Alguns anos atrás, eu fui capelão voluntário em uma base de treinamento da Marinha dos Estados Unidos. Aos domingos, os recrutas podiam conversar com clérigos e voluntários de 17 religiões diferentes, em um grande edifício que funcionava como capela.
Para muitos daqueles que me procuravam como capelão da Ciência Cristã, esse era o primeiro contato que tinham com nossa religião, e eu sabia que era importante transmitir com clareza e exatidão os fundamentos da Ciência Cristã e seus benefícios para a humanidade. Também achei que seria útil dar uma visão geral de sua história, inclusive sobre sua Descobridora e Fundadora, Mary Baker Eddy. Meu propósito era lhes oferecer algo concreto que pudesse orientar e apoiar aqueles jovens, homens e mulheres, não só durante o treinamento, mas também depois. Muitos deles estavam longe de casa pela primeira vez e frequentemente manifestavam o receio de que o treinamento seria muito desafiador.
No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, a Sra. Eddy escreve: “Deus é a Mente, o Espírito, a Alma, o Princípio, a Vida, a Verdade, o Amor; é incorpóreo, divino, supremo, infinito” (p. 465). Para mim, os sete sinônimos para Deus eram uma ótima maneira de apresentar a Ciência Cristã, e aos domingos conversávamos a respeito de como cada sinônimo nos ajuda a compreender a natureza de Deus e nosso relacionamento com Ele. Como parte de cada encontro, eu lia passagens da Bíblia que descrevem como Deus nos dá força, coragem, inteligência e proteção. Em seguida, lia trechos correlativos de Ciência e Saúde que explicam e reforçam esses poderosos conceitos.
Depois disso, os participantes se revezavam em fazer perguntas ou pedir apoio por meio da oração. A pergunta mais frequente era: “Onde posso conseguir esse livro?” Os regulamentos da Marinha eram muito rígidos tanto no que diz respeito às interações com os recrutas, quanto ao tipo de material impresso que eles podiam aceitar. Felizmente, permitiam a distribuição de livros religiosos, e eu consegui atender a muitos pedidos de Ciência e Saúde, às vezes eram quinze ou mais exemplares em um mesmo domingo.
Ver todos aqueles jovens, homens e mulheres, tão interessados, sob o estresse do treinamento militar, despertou em mim um forte desejo de oferecer ajuda imediata e eficaz. A tentação era pensar que eu era pessoalmente responsável por ajudá-los a compreender os conceitos contidos em Ciência e Saúde. Eu orava diligentemente em busca de orientação e fui confortado pela mensagem divina de que há cento e cinquenta anos as ideias contidas em Ciência e Saúde têm tocado a consciência humana exatamente quando necessário, trazendo inspiração e cura. Eu podia confiar em que o livro-texto da Ciência Cristã seria totalmente suficiente.
A Sra. Eddy escreveu: “A Palavra de Deus é um pregador poderoso, e não é espiritual demais para que não seja praticável, nem transcendental demais para que não seja ouvida e compreendida” (Mensagem À Igreja Mãe para 1901, p. 11). E ao afirmar que seu livro apresenta claramente a Ciência do Cristo, ela declarou: “…esse livro curou multidões e revelou o que Deus é a um número quase incontável de pessoas — fatos esses que provam: (1) que Ciência e Saúde não precisa ser interpretado para aqueles que sinceramente buscam a Verdade; (2) que não é possível declarar a verdade absoluta de modo mais simples ou mais agradável” (A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos, pp. v–vi).
Com relação ao suprimento de livros, houve lindas demonstrações. Certa vez, eu estava no aeroporto, voltando da reunião anual de minha associação de alunos da Ciência Cristã. Sentada ao meu lado e esperando pelo mesmo voo, estava uma senhora que também estivera na nossa reunião. Em conversa, mencionei meu trabalho com os recrutas da Marinha. Ela abriu a bolsa e entregou-me uma considerável soma de dinheiro. Disse-me que todo ano sua família economizava e fazia uma doação para uma causa nobre, e que dar esses exemplares de Ciência e Saúde aos recrutas militares se encaixava nessa descrição. Eu fiquei profundamente grato por sua generosidade.
Outra demonstração foi com relação ao local das reuniões dominicais. Quando comecei a trabalhar na base, as reuniões da Ciência Cristã eram realizadas em uma pequena sala com cerca de quinze cadeiras, já que isso havia sido o suficiente nos anos anteriores. Contudo, em meu primeiro domingo ali, a sala lotou e muitos participantes tiveram que se sentar no chão, ou ouvir do lado de fora. O edifício da capela tinha espaços de vários tamanhos, mas quando tentei reservar um maior, o oficial capelão sênior me disse que todos estavam ocupados. Ele acrescentou que, embora eu pudesse solicitar um espaço maior, demoraria para conseguir.
Naquela semana, orei profundamente, afirmando o governo amoroso de Deus sobre todas as coisas, inclusive os procedimentos militares. Mantive o pensamento firme no fato de que divulgar a Ciência Cristã e seu valioso livro-texto é um importante trabalho, um ato de amor e divinamente inspirado. Aqueles jovens ansiavam por aquilo que nossas reuniões ofereciam, e nada poderia impedir que o Cristo, a Verdade, chegasse a eles exatamente da maneira certa. Quando cheguei no domingo seguinte, fui informado de que um amplo auditório havia ficado inesperadamente disponível, devido à transferência de um clérigo de outra denominação. Essa foi a solução perfeita para nossas necessidades, e cada vez mais recrutas tiveram contato com Ciência e Saúde, ao participarem das reuniões realizadas no local maior.
Embora sempre seja importante alcançar o pensamento de alguém de maneira prática, podemos ter a certeza de que é o Cristo, o poder da Palavra, que possibilita e sustenta a comunicação. Essa inspiração não pode ser bloqueada por nenhuma crença errônea de carência ou limitação. Ciência e Saúde e sua Chave das Escrituras vêm abençoando a humanidade há cento e cinquenta anos e continuarão a atender às necessidades da humanidade.
