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Original para a Internet

A oração vence o contágio

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 24 de agosto de 2026


No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, ao discorrer sobre a Verdade, um sinônimo de Deus, Mary Baker Eddy escreve: “A Verdade vence o mais maligno dos contágios com perfeita segurança” (p. 176). Por ser uma dedicada seguidora de Cristo Jesus, a Sra. Eddy aderia ao exemplo dele, comprovando suas afirmações com um histórico de curas que confirmava a veracidade de suas palavras. O registro das curas efetuadas pela Sra. Eddy incluiu uma ampla variedade de doenças, inclusive as contagiosas.

Por isso, podemos confiar nessa promessa de que a Verdade vence o contágio. A Ciência Cristã revela que a Verdade é o bem onipresente e onipotente; portanto, nenhum problema pode se esquivar da autoridade de Deus. Ao longo de seu ministério de cura, Jesus provou que a graça divina da salvação está sempre presente e é suficiente para eliminar tudo o que se oponha à Verdade, pois nada pode estar fora do bem infinito, que é Deus.

Tanto o próprio Jesus quanto a Sra. Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, ensinaram que devemos seguir os passos indicados pelo Mestre. O Apóstolo Paulo fez isso fielmente e, em uma carta aos primeiros cristãos de Corinto, explicou como defender a Verdade diante de planos, especulações ou argumentos humanos destrutivos. Ele descreveu isso como uma guerra mental, na qual “…as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, …” (2 Coríntios 10:4). E a continuação dessa passagem bíblica mostra a tática de batalha mental: “…anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo…”

Um dicionário define “sofisma” como “argumento falso que induz a erro”. Mais especificamente, sofisma é o raciocínio que parece lógico e correto, mas tem como base premissas erradas. Ao dizer que devemos anular sofismas, Paulo oferece uma maneira esclarecedora de pensar sobre o que fazer, quando sentimos medo de adoecer ou nos sentimos aprisionados em um corpo doente. Tudo o que não é bom — ou seja, que não provém de Deus — está se levantando contra o fato de que a natureza divina é totalmente boa. Em outras palavras, trata-se de uma percepção material e limitada, que argumenta falsamente que o Deus sempre presente e todo-poderoso — aquele que “sara todas as tuas enfermidades” (ver Salmos 103:3) — esteja ausente e não tenha poder. O que precisamos é obter uma perspectiva mais elevada, que sabe que isso não é verdade — ou seja, precisamos da compreensão espiritual de que toda a autoridade pertence a Deus.

A Sra. Eddy escreve: “Em épocas de doenças contagiosas, os Cientistas Cristãos se empenham em elevar a consciência até o verdadeiro senso da onipotência da Vida, da Verdade e do Amor, e esse grandioso fato na Ciência Cristã, quando compreendido, fará cessar o contágio” (A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos, p. 116). Não nos deixamos iludir pela suposta realidade de algo que não glorifica a Deus, e afirmamos e aceitamos que, aqui e agora, apenas o todo-poder de Deus determina nossa realidade.

Ao fazermos isso, também podemos afirmar nossa capacidade de nos tornarmos mais transparentes para a influência divina que é o Cristo — influência essa que Jesus demonstrou, ao vencer a doença, o pecado e a morte. Sempre que abrimos o coração para a verdade de que Deus tem todo o poder, derrubamos mais convicções equivocadas que nutrimos a respeito de Deus e de nós mesmos. Ao cedermos ao Cristo, compreendemos e manifestamos melhor nossa verdadeira identidade, que é totalmente espiritual, que é Deus expressando a Si mesmo — a imagem da natureza pacífica, alegre, saudável e harmoniosa de Deus.

Esse ceder à Verdade, essa humildade perante Deus, traz à luz o poder que Ele nos concede, a autoridade que é nossa por reflexo, sobre os sofismas ou argumentos falsos, provenientes de premissas baseadas na matéria. Por meio do Cristo, percebemos que não estamos presos a tais argumentos, por mais profundamente arraigada que esteja a crença de que eles sejam corretos.

Essa compreensão já libertou muitos — inclusive a mim mesmo — de doenças contagiosas que pareciam muito reais. Constatei esse fato, quando fui acometido por sintomas de gripe tão fortes que me sentia fraco demais para me locomover. E não era apenas a incapacidade física de levantar o pé do chão; meu pensamento também parecia um peso morto. Incapaz até mesmo de pensar em orar — muito menos de fazê-lo — pedi ajuda a uma praticista da Ciência Cristã. Embora eu não saiba como ela orou, o que eu senti foi a onipotência de Deus. A liberdade mental foi restaurada quase que imediatamente, e mais, a fraqueza física também desapareceu praticamente em questão de minutos, e os sintomas físicos remanescentes sumiram no dia seguinte.

Libertar-se tão rapidamente de uma doença ou enfermidade é emocionante. E muito inspirador! Isso pode e deve nos levar a olhar para o mundo com um amor que anseia por saber como ajudar os outros.

Uma maneira de ajudar os outros é obedecer ao que Jesus disse a seus discípulos: “…Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Se nem sempre nos sentimos chamados a fazer isso literalmente, podemos, por meio da oração pelo mundo, “pregar” — alcançar a consciência humana — com a boa nova de que as desarmonias que vemos ou das quais ouvimos falar, como o “contágio maligno”, não são a realidade. A realidade é Deus — o Espírito — é Sua expressão puramente espiritual de Si mesmo.

Podemos orar para sentir isso, reconhecendo que o poder da Verdade está presente e dissipa todos os sofismas, ou seja, as premissas falsas do raciocínio humano por meio da compreensão de que existe apenas uma única Mente: Deus. Essa Mente, e cada um de nós como reflexos dessa Mente, jamais raciocina erroneamente, mas tem a consciência de que tudo e todos são espirituais, puros, incontaminados e bons.

Tony Lobl
Redator Executivo

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