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Original para a Internet

A luz acolhedora da igreja

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 19 de março de 2026


Em uma fria noite de domingo, enquanto eu seguia a pé para o culto, as ruas escuras da cidade iam ficando cobertas por uma espessa camada de neve. De repente, ao virar a esquina, vi as luzes acolhedoras de nossa igreja.

A igreja parecia magnificente, suas luzes resplandeciam em meio à neve e à escuridão. Pensei: “O que essa linda estrutura Iluminada está dizendo a mim e a todas as pessoas da cidade, esta noite? Ora, está dizendo: ‘Sejam bem-vindos! Venham e vejam! Venham e vejam a luz do Cristo expressando o bem — a mensagem de Deus ao homem, a qual vem ecoando ao longo dos tempos’ ”.

Essa luz do Cristo, a qual surge como uma estrela brilhante, impeliu os Magos a irem ao encontro do menino Jesus. A mesma luz inspirou Filipe, quando disse ao amigo Natanael: “Vem e vê” o Cristo da profecia (ver João 1:45, 46). Essa luz foi mostrada aos discípulos de João Batista, que vieram e viram Cristo Jesus curar os cegos e os doentes (ver Lucas 7:19–23). O chamado para vir, ver e ser curado é o chamado do Cristo, glorioso e repleto da graça divina.

Atualmente, esse método cristão de cura por meio de Deus é a mensagem que as Igrejas de Cristo, Cientista, nos convidam a vir e ver. Foi a mensagem que eu recebi naquela noite escura e gelada. E o brilho, não somente da igreja, mas também do Cristo que ela representa, falou ao meu coração. Graças àquela luz do Cristo, eu imediatamente me senti envolta pelo Amor divino, em plena alegria.

Sabe, eu estivera caminhando muito lentamente, não apenas devido ao acúmulo de neve na calçada, mas também porque estava me sentindo mal e desanimada, até mesmo começando a questionar se havia sido prudente de minha parte ter saído de casa naquela noite fria. Mas aquele pesado desânimo me deixou, e eu já não sentia o frio da noite; sentia o calor do bem de Deus, o poder sanador do Cristo.

Ao me aproximar da entrada da igreja, veio-me ao pensamento que muitos admiráveis obreiros haviam passado por aqueles degraus, ao longo dos anos, sentido a mesma elevação, a mesma presença sagrada do Cristo, a Verdade, que eu estava sentindo naquele momento, aquecendo o clima invernal. Meu desânimo havia desparecido, assim como minha preocupação e minha doença.

O que me curou naquela noite? Não foram os tijolos ou o cimento de um belo edifício. Foi a luz resplandecente do Cristo que aquela igreja expressava. Certamente, naquele momento senti o “Amor real” que a congregação sentiu (Violet Hay, Hinário da Ciência Cristã, 64, trad. © CSBD), e provei profunda gratidão por nossa família da igreja. Foi a ideia espiritual de Igreja que me curou.

Mary Baker Eddy, a Fundadora da Ciência Cristã, define Igreja como: “A estrutura da Verdade e do Amor; tudo o que assenta no Princípio divino e dele procede.

“A Igreja é aquela instituição que dá provas de sua utilidade e eleva o gênero humano, despertando a compreensão que está adormecida nas crenças materiais, levando-a ao reconhecimento das ideias espirituais e à demonstração da Ciência divina, expulsando dessa forma os demônios, ou seja, o erro, e curando os doentes” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 583).

A Igreja não é um edifício, é a evidência “da Verdade e do Amor”, sinônimos de Deus. A Igreja está exatamente aqui, não lá adiante. A Igreja é algo que podemos aceitar como verdadeiro. Podemos vir e ver a presença da igreja como uma força sanadora em nossa comunidade e no mundo, acalentando “…a beleza da santidade e a riqueza do amor”, disponíveis e sentidas por todo coração honesto (Mary Baker Eddy, Mensagem À Igreja Mãe para 1902, p. 17).

A compreensão espiritual mostra que há somente uma Igreja: “a estrutura da Verdade e do Amor”. Tudo aquilo que constitui essa Igreja é totalmente espiritual, sem jamais necessitar de melhoria. É indestrutível e incorruptível, procede do Princípio divino. É para sempre perfeita e completa. E, por ser uma ideia infinita, está para sempre se desdobrando na Mente divina. Permanece segura na plenitude de Deus, governada por Sua sabedoria, sustentada por Seu poder. Ela comunica a compreensão espiritual da Verdade. É inspirada e sustentada pelo Amor divino.

Tudo aquilo que a ideia divina de Igreja virá a ser, ela já é agora. Uma das maneiras pela qual progredimos em nossa compreensão espiritual de Igreja, e graças à qual a demonstramos, é nossa participação nas atividades da igreja. Todo sinal de acolhida de parte de um recepcionista, toda decisão tomada em uma reunião de diretoria, toda história bíblica contada na Escola Dominical, toda cabeça curvada em oração durante o culto, cada uma das atividades da igreja, celebra a ideia espiritual de Igreja.

Participar das atividades da Igreja pode, às vezes, parecer um desafio, mas o desejo e a determinação sincera de “vir e ver” a cura pelo Cristo certamente iluminam tanto nosso caminho, quanto o caminho de outros no caminho da perfeição.

No livro Paths of Pioneer Christian Scientists [Caminhos dos pioneiros da Ciência Cristã], que relata os primórdios da Ciência Cristã antes que houvesse igrejas dessa denominação, Christopher L. Tyner relata: “Nos primórdios, todos os dias, muitos pacientes saíam caminhando do escritório dos praticistas completamente curados e seguiam alegremente seu caminho, e nunca mais se tinha notícia deles”. Ele conta ainda que uma aluna da Sra. Eddy, Annie Knott, comparou esses pacientes a “pérolas de um colar” que “rolavam para longe”. Annie explicou que foi a igreja que reuniu essas “pérolas” em um mesmo cordão (ver p. 20).

Assim como os primeiros membros dA Igreja de Cristo, Cientista, foram os construtores da igreja, aqueles que vêm e veem a luz do Cristo na Igreja podem ser os construtores de hoje. Sabemos que a jovem Mary Baker era uma fiel frequentadora da igreja, e posteriormente difundiu a missão de cura de Cristo Jesus, e nós podemos fazer o mesmo.

Você já pensou em Jesus indo à igreja? Recentemente, encontrei uma bela descrição do jovem Jesus no comentário bíblico The Interpreter’s Bible, no qual Walter Russell Bowie escreve que algumas pessoas dizem que “não precisam ir à igreja porque podem adorar a Deus em qualquer lugar. Por que Ele não pode ser encontrado da mesma maneira ao ar livre, nas montanhas, nos campos? … Jesus O encontrava na beleza dos lírios da Galileia ou sob o silêncio das estrelas; e sabia que Deus estava ali porque também sabia que estava no lugar onde, desde criança, ia para refletir sobre Ele, na casa de adoração consagrada à Sua presença”.

Essa passagem também inclui este pensamento: “Talvez, para uma alma isolada, o fogo possa se extinguir, da mesma maneira como o fogo se extingue em um pedaço de carvão deixado a queimar sozinho; mas, assim como os pedaços de carvão, que separados uns dos outros ficam ardendo apenas parcialmente, porém, ao serem colocados juntos produzem uma chama alta, também as almas dos homens, quando reunidas em adoração coletiva, alcançam o calor incandescente que, sozinhas, poderiam ter perdido” (Vol. 8, pp. 89–90).

Viemos à igreja porque aqui resplandecemos juntos. Aqui vimos e vemos uma irmandade de pérolas reunidas em um mesmo cordão, manifestando amor por tudo o que a Ciência Cristã trouxe à nossa vida. Frequentar a igreja nunca é um dever pesado ou um mero hábito, mas sim, um deleite espiritual. Estamos unidos em glorificação a Deus. Juntos, somos uma escola do caráter, incentivando-nos, uns aos outros, com gentileza e paciência, a seguir em frente.

No Sermão do Monte, Jesus ensinou: “Vós sois o sal da terra; … Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte…” (Mateus 5:13, 14).

Mary Baker Eddy fez referência a essa mensagem e deixou este incentivo: “Vigiemos, trabalhemos e oremos para que esse sal não perca o sabor e essa luz não fique escondida, mas irradie e resplandeça, até alcançar a plenitude de sua glória” (Ciência e Saúde, p. 367).

Deixemos que esse brilho espiritual da Igreja irradie e resplandeça em nosso coração, em nossas igrejas, proclamando com alegria a mensagem: “Vinde e vede — todos vós que buscais a luz”.

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