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Original para a Internet

Os valores espirituais não morrem

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 13 de abril de 2026

Original em português


Há alguns meses, uma amiga me enviou uma mensagem que trazia doces lembranças do passado, mas estava carregada da melancolia que frequentemente acompanha a nostalgia. Ela falava da geração que está morrendo.

Essa ideia — de que algo bom esteja morrendo — soou um alarme em mim, despertando-me para o fato de que o que eu realmente deveria considerar era a essência daquilo que meus antepassados haviam transmitido. Entendi que os bons valores de nossos antecessores nos dão a força para seguir em frente — e esses valores não morrem. Lembrei-me de algo que minha avó e minha mãe diziam: “O bem que se faz nunca é perdido”.

Os ensinamentos e as obras de Jesus comprovam que essas mulheres estavam falando a verdade, porque o bem muito especial que ele ensinou e expressou continua sendo um modelo vivo e acessível a toda a humanidade. Jesus sabia que ele era um com o Pai, e que o Pai que estava nele realizava as obras. Ele não disse que somente ele era capaz de fazer aquelas obras, mas que nós também poderíamos fazê-las.

O fato de que Deus é o bem infinito foi revelado a Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã. Por isso, quando expressamos o bem com a compreensão de que estamos manifestando qualidades divinas inerentes à nossa verdadeira identidade, que é espiritual, perfeita e harmoniosa, elevamo-nos acima do senso humano e limitado de fazer o bem.

Uma bela história bíblica, que é relatada no Antigo Testamento, oferece ensinamentos valiosos nesse sentido. A história de José revela que o bem que se faz não é perdido. Devido à inveja de seus irmãos, quando jovem José foi vendido para ser escravo no Egito. Algum tempo depois, a esposa de seu senhor levantou uma acusação falsa contra ele e José foi preso. Mas ele nunca perdeu a fé em Deus, nem o desejo de servi-Lo. Graças a isso, foi libertado da prisão e conseguiu salvar da fome os habitantes de toda a região, inclusive os próprios irmãos. 

Depois que os irmãos vieram até ele em busca de comida, e José lhes revelou sua identidade, ele lhes disse para não ficarem tristes nem com raiva de si mesmos, por havê-lo traído, porque Deus o havia enviado ao Egito para preservar a vida. Estas são suas palavras: “Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gênesis 45:7, 8).

Quando somos tentados pela sugestão de que o mal tenha algum poder, podemos nos lembrar das palavras de José, e reconhecer que o único Deus, o bem infinito, é o único poder. “A Bíblia contém a receita para toda cura”, escreve a Sra. Eddy em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p. 406). Por experiência própria, ela tinha consciência da veracidade dessa afirmação, que é um guia para todos nós. Com base nela, podemos concluir que, graças aos ensinamentos da Bíblia, todos podemos ser curados dos males que afetam a humanidade. Podemos começar vencendo a crença de que o bem possa ser perdido ou estar ausente em algum momento.

Quando estudamos a Bíblia compreendemos claramente que o bem é o Espírito, Deus, sempre presente e em ação. Pelo fato de refletirmos a Deus, nunca podemos deixar de fazer o bem ou de ver o bem manifestado nos outros. Como o bem provém de uma fonte divina, ele nunca deixou e nunca deixará de existir. Nenhuma circunstância humana pode nos impedir de expressar aquilo que é inerente a cada um de nós como filhos de Deus.

Nunca é tarde demais para entender que o bem jamais acaba, e a parábola de Jesus sobre o filho pródigo é um dos ensinamentos que nos ajudam a despertar e reconhecer o bem verdadeiro que já é nosso. Logo após pedir ao pai que lhe desse a parte que lhe cabia da herança, o filho pródigo deixou a casa paterna e “…dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lucas 15:13). Mas, depois de ter gasto tudo e estar passando fome, o filho voltou para o pai, que o recebeu de braços abertos, e lhe proporcionou todo o bem. 

Reconhecer que tudo o que fazemos é para Deus, e por meio de Deus, nos liberta das dolorosas consequências resultantes da crença de que temos uma mente ou vontade separadas dEle.

O bem constitui nossa verdadeira natureza espiritual, porque todos somos filhos amados de Deus, independentemente da época em que vivemos. Ao reconhecer isso, incorporamos, de maneira natural, os valores essenciais para termos uma vida plena de saúde, paz, amor, harmonia e felicidade.

Mesmo em um novo ambiente, em outra época, em um local diferente, com outros personagens e novos costumes, podemos sentir a alegria de constatar que os bons valores cultivados por nossos antepassados ainda estão disponíveis para que cada um de nós os expresse, e perceba que são expressos em tudo e em todos. O que é essencial, a verdadeira substância, não está morrendo, porque não morre nunca.

Lemos no livro-texto da Ciência Cristã: “Para nos certificarmos de nosso progresso, precisamos saber onde estão nossos afetos e a quem reconhecemos e obedecemos como Deus” (Ciência e Saúde, p. 239). Amamos mais nossos entes queridos quando nos lembramos do Primeiro Mandamento, que nos ensina a amar a Deus, o Espírito, acima de tudo.

Quando nos aprofundamos no estudo da Bíblia e da interpretação espiritual das Escrituras apresentada na Ciência Cristã, não deixamos de amar nossos entes queridos, mas passamos a amá-los verdadeira e espiritualmente, e a nos sentir unidos a eles e a todo o bem expresso por eles. Nossas ações passam a ser impelidas pelos bons pensamentos que provêm ininterruptamente da fonte de todo o bem, Deus. Lemos em Gálatas: “…aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (6:7). Semeando o bem, colhemos o bem.

A tentação de nos sentirmos nostálgicos impede que percebamos as possibilidades infinitas que decorrem de reconhecermos o bem que está se manifestando e que está ao alcance de todos neste exato momento, nesta época em que vivemos.

Jesus recomendou aos discípulos, que estavam pescando, que lançassem a rede para o lado direito. Eles obedeceram, e as redes se encheram de peixes. Podemos fazer o mesmo. Podemos volver nossos pensamentos para o lado de Deus, reconhecendo que é o bem infinito que governa, sempre governou e sempre governará tudo o que diz respeito a nós, a nossos antepassados, àqueles que estão aqui conosco e àqueles que ainda estão por vir. Então perceberemos que nossas lembranças, o momento presente e nossa expectativa para o futuro estão repletos de alegria e gratidão.

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