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Original para a Internet

Ouvir os noticiários sem medo, e de modo produtivo

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 28 de maio de 2020


Às vezes, enquanto estou dirigindo ou cozinhando, gosto de ouvir vozes conhecidas no meu noticiário favorito, mantendo-me informada, seja dirigindo, seja cortando tomates. Mas recentemente me dei conta de não estar sendo nada agradável ouvir as notícias, pois o tópico principal é o perigo de pegar o coronavírus se eu sair de casa. Poderíamos desse modo deduzir que não há nenhum lugar onde estejamos seguros, e é compreensível que ultimamente a ansiedade tenha alcançado um nível quase tão denso quanto a poluição do ar no horário do trânsito mais intenso. 

É bom estarmos cientes dos fatos divulgados pelos meios de comunicação, pois ajudam a combater histórias falsas e teorias equivocadas. Ter informações corretas sobre a situação atual é uma atitude responsável. É digno de nota o trabalho que os repórteres realizam em meio a condições amedrontadoras. Mas é também da máxima importância o modo de escolhermos como selecionar e como reagir às informações recebidas.

Mary Baker Eddy, que descobriu a Ciência Cristã no século 19, tinha enorme apreço pelo papel desempenhado pelos meios de comunicação, e teve também experiência direta com as complexidades desse campo. Ela escreveu: “Ao folhear os jornais do dia, é natural pensar que seja perigoso viver, pois até a atmosfera parece estar carregada de doenças. Essas descrições infundem temor em muitas mentes, o que em algum momento futuro se manifestará no corpo” (Miscellaneous Writings 18831896 [Escritos Diversos 1883–1896], p. 7).

Dou-me conta de que não faz bem nos deixarmos levar pela tendência do medo generalizado. Quando permitimos que uma reação emocional nos domine, podemos ser levados a agir com insensatez.

Recentemente, sentindo-me de repente sobrecarregada pela torrente de informações sobre o coronavírus, eu me perguntei: “O que diria Jesus sobre tudo isso?” Lembrei-me de uma recomendação dada uma vez por ele aos seus discípulos, com relação ao futuro: “Não entrem em pânico” (Mateus 24:6, Nova Tradução Viva). Ele não disse que nunca haveria problemas. Mas todo o seu ministério demonstrou que podemos nos empenhar em confiar em Deus, o Amor infinito, para nos proteger. 

Quando voltamos nossos pensamentos para a presença de Deus e de Sua pura bondade, somos elevados acima do medo que ameaça tomar conta de nós. A Bíblia declara que o Amor lança fora o medo (ver 1 João 4:18). O Amor divino é mais profundo do que o amor humano emocional. É concreto, infinito, espiritual, e se expressa em todos os filhos e filhas de Deus, isto é, todos nós. A sua presença é tão poderosa, e seu terno cuidado é tão universal, que podemos neles confiar, momento a momento, para qualquer dificuldade que estejamos enfrentando.

Ao deixar esse Amor divino nos liderar, em vez de ceder ao pânico ou à ansiedade, contribuímos para a atmosfera mental coletiva, com a paz e a calma provenientes do discernimento da supremacia de Deus. O poder de Deus é a força que gera o bem, aliás, a única força legítima no universo. O Espírito divino, o Amor, é onipotente e supremamente confiável em qualquer circunstância. Podemos sentir o poder de Deus quando nos empenhamos em optar por estar atentos aos pensamentos calmos, claros e produtivos que Deus está nos enviando a todo momento, em vez de nos deixarmos levar pela tendência de reagir de forma exagerada, ou de nos deixarmos arrastar pelas preocupações ou pela expectativa do mal. Aceitar esses sentimentos nada produtivos pode contribuir para termos pensamentos doentios.

Em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy apresenta um modo de combater atmosferas de pensamento que não sejam proveitosas: “A Verdade e o Amor são antídotos contra esse miasma mental, e assim fortalecem e sustentam a existência” (p. 274).

Embora eu ainda assista ao noticiário para me manter informada, essas ideias me ajudam a reagir de modo mais produtivo. Na quietude entre uma reportagem e outra, encontro a paz e me revigoro, enquanto reflito na bondade do Amor divino que permeia o universo, não importa quais sejam os desafios que enfrentemos, individual ou coletivamente. Esses pensamentos, simples e claros, contribuem para uma atmosfera mental que é mais segura e dá suporte à saúde e ao progresso de todos, trazendo inspiração para ações inteligentes e razoáveis, em vez de reações impelidas pelo medo. 

Cada um de nós tem o poder de participar desse esforço. Podemos interagir com os meios de comunicação, e reconhecer o corajoso trabalho meticuloso de muitos repórteres; e podemos agir de maneira construtiva, de modo que a solidão não traga pânico, mas sim paz e união. Então, até mesmo os momentos mais desanimadores cedem a um senso mais seguro de que todos nós estamos rodeados pelo Amor divino.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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