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Original para a Internet

Precisamos saber quem realmente somos

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 11 de maio de 2026


Um programa de televisão intitulado Who do you think you are? [Quem você pensa que é?] procura traçar o histórico familiar de celebridades, às vezes remontando a Guilherme o Conquistador, e ao Rei Henrique VIII, na versão britânica. A popularidade do programa mostra nosso desejo inato de saber quem somos e de onde viemos.

Há alguns anos, depois de ter deixado uma carreira profissional para ficar em casa, cuidando do meu primeiro filho, comecei a me questionar sobre quem eu era. Eu havia me mudado para longe da família e dos amigos, e sentia ter perdido parte de minha identidade — ou assim me parecia.

Por volta dessa época, comecei a me interessar muito pela Ciência Cristã. Eu sentia que poderia encontrar em seus ensinamentos a resposta às minhas questões relacionadas à identidade. Comecei então a ler o livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy. Percebi que havia encontrado a resposta que procurava, quando li esta passagem: “Na Ciência o homem é gerado pelo Espírito. O belo, o bom e o puro constituem sua ascendência. Sua origem não está no instinto bruto, como a origem dos mortais, e o homem não passa por condições materiais antes de alcançar a inteligência. O Espírito é a fonte primordial e suprema do seu existir; Deus é seu Pai, e a Vida é a lei do seu existir” (p. 63).

Essas palavras me atingiram em cheio! Eu não era a pessoa que pensava ser. Eu precisava me identificar como filha de Deus — não como uma mãe ou esposa mortal, com uma história profissional etc. Eu era a filha de Deus e pertencia a Deus. Essa era minha verdadeira conexão familiar, que não estava, de modo algum, na mortalidade. Deus era meu Pai-Mãe, e minha ancestralidade, minha história, era espiritual. Eu realmente me regozijei nisso. Agora sabia quem eu era!

Essa foi uma verdadeira revelação e reverteu muitas das opiniões que eu tinha a meu respeito. Uma delas foi passar a compreender que a humildade não consistia em me depreciar ou me sentir culpada por eventos passados. Por exemplo, eu tinha decidido mudar de carreira, e isso havia decepcionado muito minha mãe. Saber quem eu realmente era, espiritualmente, deu-me a confiança e a força interior que eu não tivera antes. Consegui continuar a amar e não reagir às críticas. As tensões diminuíram, e nosso relacionamento se tornou mais harmonioso.

Quando nos apegamos a um conceito errôneo e material a nosso próprio respeito, estamos nos identificando a partir de um ponto de vista distorcido, como se estivéssemos olhando através da extremidade errada de um telescópio. E essa se torna a maneira como vemos o mundo.

Se olhamos através da lente do Espírito, porém, vemos a nós mesmos e ao nosso próximo a partir de um ponto de vista espiritual, não com base na aparência externa. Na Bíblia, o profeta Samuel é enviado por Deus para ungir um novo rei dentre os oito filhos de Jessé (ver 1 Samuel 16). Samuel é bem-sucedido em sua missão, ao seguir a orientação de Deus e considerar o coração, não a aparência exterior. Por meio do discernimento espiritual, ele reconhece que Davi é o escolhido. Davi ganhou a reputação de ser “…forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência…”, e todos diziam: “…o Senhor é com ele”. 

Considerando a perspectiva espiritual, todos nós somos ungidos por Deus, pois todos somos Seus filhos. E podemos nos elevar e reconhecer nossa plena estatura como filhos de Deus. É inspirador reivindicar isso como nossa herança espiritual, nosso verdadeiro existir. Acaso Jesus não disse aos discípulos: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14)?

Por que deveríamos duvidar disso? Nosso Pai-Mãe Deus nos ama, Ele quer e faz acontecer o que é melhor para Seus filhos. O plano infinito de Deus para cada um de nós é maravilhoso e totalmente bom.

Também lemos em Ciência e Saúde: “Admitir para si mesmo que o homem é a própria semelhança de Deus, dá ao homem liberdade para compreender plenamente a ideia infinita” (p. 90). Se não admitirmos e não aceitarmos que somos semelhantes a Deus, como poderemos ver essa semelhança nos outros? Como seremos transparentes para o Amor divino, que é o sanador em todos os casos, se não admitirmos quem, de fato, somos?

Podemos não compreender plenamente quem somos espiritualmente, mas podemos aceitar a ideia de que somos espirituais. A porta aberta do pensamento admite, acolhe e inclui a realidade espiritual do homem. Permite que o verdadeiro homem seja acolhido em nossa consciência.

Por sua vez, isso nos permite seguir a orientação de Cristo Jesus: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mateus 7:12). Que regra maravilhosa de como nos relacionar com os outros, pois requer não apenas bondade e ternura, mas requer também que vejamos os outros em sua verdadeira luz, como filhos de Deus. Ter consideração pelo próximo é um modo de viver isento de ego, e diz muito sobre nós mesmos.

Por ser a própria semelhança de Deus, o homem é puro, gentil, inteligente e totalmente bom. Todos são preciosos, valiosos e estimados por Deus, a fonte divina de onde viemos. Não há condenação para o homem de Deus; só é condenado o senso errôneo de que o homem seja mortal. O Amor divino vê o coração, e vê que suas próprias ideias são espirituais, inocentes e perfeitas.

Recentemente, tive o privilégio de visitar a casa da Sra. Eddy em Swampscott, Massachusetts, onde em 1866 ela foi curada de uma grave lesão interna, o que, por sua vez, a levou à descoberta da Ciência Cristã. A visita foi uma experiência que me fez refletir. Percebi que a Sra. Eddy havia descoberto, ou melhor dizendo, posto a descoberto algo que ninguém havia entendido desde a época de Jesus — o fato de que o homem é inteiramente espiritual. Como acontecera com David, a Sra. Eddy foi chamada por Deus para um propósito sagrado. Mais tarde, ela escreveria: “Deus vinha ternamente me preparando durante muitos anos para receber essa revelação final do Princípio divino absoluto da cura mental cientifica” (Ciência e Saúde, p. 107).

Em sua autobiografia intitulada Retrospecção e Introspecção, ela encerra o capítulo sobre “Casamento e Maternidade” com esta profunda e científica declaração da verdade: “Deus está acima de tudo. Nada, a não ser Ele, é nossa origem, nossa meta e nosso existir. O homem real não vem do pó, nem foi jamais criado por meio da carne; pois seu pai e sua mãe são o Espírito único e uno, e seus irmãos são todos os filhos do mesmo progenitor, o bem eterno” (p. 22).

Abrir o pensamento, renunciar ao senso mortal de nós mesmos (e dos outros) e admitir a verdade a respeito de nossa identidade espiritual é a coisa mais desprendida do ego que podemos fazer! Dessa forma, nosso pensamento é constantemente preparado, passo a passo, para aceitar e demonstrar quem realmente somos, como participantes da bela progênie espiritual de Deus.

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