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Original para a Internet

Mais que simplesmente um dia especial

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 14 de março de 2019


Pode-se expressar o amor paternal ou maternal de diversas maneiras. Sem sombra de dúvida, conheço homens e mulheres que nunca tiveram filhos, mas têm facilidade em expressar um grande amor para com as crianças e os jovens. 

Em outras palavras, o amor despojado de ego não se limita a pessoas de um gênero em particular ou àqueles que têm filhos, mas se refere à expressão de qualidades espirituais tais como a paciência e a alegria ao cuidar dos que estão ao nosso redor. E visto que fomos criados por Deus, que é o Amor, todos podemos sentir e expressar o amor de Deus, em qualquer lugar em que estejamos.

Mary Baker Eddy, estudante devota da Bíblia, foi quem descobriu a Ciência Cristã no século 19, e percebeu a natureza de Deus como sendo ao mesmo tempo Pai e Mãe, o nosso Progenitor espiritual. Se pensarmos em nosso Pai-Mãe Deus como sendo O que atende às nossas necessidades, em vez de nos sentirmos dependentes de outras pessoas, passaremos a ver que o amor de Deus não nos pode ser negado. O Amor divino é universal, inclui a todos, está sempre presente, e é a fonte de todo amor que existe; é o Pai-amor que provê e defende, e é a Mãe-amor que nutre e conforta. Jamais estamos separados desse amor! Embora às vezes não se expresse na pessoa ou lugar que pensávamos, o amor de Deus não falha em nos achar, sempre que necessário.

Dei-me conta desse grande amor quando eu era jovem. Eu estava em uma situação caótica, tinha caído na “toca do coelho”, como diz Alice no País das Maravilhas. Encontrei coragem para sair da situação perigosa no lugar em que estava morando, mas não tive tempo para planejar o passo seguinte. Eu estava sozinha, trajando roupas sujas, e desesperada. Consegui telefonar para meus pais, que começaram a arranjar um jeito de eu tomar um avião de volta à casa deles. Peguei carona para o aeroporto, sem ter nenhuma certeza de que conseguiria embarcar antes do fim do dia.

Vi um canto afastado no aeroporto lotado (sentindo que nem sequer merecia uma cadeira), e ali desabei no chão. Então ouvi meu nome sendo chamado no autofalante, e me dirigi ao balcão. Um homem que eu nunca tinha visto lá estava, esperando com um caloroso sorriso cheio de compaixão. Era Praticista da Ciência Cristã naquela localidade (uma pessoa cujo trabalho é ajudar as pessoas por meio da oração). Anteriormente, meu pai o havia contatado e pedido que ele orasse a respeito da situação.

Ao orar, ele se sentiu inspirado a ir me encontrar pessoalmente. Ele havia dirigido para os estábulos onde eu estivera trabalhando, e lhe disseram que eu estava no aeroporto. Ele até comprou comida para mim (fazia pelo menos um dia que eu estava sem comer). Ainda fico admirada do modo que esse estranho colocou suas orações em prática naquele dia para ajudar a uma adolescente toda desarrumada! 

Mas, em essência, ele não era um desconhecido. Eu nunca o tinha visto antes, mas o amor que ele expressava me parecia bastante familiar. Se eu fechasse os olhos, pensaria que estava com papai ou mamãe, em vez de um homem que eu estava vendo pela primeira vez. Admirei sua gentileza, mas havia algo mais. Percebi que por trás de tudo isso estava o amor espiritual, inspirado por Deus, e puro tal e qual o amor de Deus sempre é. Senti que o Amor divino me aconchegava como um caloroso abraço e me conhecia por inteiro, sem me condenar. As ideias que o praticista compartilhou comigo não eram meras palavras; elas se tornaram âncoras espirituais durante a viagem e muitas vezes posteriormente também. Suas afirmações de que eu merecia ser amada eram a declaração de que Deus era para sempre meu Pai, minha Mãe e meu companheiro. Eu sabia que estava em segurança.  

Após algumas horas, quando ouvi meu nome no autofalante, chamando para o embarque, nos despedimos. Ele me reafirmou que Deus estava ali mesmo comigo, me amando e cuidando de mim. Ao embarcar, vi imediatamente mais evidências do amor de Deus, ao sentar junto a uma senhora cujo sorriso ia de orelha a orelha, e que além de falar do quanto gostava de cavalos, ainda me ofereceu comida e bebida.

Acima de tudo, porém, esse não foi apenas um dia especial. Uma percepção duradoura do amor do Pai-Mãe Deus, ilimitado e sanador, permaneceu comigo, e foi o ponto decisivo que mudou completamente minha situação .

Ainda lembro com carinho daquele dia no aeroporto, e desde aquela ocasião, ao longo de muitos anos, continuo a ver o mesmo amor a ser generosamente compartilhado, provando para mim repetidas vezes que o Amor é impessoal; é verdadeiramente divino.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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