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Original para a Internet

Livre da dor e do fascínio por crimes cibernéticos

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 26 de outubro de 2026


Eu estava ouvindo um programa de rádio, e fiquei fascinada pelo que escutava. O programa abordava o aumento do crime cibernético e explicava como os criminosos da internet vinham descobrindo novas formas de não serem detectados.

Na manhã seguinte, acordei com uma forte dor em uma perna. Consegui me sentar em uma cadeira e peguei um exemplar do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, o qual leio regularmente, de capa a capa. Havia parado minha leitura em um parágrafo iniciado pela palavra nervos, e notei imediatamente a palavra eletricidade, que eu havia escrito à mão, acima daquela passagem, algum tempo antes. Não tenho certeza do porquê, mas à época ela veio ao meu pensamento como uma inspiração. Analisando, agora, devo ter escrito eletricidade acima da palavra nervos por ter percebido, intuitivamente, haver uma conexão entre as duas coisas que precisava ser refutada.

Na manhã em que senti essa dor intensa na perna, iniciei minha leitura por esse mesmo parágrafo. Ele começa assim: “Os nervos são um elemento da crença de que haja sensação na matéria, ao passo que a matéria é desprovida de sensação” (p. 480). Instantaneamente, a dor desapareceu.

Fiquei impressionada pela cura ter sido tão imediata, mas senti haver algo mais que eu precisava compreender. Por ter ficado fascinada por aquele programa de rádio, procurei sinônimos para fascinante, e a palavra mesmerismo chamou minha atenção. Percebi que eu fora totalmente absorvida e fascinada — mesmerizada — pelo que ouvia, a ponto de nem levar em consideração aquilo que sei ser espiritualmente verdadeiro. Em outras palavras, eu havia assimilado o aspecto da crença de que existe inteligência e poder maléficos opostos a Deus, capazes de operar por meio do canal da eletricidade. Em vez disso, eu podia contestar essa crença, alicerçando-me na bondade infinita de Deus.

Raciocinei que, quando a eletricidade foi descoberta, seu propósito era benéfico, não destrutivo, ou seja, visava a apoiar o progresso da humanidade, e não prejudicar as pessoas ou colocar vidas em risco. A Sra. Eddy escreve: “A eletricidade destrutiva não procede do bem infinito” (Ciência e Saúde, p. 93).

Lembrei-me também desta enfática recomendação da Sra. Eddy: “Guardai e fortalecei ainda mais vossa própria cidadela” (A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos, p. 213). Essas palavras são um importante alerta ao qual tenho de estar mais atenta. À luz de tudo com que lidamos hoje no mundo, inclusive os crimes cibernéticos, tais palavras me fazem lembrar da necessidade de defender meus pensamentos, impedindo que absorvam crenças errôneas que abalariam minha certeza da supremacia do poder infinito de Deus, que é totalmente bom.

Jillie Webbe
East Molesey, Surrey, Inglaterra

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