Um dos versículos bíblicos de que gosto especialmente é este: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29:11). Compreender que essa é uma lei me auxiliou a mudar minha postura mental, de um estado perturbado para o de confiança e liberdade. Esse versículo eleva meu pensamento à compreensão de que Deus, a Mente divina “…é a causa única, o Princípio único, da existência”, como está explicado no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy (p. 262).
Ponderando a partir dessa base metafísica, eu chego à conclusão de que as sugestões de desarmonia são ilusórias e desprovidas de poder; não podem ser causativas ou ter efeito real sobre mim ou sobre você, porque Deus faz com que o homem, Sua imagem, reflita Sua natureza e Suas qualidades — bondade, paz, justiça etc.
Recentemente, eu tive a oportunidade de colocar em prática esses ensinamentos e comprovar sua eficácia. Eu estava orando por minha comunidade, para saber que sob o governo todo-amoroso e todo-sábio da Mente única, Deus, não poderia haver efeitos nocivos vindos da influência midiática ou de personalidades, ou provocados pela atividade de grupos violentos. Como escreve nossa Líder: “Só há uma causa primordial. Portanto, não pode haver efeito de nenhuma outra causa, e não pode haver realidade naquilo que não proceda dessa única e grande causa” (Ciência e Saúde, p. 207).
Enquanto eu estava orando com essas ideias, um barulho desagradável começou a vir de um apartamento no andar acima do meu. Fiquei irritado com aquela invasão, que impedia minha concentração no trabalho e parecia estar em contradição direta com minhas orações a respeito da Mente e Seu controle harmonioso. Rejeitei imediatamente tais sugestões, pois compreendi que não eram “pensamentos de paz”, mas de mal, desprovidos de poder. Eu só poderia ser suscetível ao fim que Deus desejava, o bem.
Fui inundado por um senso de harmonia e me alegrei muito, pois eu sabia que estava na presença do Espírito divino, em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos” (ver Atos 17:28). A irritação cessou imediatamente, e logo retomei meu trabalho, com mais clareza e confiança em que a realidade espiritual é a única presença e a única ação ocorrendo ali mesmo, e que eu poderia ser testemunha dessa realidade.
Ao recordar essa experiência, percebo que o aprendizado mais importante que obtive com a revelação do profeta Jeremias foi como discernir quais pensamentos acolher — somente aqueles procedentes da causa original, a Mente divina. Também tem se tornado cada vez mais evidente para mim que sentimentos de irritação, reclamação e crítica funcionam como uma porta aberta à justificação do ego, à vitimização e à negação da onipotência de Deus e da manifestação do Seu bem — uma negação da Mente que sabe tudo e governa tudo.
Não cabe a nós tentar mudar o que parece estar acontecendo à nossa volta ou o que alguém possa estar pensando a nosso respeito. O que mais importa são quais ideias estamos aceitando, e o domínio que adquirimos sobre o que pensamos, quando reconhecemos os pensamentos da Mente divina, que é todo-poder. Podemos aprender a abandonar conceitos que não são “pensamentos de paz” e substituí-los pelos pensamentos espirituais e sanadores de Deus.
Em outra oportunidade, a associação de moradores do meu condomínio marcou uma reunião para autorizarmos a conversão de uma área externa próxima em um estacionamento para locação, cuja renda seria revertida para diminuir as taxas condominiais.
Como a janela do meu quarto dá vista para essa área, um morador perguntou minha opinião sobre o assunto. Um outro me procurou e disse que estava indignado com a proposta, porque achava que causaria muitos inconvenientes, especialmente para mim. Fiquei sabendo também que havia pessoas interessadas nas vagas de estacionamento, e uma delas era a própria síndica, que fizera a proposta em nome de outra pessoa.
Agradeci a esses dois moradores, mas evitei fazer especulações, antes de orar a respeito do assunto. Em oração, reconheci que o Princípio divino governante é a Mente perfeita, e que Suas ações abençoam a todos, inclusive meus vizinhos. Fiquei em paz.
No dia da reunião, assim que o assunto foi abordado, uma mulher pediu a palavra e desmontou os argumentos que sustentavam a proposta. Ela disse que todos nós tínhamos direito a bem-estar e segurança, e citou até mesmo a convenção de condomínio para requerer a rejeição completa da proposta. Seu pedido foi aprovado por unanimidade. Fiquei muito grato por ter sentido, ao longo do processo, o cuidado amoroso e sempre presente de Deus, cujos pensamentos de paz abençoam todos os Seus filhos.
Esse modo de pensar e agir está centrado em leis espirituais que são universais. Todos nós podemos vivenciar esse conhecimento que a Ciência Cristã revela, e comprovar sua eficácia.
