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Original para a Internet

Para jovens

O que significa ser um homem de verdade?

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 5 de março de 2019


P: O quesignifica ser um homem de verdade?

R: É como se houvesse uma lista de coisas que definem um homem: desde o desempenho atlético até o desempenho sexual. E isso faz com que pareça que “você é de fato um homem só depois que você ____”. Eu mesmo me senti desse modo em várias ocasiões.

No segundo grau, alguns dos meus treinadores e colegas de time deixaram implícito ou disseram abertamente que proezas sexuais e conquistas nos esportes eram aspectos cruciais que definem um homem. Na faculdade, uma ficada que não terminasse de uma certa maneira acabava me fazendo duvidar de tudo: desde meu potencial como parceiro em um relacionamento, até mesmo se eu era de fato um homem. Além disso, eu era mentor de um adolescente e estava desapontado comigo mesmo por não estar sendo muito bem-sucedido em ajudá-lo nos estudos. Eu estava deixando a desejar não apenas como um homem no sentido mais comum da palavra, como também não conseguia sequer expressar as qualidades de um conceito mais profundo ou mais espiritualizado de homem, ao ser um mentor e um bom exemplo para aquele adolescente.

Comecei a duvidar de meu valor próprio enquanto pessoa, e muito mais como homem. Isso tudo explodiu certa noite após mais outra reunião frustrante com o adolescente, cujas gabolices a respeito de suas conquistas sexuais puseram em ebulição toda a raiva represada e frustração que havia dentro de mim. Sozinho no carro a dirigir para casa, sem ninguém mais na estrada, pisei no acelerador e fui diretamente em direção a uma árvore enorme. 

E sem eu esperar, um hino que eu tinha aprendido na Escola Dominical da Ciência Cristã inundou meus pensamentos. De autoria de Mary Baker Eddy, ele começa assim:

Com Teu amor vem nos guardar
Em doce união,
Qual aves que, a gorjear,
Num mesmo ramo estão.
(Hinário da Ciência Cristã, 30, trad. © CSBD).

Ainda posso mentalmente ver aquela cena: a árvore à frente, iluminada pelos faróis do carro, e então, ao mesmo tempo que esse hino se espalhava em meus pensamentos como um coro celestial, pisei no pedal do freio e o carro parou suavemente no gramado. Aquele hino nunca tinha tido nenhum destaque para mim antes, mas dessa vez fiquei sentado ali à beira da estrada, soluçando enquanto o hino soava na minha cabeça. Estaria Deus me protegendo e me chamando de ave que gorjeia, um dos pássaros de Sua preciosa ninhada? Ele provavelmente estava, pois me salvou da autodestruição. Então me recompus para continuar dirigindo com segurança e voltei para o alojamento na faculdade. 

Até agora não mencionei que tive em minha vida alguns exemplos maravilhosos do que é ser um homem no verdadeiro sentido da palavra: meu pai, alguns professores realmente excelentes, amigos queridos, e meu irmão. Ao exemplificarem constantemente e de modo profundo o significado verdadeiro da palavra homem, todos eles foram como luzes a brilhar no deserto, numa noite sem luar, me mostrando o caminho de casa. O problema era que eu acreditava que tinha de lutar com toda uma carga de inseguranças, fracassos e modelos negativos de masculinidade, antes de poder de fato encontrar minha satisfação pessoal e meu próprio valor. 

Mas as palavras de salvação naquele hino me fizeram compreender que meus “pássaros irmãos”, qual aves que no mesmo ramo estão, e o que eles me ensinavam a respeito do que realmente significa ser um homem, já estavam bem ali comigo. E subitamente reconheci que ser um homem não é um objetivo a ser alcançado por meio de certas experiências. As qualidades do homem de verdade, as quais não têm nada a ver com conquistas ou realizações, já estavam em mim, pois são concedidas por Deus; são qualidades espirituais, tais como: integridade, desprendimento do ego e pureza. Meu irmão, meu pai, meus treinadores e eu as possuímos, pois Deus é também meu Pai amoroso, suprindo a mim, como filho de Deus, com tudo de que necessito. 

Os meses seguintes foram marcantes para mim em termos de procurar um propósito único e claro quanto ao que significa ser um homem de verdade. Mary Baker Eddy escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Não ouves a humanidade toda falar do modelo imperfeito? O mundo o coloca continuamente diante de teus olhos. ...

Para remediar isso, temos de primeiro volver o olhar para a direção certa, e então seguir esse caminho. Precisamos formar modelos perfeitos no pensamento, e contemplá-los continuamente, senão nunca os esculpiremos em uma vida sublime e nobre” (p. 248). Eu necessitava ver que o homem reflete o bem que Deus é, por ser Sua imagem e semelhança.

Quanto mais eu mantinha meu olhar em um modelo de homem e excelência definido por Deus, tanto mais eu constatava que já não estava interessado em outros modelos ou expectativas. Tornei-me mais humilde, o que para muita gente não é uma característica associada com a masculinidade, mas que achei indispensável com relação aos outros e à autoaceitação. Também me tornei mais confiante para fazer novas amizades, e meu foco mudou. Em vez de procurar o que eu poderia ganhar com isso, passei a procurar o que eu tinha a oferecer. 

Tive ainda algumas lições a aprender com relação a buscar apenas a Deus como fonte de satisfação e de dignidade própria mas, com essa nova alicerce, senti-me adequadamente preparado, tanto para abordar cada dia com um constante senso espiritualizado de masculinidade, como também para trazer as qualidades de moralidade e força a tudo o que eu fizesse. E constatei que quanto mais eu colocava essas qualidades em prática, tanto mais elas se aprofundavam e me capacitavam a ser uma bênção maior em todas as minhas atividades e relacionamentos.  

Longe de ser uma lista de coisas que se precisam obter, ser um homem é honrar vivamente a excelência que Deus já criou em nós, Seus filhos. Sou muito agradecido por ter descoberto esse senso espiritual do que significa ser um homem, como uma qualidade inata para ser revelada e honrada.

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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