Certa vez, logo depois de chegarmos a uma festa de família à beira da piscina, meu filho, então com dez anos de idade, me disse que seu ouvido estava doendo. Eu já havia vivenciado e tomado conhecimento de muitas curas pela Ciência Cristã, então foi natural para mim encontrar um lugar tranquilo e orar por ele. Nossos filhos sabem que minha esposa e eu nunca esperamos que eles ignorem ou simplesmente fiquem aguentando um problema.
O menino queria ficar na festa e, muito animado, se juntou aos outros familiares na piscina. Durante a festa e o jantar, ele não mencionou nem apresentou qualquer sinal de desconforto. No entanto, mais tarde, quando já estávamos em casa, nos preparando para ir dormir, ele falou que o ouvido doía e coçava muito. Minha esposa não é Cientista Cristã, e eu deixo a cargo dela decidir a respeito da saúde de nossos filhos. Ela concordou em que eu orasse por ele, e fizemos todo o possível para que ele estivesse confortável.
No início, ele estava inquieto e disse temer que aquela seria uma longa noite. Disse-lhe que eu iria para o quarto ao lado e ficaria orando, mas ele pediu que eu permanecesse ao seu lado, então eu fiz isso, claro. Estava ficando tarde, e eu sentia o cansaço da agitação da festa, mas me ajoelhei ao seu lado, encostei em sua cama e comecei a orar.
Não me sentia disposto a orar. Queria me deitar e dormir. Mas, ao baixar a cabeça e fazer o possível para buscar a Deus, a sensação de sobrecarga, achando que meu ego cansado tinha de ter um pensamento de cura, foi substituída pela confiança em que Deus me guiaria na oração. Então, uma ideia que uma praticista da Ciência Cristã já havia compartilhado comigo me veio com força ao pensamento. Ela dissera que eu reflito a paternidade de Deus, e esse reflexo inclui uma profunda confiança nEle.
Naquela noite, eu precisava de uma profunda confiança em Deus para enfrentar o medo que estava sentindo. À medida que orava para aceitar a verdade de que Deus, o Amor, estava presente e governava a situação, esse fato foi se tornando tão real para mim que percebi que eu tinha, sim, aquela profunda confiança em Deus, e que meu filho também a tinha. Compreendi que esse sentimento vinha de Deus.
Acho que essa experiência se assemelha ao que Mary Baker Eddy descreve em seu poema “Cristo, meu refúgio”:
“E sobre o revolto e bravo mar
eu vejo o Cristo andar,
e com ternura a mim chegar,
e divinamente me falar”
(Escritos Diversos 1883–1896, p. 397).
Continuando a orar, eu recebi o senso divino de que Deus está completamente em paz e tranquilo, na consciência que Ele tem da total bondade e misericórdia do Seu ser infinito, e que todos refletem essa mesma consciência. Deus estava me fazendo sentir seguro porque Ele não tem medo, portanto, meu filho e eu, como reflexos dEle, também não estávamos com medo. O cansaço desapareceu, e eu continuei a orar por mais algum tempo. Meu filho adormeceu tranquilamente.
No dia seguinte, ele estava totalmente bem e feliz. Quando perguntamos, mais tarde, sobre o ouvido, ele respondeu: “Hã? Ah, sim, está tudo bem com meu ouvido”. Já se passaram dois anos desde essa cura, e não houve nenhuma recorrência de dor de ouvido.
Sou grato e me sinto motivado por ter aprendido que a cura se realiza, não porque a fazemos acontecer por meio de algum poder pessoal, mas devido à ação da Mente onipotente na consciência humana.
Todd Hollenberg
Lafayette, Califórnia, EUA
