Às vezes, parece difícil lembrar de certas coisas, tal como “Qual é o nome dele, mesmo?” ou “O que eu vim fazer aqui?” Nessa vida agitada, com tantas coisas acontecendo, parece que nossa memória às vezes pode nos deixar na mão. Porventura precisamos aceitar isso como algo inevitável?
Na verdade, não. Ao longo dos anos, esta revista tem publicado muitos relatos comprovados de casos em que problemas de memória, e outras questões de saúde mental foram curados por meio da oração. Vejamos alguns dos fatos espirituais por trás de curas como essas.
Para começar, temos o exemplo de Jesus, que revelou a natureza onisciente de Deus, ao discernir o que outras pessoas estavam pensando. Jesus nunca atribuiu esse discernimento a um mérito próprio; em vez disso, afirmou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Em outras palavras, ele esclareceu que a fonte de todas as suas capacidades era divina.
Isso pode parecer um padrão muito elevado, mas Jesus mostrou que esse fato é verdadeiro para todos nós, e deu exemplos de quais são os resultados possíveis. Quanto mais compreendemos a Deus como a fonte de todas as nossas capacidades, mais somos capazes de saber tudo o que precisamos saber.
Com o estudo da Ciência Cristã, aprendemos sobre a natureza de Deus como a Mente divina. Em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy descreve a Mente como a que “tudo sabe” (ver p. 7). Por isso, basicamente, a Mente sabe tudo, tanto sobre as coisas menores quanto as maiores. Deus é infinito, portanto, o conhecimento da Mente é infinito, é tudo o que existe. Não há uma mente separada, chamada “cérebro” que possa saber ou não saber as coisas, lembrá-las ou esquecê-las.
Também aprendemos na Ciência Cristã que somos a criação de Deus. Somos a expressão da natureza de Deus, totalmente boa. Somos a emanação, a manifestação da Mente. Por issoanto, nós sabemos porque Deus sabe.
O conceito de memória implica a existência de um passado que precisa ser lembrado no presente. No entanto, para a Mente não existe passado, pois na Mente há apenas o agora sempre presente. Saber é a revelação do que está acontecendo agora, sempre no presente. Não há nada para ser lembrado, porque tudo é conhecido a cada momento.
Então, como isso se relaciona à capacidade de lembrar detalhes? A questão fundamental é como identificamos a nós mesmos. Às vezes, parece que temos uma mente separada de Deus, com capacidade limitada de reter informações. No entanto, reconhecer que somos a própria emanação da Mente nos coloca em perfeita sintonia para termos consciência daquilo que a Mente sabe.
Quando não consigo lembrar de alguma coisa, imediatamente me recuso a acreditar nisso. Aprendi que, nesses momentos, fazer um grande esforço para lembrar algo acaba atrapalhando o que preciso ouvir de Deus. Em vez disso, adquiri o hábito de me aquietar mentalmente, abrir o pensamento e confiar. Isso tem funcionado melhor para mim. Lembro a mim mesma que a Mente é infinita, e eu reflito a Mente, por isso sou capaz de saber o que preciso saber.
Por exemplo, se eu tiver um lapso de memória ao tentar lembrar o nome de alguém, paro e lembro a mim mesma que a Mente divina sabe tudo. E, visto que isso é verdade, e eu estou incluída na Mente, posso saber o que preciso saber. Nem sempre a informação necessária chega imediatamente, mas sempre chega. À medida que continuo a fazer disso uma prática espiritual, a coisa fica cada vez mais fácil. Sinto-me muito mais em sintonia com a maneira como a Mente revela as informações de que preciso.
Há muitas expressões em circulação que sugerem a perda de acuidade mental: “névoa mental”, “problema da terceira idade”, e assim por diante. Elas parecem inofensivas, mas não correspondem ao fato espiritual de que Deus, a Mente, é Tudo-em-tudo.
Não temos uma mente que se perde, enfraquece ou entra em declínio. Visto que existe apenas uma Mente, e a Mente é infinita, onde algo poderia se perder? Dentro desse Tudo não é possível que alguma coisa mude de lugar. Aonde poderia ir fora do Tudo? O Criador, a Mente, e a criação espiritual da Mente, ou seja, nós, somos um. Por isso, não há separação entre a Mente e a sua ideia, nós. Não existe a possibilidade de uma mente separada nem de uma separação. O Um não é divisível.
Ciência e Saúde define espiritualmente o homem como “a ideia espiritual de Deus” (ver p. 115) e, em seguida, faz referência à definição de ideia constante do dicionário Webster, que a descreve, em parte, como “o objeto imediato da compreensão”. Saber que somos o objeto imediato da compreensão nos dá a confiança de que aquilo que chamamos memória faz parte do saber de Deus, o qual é constante. Por isso, podemos ter a expectativa de saber instantaneamente o que precisamos saber.
É um privilégio maravilhoso reconhecer que, por sermos a expressão da Mente, nossas capacidades mentais são ilimitadas. Não há possibilidade de alienação mental, confusão, perda de memória ou “brancos” repentinos. Cada um de nós pode ter a expectativa de uma compreensão cada vez maior da Mente onisciente e, assim, viver em comunhão com a Mente!
