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Para jovens

O que posso fazer quando tudo está desabando?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 25 de janeiro de 2021


P: O que posso fazer quando me parece que tudo está caindo aos pedaços?

R: Um pouco antes de me formar no ensino médio, minha mãe faleceu. Eu ainda estava profundamente triste quando entrei na faculdade. Mas me apoiei em uma promessa que se encontra na Bíblia e que eu aprendera na Escola Dominical da Ciência Cristã: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmos 46:1). Inicialmente, para mim, esse versículo não passava de palavras. Mas ao me aferrar a essa promessa, comecei a perceber como Deus realmente nos ajuda. Dei-me conta de que, por ser Deus ao mesmo tempo Tudo, e também nosso Pai-Mãe, nunca podemos estar fora do amor maternal e paternal de Deus. Essa certeza era reconfortante, já que eu estava sentindo muito a falta dos amorosos cuidados que recebera de minha mãe, e logo compreendi que essa confiança em Deus também era uma ajuda tangível.

Comecei a perceber que toda vez que eu necessitava de apoio “maternal”, por exemplo, ser confortada, orientada ou encorajada, a necessidade sempre era atendida de alguma forma. Naqueles momentos, algumas vezes eu sabia o que mamãe diria. Uma vez as palavras de uma pessoa que eu nem conhecia foram exatamente o que eu precisava ouvir. Às vezes eu sentia um abraço mental ou uma sacudidela (o que fosse mais necessário), vindo diretamente de Deus. Desde essa época, nunca mais deixei de sentir a presença consciente do Amor maternal. E quando a mãe de uma amiga faleceu pouco tempo depois, eu estava preparada e pude ajudar com o que eu havia aprendido.

Ainda durante a faculdade, outra vez senti como se tudo estivesse desmoronando, quando meu namorado, que era minha “alma gêmea” (como eu pensava), rompeu comigo. Fiquei de coração despedaçado. “Deus, se Você está aqui, e se Você é o Amor, Você vai trazer meu namorado de volta”; essa era minha constante oração. Mas quando essa oração falhou, começou a ficar claro para mim que minhas “orações” não passavam de minha própria teimosia, o que não me livraria daquele sofrimento.

Depois desse rompimento, estas palavras de Jesus ecoavam em meu pensamento: “…não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lucas 22:42). Antes eu estava me recusando a ouvi-las, mas finalmente assimilei a mensagem. Foi então que me questionei: Quem sou eu para pensar que meu plano é melhor que o do meu Criador?

A partir daquele momento, certa de que a vontade de Deus para com Seus filhos e filhas é sempre boa, eu não duvidei de que Deus me mostraria como Sua bondade era permanente, independentemente de qualquer outra coisa. Nada poderia interromper a benevolência de Deus. Nada a tiraria de mim. E foi exatamente o que Deus me mostrou.

Logo depois meus dias se tornaram mais luminosos. O coração despedaçado se restaurou. Não demorou muito, e um relacionamento mais estável se estabeleceu, cheio de alegria. E pude ajudar outra amiga, quando entrei no dormitório dela exatamente no momento em que ela estava tentando se matar depois de ler uma carta que o namorado escrevera, terminando o relacionamento.   

Esses momentos difíceis me ensinaram duas lições. Primeiro, a confiar na ajuda de Deus a todo momento e a reconhecer cada vez que essa ajuda ficava evidente. E segundo, a acolher toda a humanidade nesses aprendizados pelos quais passei, e estar preparada para compartilhá-los. Conforme diz Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã: “Passo a passo, os que confiam nEle hão de constatar que ‘Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações’ ” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 444). Foi exatamente o que aprendi, e aprendi exatamente dessa maneira.

Mesmo Jesus passou por desafios, e por isso ele não nos prometeu que a vida seria um mar de rosas. Aliás, ele falou de nossas aflições (ver João 16:33), mas ao ensinar a respeito de tudo o que Deus é, ele nos preparou para ter bom ânimo diante das dificuldades. Pois somos capazes. Devido aos meus momentos em que tudo estava “desmoronando”, tanto passados quanto presentes, falo com conhecimento de causa: se você conhece ao menos um pouco a respeito de Deus, que Ele está presente aqui e agora, é bom e poderoso, apoie-se nesse conhecimento, sem desistir! Acolha esse saber. Vai ser necessário, e você já o tem. Esse conhecimento vai ser seu ponto de apoio, todas as vezes e em todos os lugares em que tudo parece estar caindo aos pedaços.  

Lembre-se: passo a passo. É só começar.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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