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Original para a Internet

Para jovens

Como posso orar a respeito de problemas globais devastadores?

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 9 de setembro de 2019


P: Eu me sinto desanimada e arrasada com tudo o que está acontecendo no mundo. Não sei por onde começar a orar … nem mesmo sei se isso vai ajudar.

R: Alguns desses desafios globais parecem ser mesmo difíceis de abordar. Mas ficar apenas assistindo, e se sentindo impotente, paralisado e/ou indiferente não é o que queremos fazer. Existe algo que esteja ao nosso alcance e que possa realmente fazer a diferença?

Em outra época, minha resposta talvez fosse: “Hum ... não tenho certeza”. Mas uma experiência recente me fez perceber que podemos ajudar, que a oração é verdadeiramente uma arma poderosa para o bem.

Imagine isto: um enorme incêndio, totalmente fora de controle, representando um perigo iminente para 240.000 casas, incluindo a minha. Durante vários dias fiquei hipnotizada pela ameaça de perda, pelas notícias e pelas ondas de fumaça. Francamente, eu estava aterrorizada. Retiramos os cavalos e planejamos uma estratégia para cuidar do restante dos nossos animais. Tentei orar, mas não consegui, porque estava com muito medo.

Então, por volta do quarto dia em que não se conseguia controlar o fogo, tive uma ideia surpreendente: Eu poderia escolher no que pensar. Eu poderia continuar presa ao redemoinho de medo, ou poderia (surpreendam-se...) conscientemente retirar o meu pensamento do compartimento do medo e colocá-lo em algum lugar onde pudesse ser mais útil. Que conclusão óbvia, não?

E foi isso exatamente o que fiz. Eu basicamente “mudei de canal” mentalmente. E, ao fazer isso, pude me afastar da situação dramática que estava envolvendo o ambiente ao meu redor e meus próprios pensamentos.  

Quando fiz isso, consegui orar: “Pai, mostre para mim o Teu poder e a Tua presença”. Recebi uma resposta interessante: Meu coração se encheu de compaixão por aquelas pessoas cujos lares estavam em perigo. Essa oração se estendeu para além de mim mesma e dos meus próprios interesses, e me levou a um lugar em que eu podia sentir o amor e o cuidado de Deus por toda a Sua criação, sem deixar ninguém de fora. E, apesar das notícias que continuavam a ser veiculadas e da fumaça que ainda era visível, o medo forte que eu sentia desapareceu. Eu sabia que Deus prevaleceria.

E prevaleceu! Embora o fogo tivesse chegado aos quintais de algumas casas, apenas algumas poucas cabanas nas montanhas foram realmente queimadas. Será que foi minha oração que fez isso? Não posso dizer que tenha sido somente essa oração, mas ela definitivamente ajudou. E, por que não, já que a Bíblia nos assegura que “...Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16). O reconhecimento profundo e poderoso da presença de Deus mudou minha percepção de uma situação perigosa para uma conscientização de que Deus realmente estava no controle, com resultados evidentes. 

Sem dúvida, a Bíblia está cheia de relatos de feitos maravilhosos realizados por uma pessoa sozinha. Por exemplo, um homem sábio salvou uma cidade da destruição (ver Eclesiastes 9:14–15). Somente Noé recebeu a mensagem de Deus de que a criação seria preservada em meio a uma imensa inundação, e de que ele tinha um importante papel a desempenhar (ver Gênesis 6–8). E então, considere todo o bem que Jesus fez. Ele nos mostrou que coisas maravilhosas podem acontecer quando uma pessoa aceita a onipotência de Deus nos casos em que a cura é necessária.

Talvez você atente para o que aquelas pessoas fizeram e pense que elas eram simplesmente pessoas especiais. Mas nós também podemos fazer a diferença se seguirmos o exemplo delas. Alinhar nosso pensamento com Deus, como elas fizeram, abre o caminho para que o poder de Deus seja sentido exatamente onde estamos. É como abrir as cortinas para deixar que os raios de sol entrem em um quarto. As cortinas, que bloqueiam a luz, são como as falsas crenças — o medo, as dúvidas e as percepções errôneas que parecem ser tão reais — que nos deixam na escuridão e paralisados de medo. Podemos pensar no quarto como sendo a realidade espiritual, revelada pela luz como a criação maravilhosa de Deus, e em segurança de todas as maneiras. 

Aprendemos na Ciência Cristã que a natureza de Deus é somente boa. Mas, e o que dizer dos incêndios, tempestades destrutivas e outros eventos devastadores? A única resposta, quando aceitamos que a onipresença de Deus é verdadeira, é que eles são o efeito de percepções errôneas terríveis, que podem ser corrigidas por meio da compreensão espiritual de Deus e de Sua criação espiritual. Mary Baker Eddy fala sobre isso em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. Ela escreve: “Toda a realidade está em Deus e Sua criação, e é harmoniosa e eterna. Aquilo que Ele cria é bom, e Ele faz tudo o que é feito. Portanto, a única realidade do pecado, da doença ou da morte é o horrível fato de que as irrealidades parecem reais à crença humana errada, até que Deus lhes arranque o disfarce” (p. 472). Orar com base nessa compreensão é deixar que Deus “arranque o disfarce”, ilumine a realidade espiritual. À medida que reconhecemos e fazemos uso do poder e da bondade de Deus, e que estão sempre em ação, vemos surgir a realidade dessa verdade.

Embora nossos esforços individuais para ajudar por meio da oração possam parecer pequenos, a luz espiritual que brilha por meio dessa oração pode fazer a diferença. Gosto muito deste ditado: “Um com Deus não é apenas maioria; é monopólio”. O mundo precisa que coloquemos nosso peso do lado desse monopólio.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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