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Original para a Internet

PARA JOVENS

Perguntar à IA… ou a Deus?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 14 de setembro de 2026


No metrô, uma mulher vestindo um moletom da universidade local perguntava ao ChatGPT sobre um conceito de economia que queria entender. Ao seu lado, um jovem universitário consultava a IA sobre o motivo de sua namorada estar brava com ele — e o que fazer a respeito.

Pode soar engraçado, mas isso me fez pensar nos periódicos da Ciência Cristã, e nos testemunhos semanais, dados por pessoas que conseguiram respostas para problemas que vão desde conceitos acadêmicos difíceis, até questões de relacionamento, e tudo o mais que aparece na vida. Embora pareça que a IA tenha dado início a uma era de acesso ilimitado à informação, há algo que rompeu a barreira do conhecimento muito antes da inteligência artificial. Há milhares de anos, o homem chamado Cristo Jesus provou que a fonte real da inteligência é Aquele que tudo sabe e cujo nome é Deus. E, há um século e meio, uma mulher chamada Mary Baker Eddy deu continuidade à obra do Mestre, ao escrever um livro que mostra como nós, do mesmo modo que Jesus, podemos nos apoiar na inteligência divina para obter respostas. Tudo começa por confiarmos suficientemente em Deus e perguntar a Ele.

Colocar Cristo Jesus frente à IA pode parecer estranho, no entanto, a vida de Jesus provou que nós sempre temos acesso imediato a tudo aquilo que precisamos saber — sem a necessidade de nenhuma tecnologia. Aqui estão alguns exemplos do que Jesus sabia e que não teria sido capaz de descobrir sozinho. A Bíblia relata que ele conhecia o pensamento das pessoas. Inúmeras vezes ele discerniu, nas pessoas que encontrava, o que elas precisavam para serem curadas. Sabia até mesmo detalhes específicos sobre os outros, antes de se encontrar com eles — como foi no caso de Natanael, de quem disse que nele “não há dolo” (ver João 1:47).

Como ele sabia disso? Jesus explicou como, dizendo: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Aqui, um não significa “somos o mesmo”, mas significa: somos inseparáveis e dotados da mesma essência. A Sra. Eddy esclarece ainda mais esse conceito, no livro inovador a respeito da Ciência de tudo o que Jesus ensinou e demonstrou: Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. Nessa obra, ela explica: “Ele não atribuía a si mesmo inteligência, ação, nem vida separadas de Deus” (p. 136).

A maioria de nós provavelmente não afirmaria isso a respeito de si mesmo. Por certo parece que temos cada um uma mente própria, com inteligência limitada e acesso apenas aos fatos que já aprendeu. Mas a Ciência Cristã, que nos mostra como as coisas realmente são, contradiz essa aparência. Explica e prova que existe apenas uma fonte de inteligência — Deus, a Mente divina. Revela que nós somos a expressão dessa inteligência. Não na condição de mortais, mas como a expressão espiritual de Deus, somos a Mente manifestada no mundo!

Nas ocasiões em que não sabemos a resposta, tomamos consciência de nossa necessidade de confiar em Deus para obtermos ajuda, e então oramos em busca de direcionamento. Mas, quer saibamos ou não, nós realmente dependemos sempre de Deus, nunca de uma mente pessoal. Isso porque, conforme o livro-texto da Ciência Cristã afirma: “Tudo é a Mente infinita e sua manifestação infinita, porque Deus é Tudo-em-tudo” (Ciência e Saúde, p. 468).

Uma Mente só, Deus, e Sua manifestação — nós em nosso verdadeiro existir espiritual. É uma ideia simples, mas como podemos manifestá-la de maneira mais completa em nossa vida? Aceitando-a. Confiando nela. Reivindicando-a, conforme Jesus fez. Isso significa partir da premissa de que as respostas que procuramos não estão fora do nosso alcance, já estão dentro de nós, por sermos a expressão da Mente.

Ultimamente, estou cultivando o hábito de buscar a Deus, em vez de me voltar ao celular, quando me deparo com algo que não sei, pois quero ter a certeza de que estou mesmo obtendo a resposta correta. Em vez de resvalar no processo mental de tentar elaborar respostas, eu abro meu pensamento, sinto o ânimo da expectativa, e “abro espaço”, por assim dizer, para que a ideia correta se revele. Confio em que a resposta está aí porque a Mente é a minha Mente, sempre revelando o que é necessário.

Viver a partir desse conceito de que somos um é, sem dúvida, um trabalho contínuo. Mas cada vez que me ocorre uma ideia trazendo aquele “clique” espiritual que confirma ser a resposta, eu ganho mais confiança. Tem havido surpresas, também. Até mesmo momentos em que a ideia certa estava lá antes de eu pedir — como certa vez, quando a solução para um projeto complicado veio antes mesmo de eu tentar começar a resolvê-lo. A resposta era perfeita, algo que eu nunca poderia ter imaginado por mim mesma.

Apesar dos conhecidos vieses e imprecisões da IA, a humanidade está começando a confiar nela, e ela está nos ajudando a romper algumas barreiras. Mas imaginem que grau de progresso, capaz de transformar o mundo, poderia ocorrer se depositássemos nossa confiança na Mente infinita que genuinamente sabe tudo — que é a inteligência real. Cada um de nós pode contribuir para um movimento rumo a essa possibilidade. Aceitando e provando nossa unidade, nossa união, com a Mente. As respostas — todas elas — estão à nossa disposição. Tudo o que precisamos fazer é perguntar.

Jenny Sawyer
Gerente de Redação, Conteúdo geral e para jovens

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