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Original para a Internet

PARA JOVENS

Será que algumas pessoas são más?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 1º de janeiro de 1970


“Eu sei que existem pessoas boas no mundo”, disse-me o estudante do ensino médio. “A questão é que agora eu sei que também existem pessoas más.”

Sim, o consumo regular de conteúdo do Tik Tok, apresentando tirania e brutalidade vindas de todos os cantos do mundo, contribuiu para forjar nele essa percepção. Mas não era só isso, ele disse. Bastava olhar em volta, em sua própria comunidade, para ver aquelas coisas acontecendo em escala menor.

Talvez você já tenha se sentido assim a respeito dessa luta entre o bem e o mal. Não que as evidências não pareçam estar ali, diante dos nossos olhos. Mas, na conversa com esse estudante, alguma coisa trouxe um lampejo de esperança. Seu tom de voz me dizia que ele, de certa forma, desejava ser convencido do contrário. Ele queria crer que havia ao menos algo de bom em cada um de nós.

Acontece que o bem é o único poder que existe — sim, até mesmo em pessoas que talvez tenham parecido prepotentes antes.

Esse foi o papel que a Ciência Cristã desempenhou em minha vida, quando eu lutava contra questões difíceis. Ao me direcionar a Deus, essa Ciência me ajudou a constatar que minha visão dos fatos não é necessariamente acurada. Isso nem sempre é algo fácil de admitir, pois parece ir contra alguma, ou algumas, das narrativas convincentes que se apresentam em minha vida, ou no meu celular. Ainda assim, quando aceito a perspectiva divina, o bem se revela como a verdade, o único poder — sim, mesmo em quem antes parecia agir como valentão, tirano ou inimigo.

Era sobre isso que eu estava pensando, durante aquela conversa a respeito de “pessoas más”. Lembrei-me de quando uma amiga, professora do ensino médio, me pediu para orar porque uma situação tensa e potencialmente perigosa estava se agravando em sua sala de aula. Um grupo de alunos parecia estar prestes a tomar o controle da turma. Ela estava assustada — e, para ser sincera, depois de ouvir sua história, eu também fiquei.

Em minha experiência, quando eu me senti amedrontada ou desprotegida, as melhores soluções, as mais sanadoras, sempre surgiram quando pedi a Deus para me mostrar o que Ele sabe — o que é real. Um dos nomes bíblicos para Deus é Verdade, e eu sempre amei esse nome, por ele me mostrar que, se eu quero de fato a verdade, e não a minha opinião ou a de outra pessoa, Deus, a Verdade em si, é a única fonte onde obtê-la. Do mesmo modo, Deus é o Amor. Isso foi especialmente reconfortante nessa situação relacionada à minha amiga, porque o Amor é a resposta ao perigo, ao medo e à possibilidade de violência.

Volvi-me a Deus — ao Amor e à Verdade — de todo o coração, e pedi-Lhe ajuda. Eu queria ver além das aparências que mostravam pessoas com comportamentos destrutivos ou mal-intencionadas, e saber mais sobre o que de fato estava acontecendo. O que, naqueles alunos, se originava em Deus? E o que Deus estava vendo e sabendo em relação a eles?

Imediatamente, brotou em mim este pensamento — na verdade algo mais profundo do que um pensamento, pois também senti em meu coração: “Eles querem ser bons”.

Eu sabia, sem dúvida alguma, que isso era verdade. O bem é o nosso lar. É o que há de mais natural em cada um de nós — é o “verdadeiro norte” indicado espontaneamente por nossa bússola interior. Esse tem de ser o caso, porque nós nos originamos em Deus, que é o puro bem. O bem pode criar e causar o bem. O bem tem de emanar do bem, assim como a luz emana do sol, devido simplesmente à natureza da sua fonte.

Consegui entender que meu ponto de vista anterior, por mais persuasivo que parecesse, simplesmente não podia estar correto, pois aqueles jovens não eram indivíduos decidindo por si mesmos entre serem bons ou maus. Cada um deles era filho de Deus e unicamente bom, tal como seu Pai-Mãe.

E isso se provou verdadeiro. A situação na sala de aula se reverteu de imediato. O bullying, as ameaças e a disputa pela supremacia cessaram. Um aluno chegou a pedir desculpas.

Teria isso acontecido se realmente existissem “pessoas más”? Não, obviamente. Esse fato me trouxe a convicção de que, mesmo agora, diante de tudo o que está ocorrendo no mundo, eu posso me apoiar com confiança na mesma verdade que trouxe paz à sala de aula da minha amiga: todos querem ser bons porque, na verdade, todos são bons.

E quando esse não parece ser o caso? É então que podemos ser as testemunhas, os que oram, os que enxergam espiritualmente, aqueles de quem as comunidades e o mundo necessitam. Se observamos algo na esquina da nossa rua ou em um vídeo de um país distante milhares de quilômetros, temos a capacidade de cumprir nosso papel em defender o bem e manifestá-lo. Podemos pedir a Deus que nos mostre a boa natureza inerente a todos nós; podemos permitir que nossa confiança no bem se expanda até termos a certeza de que o bem é tudo o que existe, e é o que em realidade somos. Não maus. Bons.

Todos nós.

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