A Bíblia, a Palavra de Deus, nos apresenta a verdade atemporal. A Lição Bíblica desta semana, com o tema “São reais o pecado, a doença e a morte?”, constante do Livrete Trimestral da Ciência Cristã, inclui o Salmo 91 que nos oferece esta garantia: o Senhor é o meu “…refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio” e “…ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa” (versículos 2 e 3). Que poderosa inspiração é esta, a de que podemos encontrar um lar seguro em Deus, sem inimigos, perigo, doença e até mesmo sem o ruído de discussões e opiniões.
Venho aprofundando meu estudo sobre o Apóstolo Paulo. Antes de tornar-se discípulo do Cristo, ele era conhecido como Saulo e perseguia os primeiros seguidores de Jesus, colocando-os na prisão. Agradeço à voz da Verdade, atribuída a Cristo Jesus, que falou a Saulo na estrada de Damasco. Acatar a orientação do Cristo fez com que deixasse seu erro e, com um novo nome e uma nova missão, voltasse para o lar em Deus, o Amor divino.
Posteriormente, devido à sua dedicação ao Cristo, Paulo foi apedrejado por uma multidão enfurecida e deixado aparentemente morto. Ali, em uma situação que poderia ter sido de total derrota, Paulo, com a ajuda de outros cristãos que se reuniram à sua volta, certamente em oração, pôde levantar-se e continuar trabalhando para Deus. Paulo constatou por experiência própria que nada pode nos separar do amor de Deus, nada pode interromper nosso senso de lar e de lugar.
No ano passado, durante uma viagem de carro para visitar minha família em outro estado e participar de uma celebração especial, ouvi o áudio do último capítulo de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, a fundadora dO Arauto da Ciência Cristã. Esse capítulo é uma coletânea de relatos de curas que as pessoas tiveram por confiarem na Ciência Cristã, e fiquei especialmente animada ao ouvir vários casos de pessoas que encontraram a cura, ao deixarem de lado seus preconceitos a respeito da Ciência Cristã.
Embora não tivesse nenhum preconceito quanto à Ciência Cristã, eu estava lutando contra sentimentos preconceituosos a respeito de atitudes e ações de algumas das pessoas que estariam presentes no evento, além de ter a ideia preconcebida de que a celebração teria um tom político, trazendo insegurança. Com os exemplos de cura ainda vívidos no pensamento, orei durante o evento para perceber de que maneiras a luz do Cristo estava presente. Não foi difícil, pois vi as pessoas se reunirem pacificamente e testemunhei muitos atos de boa vontade. Claramente, o senso de lar e de lugar certo, meu e de todos, não havia sido rompido, e eu sabia que jamais seria rompido, porque o verdadeiro senso de lar e de lugar vem de Deus e é por Ele mantido. À medida que compreendemos que nosso lar é na consciência de Deus, e que a Ele plenamente pertencemos, encontramos evidências disso em nossa vida.
No fim daquela noite, percebi que meu casaco, com as chaves do carro, havia desaparecido. Esse foi o momento de expressar humildade, porque eu sabia que precisaria pedir ajuda às pessoas que, inicialmente, eu havia considerado inimigas. Mas, com as lições que havia aprendido ao longo daquele dia, sabia que elas também expressavam a Deus, portanto, eu podia esperar delas gentileza e disposição para me ajudar, como evidência de que elas são filhas de Deus. Fiquei profundamente grata quando os organizadores do evento rapidamente encontraram e devolveram meu casaco, mas ainda mais grata por ter me libertado das opiniões errôneas.
Por isso, não obstante as notícias atuais e as questões que parecem causar discussões e divisão, podemos nos voltar ao Amor divino e perceber que, como nos assegura o Salmo 91, Deus é um lugar seguro e amplo a que podemos chamar de lar.
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