdade e, em seguida, tentarmos destruir a mentira como se ela fosse real. Para pôr em prática a Ciência Cristã de forma eficaz, não podemos acreditar na mentira. O ato de não acreditar na mentira, baseando-nos naquilo que é verdadeiro, isso sim, é o que produz a cura.

Se, logo de início, tivermos aceitado uma mentira, como podemos saber a diferença entre o que é verdadeiro, e o que somente se acredita ser verdadeiro? Bem, a verdade que Jesus ensinou e praticou nos foi trazida pela Sra. Eddy com um enfoque muito claro, por meio de sua explanação da aplicação prática e da demonstração daquilo que ela ensinou. Portanto, não há nenhuma necessidade de reinventar algo. Essa compreensão da verdade de Deus está sempre disponível para que qualquer um possa recorrer ao “pastor impessoal” da Igreja de Cristo, Cientista, ou seja, a Bíblia e Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, os livros que a Sra. Eddy designou para serem o pastor impessoal, que não se prende a nenhum período de tempo(ver Miscellaneous Writings, p. 322). 

Lembro-me de uma noite durante um fim de semana, em que assisti a um culto em uma igreja cristã. Fiquei impressionado com a confiança e atenção dos congregados, a cada palavra proferida pelo pastor. As pessoas sentadas ao meu lado depois me contaram que podiam procurar esse pastor a qualquer hora em busca de ajuda. A confiança deles suscitou em mim um desejo de confiar mais profundamente e com mais compreensão no meu pastor. 

Enquanto refletia sobre isso, compreendi que a Bíblia e Ciência e Saúde eram realmente algo a que podemos recorrer e em que podemos confiar a qualquer momento. Comecei a ter mais gratidão pela maneira como a Bíblia nos apresenta os ensinamentos de Cristo Jesus, e por podermos vivenciar o espírito dos seus ensinamentos à medida que os vivemos. A Ciência subjacente às palavras e obras de Jesus, revelada por Deus à Sra. Eddy e explicada em seus escritos, é inteiramente verdadeira e inteiramente suficiente. Podemos com humildade começar com isso e ter mais confiança na Palavra de Deus do que na evidência dos sentidos materiais ou no medo engendrado por essa evidência. 

Tive uma cura física que mostrou a importância de permanecer somente com a Verdade. Durante vários dias eu havia estado extremamente doente. Não conseguia comer nada e todo o meu corpo estava em um estado deplorável. Eu estivera orando, mas minha maneira de pensar era como de quem pedia, em última análise, que Deus viesse a mim e curasse aquele meu estado.

A Verdade é Deus, e revela a própria natureza de Deus. Ser receptivo a ela é natural para todos nós.

Uma tarde, sentindo-me mais cansado do que nunca, fiquei em completo silêncio, mentalmente. Foi então que tomei consciência de um doce pensamento, que me dizia repetidamente que Deus não estava na tempestade. Isso logo me trouxe à mente o relato da Bíblia sobre a experiência do profeta Elias no monte Horebe, quando lhe foi assegurado que Deus não estava no terremoto, no vento nem no fogo (ver 1 Reis 19:11, 12). Meu raciocínio foi de que, visto que Deus, o bem, criou tudo e é Tudo-em-tudo, Ele não estava na doença. Por conseguinte, sendo eu a manifestação de Deus, ou seja, o homem que Deus criou à Sua imagem e semelhança espiritual, eu também não podia estar na doença nem ela em mim. Eu não precisava orar para escapar de algum problema real, eu precisava deixar a Verdade elevar meu pensamento e mantê-lo somente em Deus, onde não há nada exceto Sua bondade. Eu não estava tentando trazê-Lo à minha doença para curá-la. Eu permaneci com a Verdade para ter minha consciência elevada acima de toda e qualquer crença de que eu estivesse doente. 

Parei de incluir a doença em minhas orações e simplesmente pensei no amor de Deus. Adormeci calmamente e, quando acordei mais tarde, eu estava completamente bem.

A graça de Deus está sempre nos assegurando de Seu amor, mas se estivermos mentalmente nos prendendo a uma mentira e tentando imaginar como encontrar o rumo naquela mentira, pode ser difícil ver o caminho à nossa frente. Quando estou trabalhando, na prática da cura pela Ciência Cristã, constato que é de muita ajuda ter absoluta certeza de que, seja qual for o problema, ou quão persistente ele possa parecer, a doença, ou qualquer que seja a situação, não é verdadeiramente real nem faz parte da pessoa.

Em Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã, a Sra. Eddy escreve: “Jesus reconhecia na Ciência o homem perfeito, que lhe era visível ali mesmo onde os mortais veem o homem mortal e pecador. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes” (pp. 476–477). Para seguir o exemplo de Jesus, devemos começar corretamente, incluindo somente a Verdade em nossa avaliação.

Pode parecer uma exigência muito grande, a de ver somente a Verdade e assim discernir corretamente a mentira e expulsá-la do pensamento. Felizmente, esse ajuste de pensamento é realmente impelido pelo Cristo, a influência divina em ação em nossa consciência, revelando a realidade espiritual. Podemos pacientemente fazer eco à linguagem poética da Bíblia, no Gênesis, em que “o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (1:2), e ver com alegria como os conceitos que temos a nosso próprio respeito e a respeito dos outros podem ser elevados e corrigidos, revelando tudo sob uma luz espiritual verdadeira. Nunca é necessário incluir uma mentira no nosso dia-a-dia. Quando tomamos posição somente com a Verdade, não podemos deixar de vivenciar sua plenitude perfeita, e também a nossa própria perfeição.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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