Skip to main content Skip to search Skip to header Skip to footer
Original para a Internet

PARA JOVENS

O que a minha primeira temporada no atletismo me ensinou sobre ouvir a Deus

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 21 de setembro de 2026


O esporte sempre fez parte da minha vida. Jogo vôlei desde os oito ou nove anos de idade, mas só no ano passado experimentei o atletismo pela primeira vez.

No início, tive muitas dúvidas. Eu pensava: “Será que deveria estar aqui? Estou contribuindo com a equipe?” Era difícil permanecer em um ambiente em que todos eram mais experientes e treinados do que eu.

Eu também me cobrava bastante, quanto ao meu desempenho nas corridas. Minha especialidade é corrida de velocidade, e comecei competindo nos 100 metros rasos. Na minha segunda prova nessa categoria, eu realmente queria bater meu recorde pessoal. E o treinador disse que, se eu diminuísse meu tempo em cerca de um segundo, ele me escalaria em mais eventos. Então, eu estava me cobrando muito para ser mais rápida.

No dia da corrida, eu estava na linha de largada, esperando o tiro de partida, mas fiquei tão ansiosa para iniciar que larguei antes do tempo e fui desclassificada. Essa seria minha única prova naquele dia, e fiquei arrasada.

Percebi que precisava mudar o modo como encarava as coisas. Como Cientista Cristã, cresci lendo a Bíblia e Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, e há ideias em ambos os livros que me ajudaram muito a lidar com a ansiedade.

Na Bíblia, uma história menciona “um cicio tranquilo e suave” (ver 1 Reis 19:12) que eu entendo referir-se à voz de Deus. Com isso, fiquei mais consciente de que quaisquer pensamentos de ansiedade, pressão ou responsabilidade pessoal não poderiam ser a voz de Deus. Ele é a fonte daquele sentimento de amor que vem a nós quando deixamos o medo de lado e nos dispomos a prestar atenção ao pensamento que nos traz calma.

Comecei a entender que Deus está sempre falando conosco. Seus pensamentos de paz, calma e bondade estão sempre presentes. O Salmo 139, na Bíblia, diz: “Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles! Se os contasse, excedem os grãos de areia…” (versículos 17, 18).

Percebi que a única coisa que me impedia de ouvir todos esses bons pensamentos era estar concentrada em mim mesma e no medo de não me sair bem. Eu queria ouvir o que Deus estava dizendo, porque os pensamentos dEle sempre nos dão o direcionamento firme necessário para fazer nosso melhor.

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz que compreender que Deus é bom está na base de nossa prática da Ciência Cristã. Eu venho percebendo o quanto o bem é um nome apropriado para Deus, porque funciona como uma linha divisória entre os pensamentos que vêm de Deus e aqueles que não vêm. Deus é o bem, Ele é totalmente bom. Então, eu gosto de considerar os pensamentos dEle como as “boas-novas”. Ideias vindas de Deus são tudo o que eleva o pensamento para além de onde estava antes. Em Salmos, lemos: “…Leva-me para a rocha que é alta demais para mim…” (61:2). Essa tornou-se uma maneira de eu reconhecer quais pensamentos deveria ouvir, antes e durante a corrida: apenas os que me levassem mais para o alto espiritualmente.

Isso foi muito útil durante uma competição de revezamento 4x1. Eu era a segunda a correr na prova, e tinha a tendência de começar a correr cedo demais, dificultando que a companheira atrás de mim me alcançasse. Certa vez, até saí da zona de passagem sem o bastão e tive de voltar atrás, o que aumentou nosso tempo. Eu estava muito decepcionada comigo mesma. Achava que não sabia como me sair bem.

Mas continuei a orar e a aprender como confiar em Deus para saber o que fazer. Na última corrida 4x1 daquela temporada, consegui esperar o tempo necessário para pegar o bastão, e a passagem foi bastante suave. Embora nossa equipe não tenha conquistado uma medalha nessa prova, eu fiquei muito grata por ter aprendido que posso ouvir a Deus, mesmo no meio de uma corrida, e entender como manter a calma sob pressão. Constatei que posso, em qualquer momento, perguntar a Deus: “Em que devo me concentrar exatamente agora?” As respostas dEle sempre vêm com muita simplicidade.

Descobri que eu tinha de fato um lugar na equipe, e uma razão para estar ali. Não pelo que fazia ou pelos tempos que marcava; mas pelo modo como eu estava fazendo. Um dos meus hinos favoritos começa assim: “Mostra Pastor, como andar” (Hinário da Ciência Cristã, 304, trad. © CSBD). Ele me lembra que Deus está guiando nossas ações, e nos mostrando como agir. Para mim, isso significou orar por mim mesma e por minhas companheiras de equipe, e encontrar algo pelo que ser grata em cada competição. Fiquei feliz em torcer por minhas colegas e dar meu apoio quando elas venciam corridas ou quebravam seus recordes pessoais.

O atletismo me ensinou que uma pergunta importante a ser feita é: “Como posso agir da maneira correta em tudo o que eu esteja fazendo?” Hoje sei que, se Deus nos guiou até determinado lugar, Ele continuará a guiar e a mostrar como agir nesse lugar. E o resultado pode não ser aquele que imaginávamos, mas será a maior bênção para nós e para todos ao nosso redor, como foi para mim na equipe de atletismo.

Para conhecer mais conteúdo como este, convidamos você a se inscrever para receber as notificações semanais do Arauto. Você receberá artigos, gravações em áudio e anúncios diretamente via WhatsApp ou e-mail.

Inscreva-se

More web articles

A missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

                                                                                        Mary Baker Eddy

Conheça melhor o Arauto e sua missão.