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Original para a Internet

O que devo pensar a respeito do meu corpo?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 8 de novembro de 2021


Devido à minha experiência na prática pública da Ciência Cristã, aprendi alguns pontos fundamentais, que acredito serem indispensáveis para o tratamento pela Ciência Cristã. Um aspecto essencial é a grande importância de estabelecer os fatos da realidade espiritual, logo no início do tratamento. Não apenas repetir as palavras certas, mas estabelecer claramente no pensamento que o homem é inteiramente espiritual, e não material. Isso exige que se deixe de olhar para a aparência carnal e, em vez disso, se olhe para o que é verdadeiro a respeito da identidade do homem como a semelhança de Deus. E o que é verdadeiro é que o homem reflete o bem ilimitado que caracteriza a natureza de Deus.

Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy, que descobriu e fundou a Ciência Cristã, explica: “A substância, a Vida, a inteligência, a Verdade e o Amor, que constituem a Deidade, são refletidos por Sua criação; e quando subordinamos o falso testemunho dos sentidos corpóreos aos fatos da Ciência, vemos essa verdadeira semelhança e reflexo em toda parte” (p. 516). Se acreditarmos que a condição do corpo físico constitui o verdadeiro estado de saúde de um paciente, nosso trabalho será prolongado e, até mesmo, ineficaz. Ciência e Saúde nos diz: “O senso errôneo de vida, substância e mente encobre as possibilidades divinas e oculta a demonstração científica” (pp. 325–326).

No meu entender, quando damos um tratamento pela Ciência Cristã, nosso ponto de partida tem de ser o fato científico de que o homem é espiritual, são e perfeito agora mesmo. O homem é a reflexão, o reflexo, de Deus, do Espírito, e por essa razão só pode incluir aquilo que expressa o próprio ser de Deus. O que não está em Deus não pode estar no reflexo de Deus. Só quando temos a convicção desse fato é que temos uma base sólida para dar provas de que o homem não é material e nunca pode ser um meio pelo qual a doença ou qualquer outro erro possa se manifestar.

Mas então pode surgir a questão: “O que devo pensar a respeito do meu corpo? Como posso acreditar que sou inteiramente imortal, espiritual e perfeito, quando vejo e sinto este corpo imperfeito todos os dias? Eu o alimento, eu o visto e cuido dele. É por meio desse corpo que todos me identificam. Meu corpo significa muito para mim. Não estou preparado para passar sem ele, mesmo se pudesse”.

Por isso, você até pode se perguntar: “De que adianta insistir, como a Ciência Cristã ensina, que o homem é inteiramente espiritual, e não material?” Bem, de que adianta insistir nos fatos a respeito da forma e da rotação da terra? Ainda assim vai sempre parecer que a terra está perfeitamente imóvel e é relativamente plana. Mas sabemos que a aparência da terra é um engano. Para nos livrarmos de erros — isto é, para não sermos enganados com relação ao planeta terra — temos de nos apoiar nos fatos científicos. Isso exige que não olhemos para as evidências do senso físico e, em vez disso, temos de agir com base no que sabemos ser verdadeiro. Depois que se reconheceu de maneira correta como é a terra, houve uma grande expansão do pensamento e a seguir houve novas descobertas.

Podemos raciocinar de modo semelhante a respeito do homem. A descoberta da Ciência Cristã trouxe à luz o surpreendente fato de que o homem é em realidade o reflexo imortal do próprio ser de Deus. Desse modo, ele não está de maneira nenhuma em um corpo material, porque Deus é o Espírito. Sim, de fato parece que o homem é um mortal, vivendo em um corpo físico. Mas, se acreditamos que essa aparência é um fato real, estamos sendo enganados por uma concepção errônea. E toda uma multidão de problemas surge a partir dessa perspectiva mortal. Mas já está abundantemente comprovado que, na medida em que aceitamos os fatos espirituais revelados a respeito do homem, somos capazes de demonstrar as possibilidades ilimitadas de libertar-nos das queixas do corpo.

Não é necessário que a esta altura vivamos sem o corpo. Nem sequer queremos fazer isso. Mas com certeza desejamos vencer as desarmonias manifestadas no corpo com tanta frequência; e é definitivamente correto fazê-lo. Nossa tarefa é aprender a exercer domínio sobre o corpo, e não deixar que ele nos domine. Como Ciência e Saúde explica: “Na proporção em que, para o senso humano, a matéria deixa completamente de constituir a entidade do homem, nessa mesma proporção o homem tem domínio sobre a matéria” (p. 369).

Uma coisa tem de ficar clara. O corpo físico não é o homem verdadeiro. A matéria nunca pode ser o meio pelo qual se manifesta a verdadeira existência do homem. O corpo é uma exteriorização de conceitos mortais. E esses conceitos são, com demasiada frequência, limitadores, devido à ignorância a respeito da realidade espiritual.

Quando declaramos que o corpo não é a verdadeira identidade do homem, e que o homem é inteiramente espiritual, nós o fazemos com o intuito de estabelecer em nosso pensamento um senso correto do que é real. O homem da criação de Deus é sempre saudável, harmonioso em toda ação. Ele é eternamente mantido em um estado perfeito, livre de desarmonias de todo tipo. Podemos dar provas disso por meio da compreensão espiritual, dando provas de que as doenças e as desarmonias no corpo representam conceitos falsos, erros mentais quanto ao verdadeiro status do homem e de suas possibilidades.

Se a matéria não é o meio ideal em que o homem existe, por que devemos nos preocupar com o estado ou a condição do corpo? Porque o corpo manifesta muitas coisas a respeito do nosso atual senso de identidade, e porque queremos que o corpo esteja em conformidade com o funcionamento ordenado e harmonioso do Princípio divino que governa o homem.

Este exemplo talvez possa ajudar. Pense em uma calculadora eletrônica. Ela nos é de grande utilidade para fazer cálculos matemáticos. Ao utilizá-la, esperamos que a resposta apresentada na tela da calculadora esteja de acordo com as leis da matemática. E o será, se os dados que foram introduzidos na calculadora estiverem corretos.

Mas se alimentarmos a calculadora com informações incorretas, a resposta apresentada não será correta. Por exemplo, se quisermos saber o produto de 9 x 17, mas, se por engano, escrevermos 9 x 178, obteremos uma resposta errada. Presumivelmente você saberá o suficiente para dizer, em um relance, que o resultado não está correto. Contudo, se você acreditou que a resposta apresentada estava correta, e a usou como se ela fosse verdadeira, você terá de sofrer as consequências de seu erro. Não porque a calculadora tivesse poder para impor seu erro a você, mas porque você foi levado a acreditar em um conceito errado.

Você também pode tirar conclusões semelhantes a respeito do corpo. O corpo não é o homem; mas ele põe à mostra tudo o que acreditamos ser verdadeiro sobre o homem. Tal como a calculadora, o corpo é capaz de expor “respostas” que tanto podem ser corretas, quanto erradas. Se você mantiver firmemente seu pensamento naquilo que você sabe serem os fatos científicos a respeito do homem à semelhança de Deus, o corpo porá à mostra condições que estão de acordo com esses fatos. Assim, a “resposta” exibida estará em sintonia com o Princípio divino que governa o existir real do homem. Mas se, em vez disso, você abriga no pensamento crenças errôneas a respeito do homem, você não deveria se surpreender quando o corpo exibir condições que não poderiam ser verdadeiras a respeito do reflexo de Deus.

Como Ciência e Saúde explica: “Um corpo material expressa apenas uma mente mortal e material. … Envolves teu corpo no pensamento e deverias delinear nele pensamentos de saúde, não de doença. Deverias banir todos os pensamentos de doença, de pecado e de outras crenças incluídas na matéria” (pp. 208–209).

Essa é a razão pela qual é tão importante saber que o homem é a ideia imortal de Deus, inteiramente espiritual, não material. A ideia de Deus é eternamente mantida como Sua perfeita semelhança. Essa ideia imortal, o homem, nunca foi transformado em um ser material. Ele não pode ser criado para incorporar as características da mortalidade. Sob o governo de Deus, o homem é sempre saudável, harmonioso, funcionando em perfeita ordem. Esses são os efeitos da ação do Princípio divino produtor e governante — Deus. E essa é a verdade que precisamos compreender a fim de estabelecer nosso bem-estar, sobre uma base segura.

O que acontece quando o corpo não está em harmonia? A chamada mente mortal, carnal, é que está falando. Sua alegação básica e errônea é que o homem está separado de Deus; e que a vida, a substância e a inteligência do homem se apresentam como corpo na matéria. Com base nessa falsa premissa, a mente mortal alega que existe uma causa agindo no homem, a qual produz desarmonia, e essa desarmonia corpórea é a prova do seu efeito.

Só podemos sofrer quaisquer consequências, quando acreditamos na concepção errônea, ou seja, quando aceitamos como verdadeiro o que o corpo está nos dizendo. Para nos libertar do erro, temos de fazer o que seria feito para corrigir uma visualização errada na tela de uma calculadora. Temos de corrigir os dados que foram erroneamente introduzidos na calculadora e produziram a resposta errada.

Como fazer isso? Recusando-nos a dar realidade ao que não é espiritualmente verdadeiro a respeito do homem. Na verdade, Deus mantém o homem em perfeita união com Ele mesmo e manifesta Sua imutável perfeição por meio de Seu reflexo, o homem. Quando a aparência corpórea não está em conformidade com esse fato científico, não é o corpo que necessita correção. A desarmonia no corpo é uma exteriorização do pensamento mortal. Para remover aquilo que está exteriorizado, a consciência humana precisa ser corretamente instruída com o que é verdadeiro, de acordo com a revelação de Deus da Ciência divina. Quando os erros de crença são corrigidos por meio da compreensão espiritual, produz-se um efeito corretivo no corpo.

Ciência e Saúde declara: “A compreensão de que o Ego é a Mente, e de que existe só uma Mente ou inteligência, começa de imediato a destruir os erros do senso mortal e a proporcionar a verdade do senso imortal. Essa compreensão torna o corpo harmonioso; faz com que os nervos, os ossos, o cérebro etc., sejam servos, em vez de senhores. Se o homem é governado pela lei da Mente divina, seu corpo está em submissão à Vida, à Verdade e ao Amor eterno” (p. 216).

Não é evidente então que, para tornar harmonioso o corpo, precisamos elevar a consciência a fim de que o pensamento possa ceder à verdade sobre o existir imortal — a fim de que o pensamento possa compreender que, agora e sempre, o homem é a perfeita expressão da Mente infinita? A Mente divina está perpetuamente expressando no homem sua própria existência infinita. Isso significa que a vida, a substância e a inteligência do homem, bem como sua consciência e individualidade, são inteiramente espirituais, expressando a perfeição da Mente.

Esse fato é verdadeiro agora mesmo, hoje. Nenhuma das concepções contrárias que parecem reais aos sentidos mortais pode mudar essa realidade ou nela interferir. E todas as falsas crenças universalmente aceitas a respeito do homem nunca podem nos separar da capacidade de comprovar que o apoio amoroso e infalível de Deus está sempre presente para nos salvar de tais erros. Como o apóstolo Paulo escreveu: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? …Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. Em seguida ele continua, dizendo que nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:35, 37, 39).

Essa verdade, a de que o homem não pode se separar de Deus, foi de suma importância para as maravilhosas obras de cura de Jesus. Ele sabia que a Mente divina, Deus, mantém o homem intacto, em perfeito estado, e que nada o pode separar do governo de Deus. O corpo de uma pessoa talvez indicasse que esse homem estivesse aleijado, ou cego, ou até mesmo morto. Mas Jesus sabia que tais condições eram mentiras, ou seja, erros de pensamento, que nunca poderiam ser identificados com a realidade científica do homem. No caso do homem com a mão ressequida, a Sra. Eddy assim se refere a Jesus: “Ele não levou em conta a sugestão agressiva: ‘Essa mão ressequida parece muito real à vista e ao tato’, mas pôs fim à vã jactância e destruiu o orgulho humano, ao eliminar a evidência material” (A Unidade do Bem, p. 11).

Podemos fazer o mesmo. Ao invés de enxergar o homem simplesmente como um corpo físico, estamos equipados para discernir sua identidade da maneira como a Ciência do existir revela que ele é. À medida que a verdade sobre o homem e sobre o perfeito governo da Mente atua sobre a consciência humana, essa verdade transforma o pensamento, e o erro é abandonado. Quando isso acontece, o erro já não pode mais ser manifestado no corpo, e como consequência, o paciente é curado.

Se desejarmos fazer progressos em exercer domínio sobre o corpo, a primeira questão a ser considerada é: o que age como causa, no homem? A resposta é: não é o corpo e não é a mente mortal. Ciência e Saúde diz: “A Mente divina é a causa única, o Princípio único, da existência. A causa não existe na matéria, na mente mortal nem em formas físicas” (p. 262).

Esse é um ponto vital no tratamento pela Ciência Cristã. Precisamos afirmar o fato de que Deus, o Princípio divino, é a causa única. E em seguida precisamos saber, realmente estar convencidos, de que o homem é uma manifestação viva da ordem e da harmonia eternamente expressadas por meio do governo do Princípio divino.

Quando reconhecemos que a desarmonia corpórea representa um erro de crença que não pode ser a verdade sobre o que Deus manifesta no homem, temos uma base científica para expulsar o erro da crença. E isso é feito à medida que compreendemos que a matéria nunca é a substância do homem. Ao contrário, o homem é inteiramente espiritual, e é governado apenas pelas leis de Deus, o Espírito.

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“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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