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Original para a Internet

Vizinhos barulhentos? Como uma igreja encontrou a paz

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 23 de março de 2026


Quando fui eleita Primeira Leitora, na filial da Igreja de Cristo, Cientista, no Zimbábue, da qual sou membro, descobri que trabalhar e orar pela igreja e suas atividades traz bênçãos.

Durante o período em que fui leitora, começou a construção de um estabelecimento comercial ao lado de nossa igreja. Estávamos separados por um metro de distância e uma cerca, apenas. A construção continuava nas manhãs de domingo, e o barulho atrapalhava nossos cultos.

Mesmo depois de terminada a construção, o barulho continuou. O novo estabelecimento, uma oficina de lavagem de carros e alinhamento de rodas, funcionava sete dias por semana. Na área de espera dos clientes, grandes alto-falantes transmitiam música em alto volume, tanto que parecia estar tocando dentro da nossa sala de cultos.

Em um domingo, eu tive uma conversa amigável com nossos vizinhos a respeito do barulho. Eles se desculparam e prometeram diminuir o volume durante os cultos. Por algumas semanas eles cumpriram a promessa, mas depois esqueceram, ou simplesmente ignoraram o assunto. Fiz vários contatos com eles, mas mesmo os níveis mais baixos da música perturbavam nossos cultos.

Esses esforços humanos não lograram estabelecer a atmosfera de paz e tranquilidade de que precisávamos, então orei a respeito do transtorno. Ao estudar diariamente a Lição Bíblica daquela semana, publicada no Livrete Trimestral da Ciência Cristã, eu encontrava inspiradas verdades espirituais que conduziram à cura, tanto para mim pessoalmente, como para a situação com os vizinhos da igreja.

Por exemplo, um domingo, eu não conseguia parar de tossir, o que iria dificultar eu conduzir o culto e ler em voz alta os trechos da Lição Bíblica que me cabiam. Liguei para um praticista da Ciência Cristã, cujas orações me despertaram para a compreensão de que nada podia interferir na obra de Deus, como diz a Bíblia: “…eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei” (Isaías 46:4). Sentindo-me segura de que Deus estava no controle e de que tudo estava bem, fui para a igreja. A tosse parou, e tudo correu como devia.

Apliquei essas mesmas verdades a nossos vizinhos. Passei a vê-los como filhos de Deus, obedientes a Ele, porque foram criados à Sua imagem e semelhança, como diz a Bíblia (ver Gênesis 1:26, 27). Quem provocava o barulho não eram as pessoas, mas, sim, a mentira de que o homem não seja o reflexo de Deus, a Mente única e infinita; que o homem tenha uma mente própria, material que talvez não deseje cooperar, ou seja indiferente. Na verdade, existe apenas o homem espiritual, a manifestação e reflexo de Deus, o Espírito, e esse reflexo é perfeito e harmonioso.

Ocasionalmente, ainda havia barulho, então, em um domingo fiz contato com os vizinhos para lembrá-los de que estávamos prestes a começar o culto. Eles foram simpáticos e compreensivos e pediram que eu orasse por eles. Eu sabia que eles também eram muito amados por Deus e que amavam a obra de Deus. Meus pensamentos estavam imbuídos de amor e paz.

Vi a todos — os vizinhos e os membros da igreja — unidos na Mente divina, onde todos se entendem e são guiados pelo Espírito divino, Deus. Não há interferência neste lugar celestial, o reino de Deus. Ali tudo é harmonioso. Lembrei-me de que “a obra pronta está” (Hinário da Ciência Cristã, 51, trad. © CSBD). Todos somos obra de Deus e nos relacionamos de maneira harmoniosa.

No domingo seguinte, quando chegamos à igreja, não havia música, embora a oficina estivesse aberta e funcionando. Houve silêncio durante todo o culto, e ouvíamos apenas a Palavra de Deus. E daí em diante, não houve mais barulho.

Essa experiência evidenciou o bem que se manifesta, quando obedecemos ao seguinte artigo do Manual da Igreja, de autoria de Mary Baker Eddy: “Os Leitores dA Igreja Mãe e de todas as igrejas filiais têm de dedicar parte apropriada do seu tempo à preparação da leitura da lição dominical — lição da qual grandemente depende a prosperidade da Ciência Cristã. Eles têm de se manter imunes às influências do mundo — incontaminados pelo mal — para que a atmosfera mental que exalam promova a saúde e a santidade, isto é, aquele ânimo espiritual tão universalmente necessário” (Mary Baker Eddy, p. 31).

Procuremos todos “exalar” esse “ânimo espiritual” que cura.

Shamiso Mazungaire
Mutare, Zimbábue

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