Há alguns meses, quando eu estava cozinhando, peguei a chaleira quente de maneira descuidada, e o vapor que saía dela causou uma grave queimadura em toda a parte interna do meu braço, com a formação de bolhas.
A dor era intensa. Comecei a repassar mentalmente o que havia acontecido, e fiquei tentada a acreditar que a dor era a punição pela minha falta de cuidado, a consequência inevitável desse tipo de acidente.
No entanto, eu sabia que esse estado mental não contribuiria para a cura. Então, empenhei-me sinceramente em ouvir a Deus e ser receptiva ao Cristo, a verdadeira ideia divina, que destrói a crença de que possa ser real algo dessemelhante de Deus, o bem. Somente o Cristo iria dizer a verdade a respeito de meu estado e me dar a força de afirmar minha perfeição e identidade espiritual como criação de Deus, a qual não poderia ser afetada por circunstâncias materiais.
A interpretação espiritual da Oração do Senhor, no livro-texto da Ciência Cristã, de autoria de Mary Baker Eddy, inclui o pedido: “Faz-nos saber que — como no céu, assim também na terra — Deus é onipotente, supremo” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 17). Essa era a minha necessidade e minha oração: eu precisava sentir somente a onipotência, a onipresença e a onisciência de Deus.
Em pouco tempo, meu pensamento se iluminou com o senso da plenitude de Deus e Seu amor, e deixei de me sentir em um deserto de dor, dúvida e medo. Passei a reconhecer minha verdadeira identidade como a imagem e semelhança de Deus, totalmente livre e bem.
A dor desapareceu e, no dia seguinte, não havia mais nenhum sinal de queimadura, nenhuma bolha nem vermelhidão.
Martine Blackler
Uvongo, KwaZulu-Natal, África do Sul
