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Original para a Internet

A oração de um líder — oração pelos líderes

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 23 de fevereiro de 2026


Quando os noticiários relatam o uso indevido do poder por parte de líderes do governo, pode parecer que não há muito que os cidadãos comuns possam fazer para melhorar a situação. Mas a história tem mostrado que comportamentos errôneos dão lugar à profunda inclinação da humanidade para a justiça — inclusive resultando na mudança de atitude por parte dos líderes.

Um dos personagens mais famosos da história, o rei Davi, governou em Israel no século X A. C. Ele já se destacava muito antes de se tornar rei. A Bíblia relata que, quando era um jovem pastor, ele derrubou um gigante inimigo com uma pedra lançada de sua funda, enquanto soldados experientes observavam parados, com medo de agir.

Mas, mesmo pessoas notáveis fazem escolhas ruins, e o rei Davi acabou tomando uma decisão muito errada. Usou seu poder para compelir a adulterar com ele, a esposa de um soldado do seu próprio exército; depois ordenou que esse soldado fosse morto, no intuito de encobrir o ocorrido e tomar a esposa do soldado para si.

Algum tempo depois, um conselheiro de sua confiança o despertou para a necessidade de se arrepender sinceramente, e Davi escreveu um dos Salmos mais significativos da Bíblia, que permanece como uma oração poderosa para quem quer ajudar a si mesmo, ou a outros, a se tornarem pessoas melhores. Contém as palavras: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. … Restitui-me a alegria da tua salvação…” (Salmos 51:10, 12).

A purificação de si mesmo, ou seja, o arrependimento, é uma tarefa contínua. O Cristianismo se refere a ela como algo sagrado, o compromisso de viver o bem e a pureza, naturais a todos nós por sermos filhos de Deus.

Quando nos esforçamos para deixar que Deus purifique nosso coração, eliminando a raiva, o desdém ou o desalento, e substituímos tais sentimentos pela gratidão e pelo apoio às ações justas e isentas de ego, tornamo-nos parte de um movimento de sanadores.

Um relato sobre a obra de cura de Cristo Jesus mostra que alguém fora de seu juízo perfeito pode recuperar a sanidade (ver Marcos 1:23–27). Jesus falou com autoridade ao estado desordenado e desequilibrado de um homem possesso de um “espírito imundo”: “Cala-te e sai desse homem”. De acordo com o relato, o homem recobrou a clareza mental. 

Pode-se dizer que, quando qualquer um de nós age “de modo impuro” — por exemplo, quando damos prioridade a nossos próprios desejos ou àquilo que consideramos um benefício pessoal — precisamos recobrar nossa clareza mental, ou seja, um senso mais verdadeiro da pureza e do bem que são nossos por sermos os filhos espirituais de Deus. É esse o propósito do sacramento conhecido como “o batismo de arrependimento”.

Diante das más notícias e dos maus protagonistas, almejar e manter uma estável expectativa do bem requer nosso empenho persistente. Contudo, fazer esse esforço é uma capacidade inerente a todos nós, porque Deus expressa o bem infinito em Seus filhos, e por intermédio deles. Quando, por meio da oração, nós nos arrependemos e purificamos nosso coração, vencendo o ódio, o cinismo, a indignação e outras reações improdutivas, podemos ter mais confiança no fato de que esse arrependimento é possível aos outros também.

É útil manter essa atitude ao vermos as notícias. Pode ser tentador nos deprimirmos ou ficarmos irritados pelo que acontece no mundo, mas uma reação mais produtiva e sanadora é alcançarmos a convicção mais elevada de que existe um “coração puro” em todos. Por mais escondida ou ignorada que essa pureza pareça estar, ela é a essência de cada um como expressão individual de Deus.

Referindo-se a Jesus, o livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, declara: “Como primeiro ponto na lista dos deveres cristãos, ele ensinou a seus seguidores o poder sanador da Verdade e do Amor” (Mary Baker Eddy, p. 31).

O potencial de promover a cura está em qualquer um que se esforce por manter a convicção de que todos têm a capacidade inata de serem bons, porque todos são, na verdade, criação do bem infinito — Deus. Diz a Bíblia: “…a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 João 3:3). 

Por maior que seja a necessidade de reis e líderes purificarem o próprio coração, a melhor maneira pela qual cada um de nós pode contribuir para isso é renovar dentro de si “um espírito inabalável” no bem. Ao deixarmos que Deus purifique nosso coração, nossas orações pelos outros os ajudarão a pensar e agir de uma forma que sirva melhor ao bem-estar geral. 

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